Carta Aberta à Nissin Food Products Ltda. – Parte II

Continuação da Parte I Outro comercial denunciado, denúncia essa acatada pelo CONAR, foi o da cerveja Devassa Negra (“É pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra”). Grupos feministas acusaram o anúncio de ser “racista e sexista ao extremo”. De fazer piada da escravidão e tráfico de mulheres. Tudo isso por comparar o corpo da mulher a um item de gastronomia, uma bebida. Para feministas, aparentemente, afirmar o evidente poder da beleza feminina é “violência contra a mulher”. Como se o simbolismo da antropofagia erótica e amorosa não fosse parte da sociolinguística não apenas brasileira, mas mundial. Como se isso não fizesse parte de diversas manifestações literárias e musicais [1] [2]. Como fosse coisa só “dos homens”. Como se uma preferência, ao ser típica ou especificamente masculina automaticamente significa ser algo perverso e a se execrar. Como se aquela marca marca não celebrasse justamente a liberdade feminina de ser sensual, sexual e livre. Como se não mostrasse essa sexualidade feminina mais ousada como algo bonito, admirável e não vulgar. Como se não retratasse homens e mulheres como amigos que bebem juntos descontraidamente. E como se ser comparado a uma beberagem pudesse ser o extremo da degradação humana, ao mesmo tempo em que a um papel higiênico, não é. Essa é a contribuição contemporânea do feminismo majoritário. Para quem conhece a história do movimento feminista, isso não é surpresa. Afinal, é o movimento que defendeu voto para as mulheres, mas alistamento militar só para homens; acesso aos próprios filhos, preferencialmente para as mães, mas obrigações, para os pais; liberação da mulher dos papeis domésticos, mas com aposentadoria precoce subsidiada pelo salário de todo homem; que batom e salto alto é violência contra a mulher; As teorias do “machismo”, do Patriarcado; etc. Aos poucos, bem aos poucos, as pessoas percebem as irracionalidades. Mas é fundamental que alguém aponte. Inclusive ao CONAR: https://www.youtube.com/watch?v=v3sXhVqNnVs Por curiosa coincidência, o homem apresentado como papel higiênico e sendo usável e dispensável ao gosto das “patroas” não pareceu à sociedade como sexismo, nem indignidade, nem sequer racismo. Este é o efeito de campanhas políticas e ideológicas mal direcionadas que acontecem há muitas décadas. Um grupo de educadores e ativistas políticos conseguiu transmutar a sensibilidade social em relação a grupos, como os nossos irmãos, cidadãos brasileiros descendentes da diáspora africana escravagista, em ódio e insensibilidade contra outros grupos. Feministas partiram para essa abordagem desumana, com a falsa desculpa de “humanitarismo”. A verdade é que não se pode envenenar metade de um poço de onde nossos descendentes vão beber. E não se pode beneficiar uma parte do ecossistema social humano agredindo outro. https://www.youtube.com/watch?v=XIhFMJE9f1o Em tempo, nós que defendemos homens e meninos sabemos que uma circunstância muito comum de pior violência familiar contra a mulher é quando o homem, maior e mais forte que ela, reage à agressão iniciada por ela. Sabemos também que a violência contra a mulher é propagandeada como inerente à “construção inerentemente violenta da masculinidade”. Embora a violência entre casais lésbicos seja maior que entre os héteros. Embora a incidência de violência das mães contra os filhos seja assombrosa. Embora as mães matem os próprios filhos mais que duas vezes o número dos mesmos assassinatos cometidos por pais. Mas a maioria das mães protege os filhos, não os violenta e mata. Como a maioria dos homens e pais protege e se sacrifica por uma vida melhor para a companheira e os filhos. Não é justo que se contribua para a criação de discriminação injusta contra mães, nem pais, nem mulheres, nem homens, nem ninguém. O ator do anúncio do papel higiênico, tempos depois, infelizmente desenvolveu câncer. Diante da ameaça de uma das piores mortes por doença que há, Reynaldo Gianecchini aproveitou para fazer campanha pela prevenção do câncer de mama. O mesmo fez o ex-presidente Lula. Realmente, dizer que os homens na sociedade atual são descartáveis como papel higiênico não está longe da realidade. E eles mantêm firmemente uma disposição generosa enquanto são descartados, mesmo nos piores momentos de suas vidas. Por falar nisso, vocês certamente se interessarão em saber que os homens têm também muito mais câncer e os câncer masculino tende a ser muito mais mortal. E recebem muito menos em pesquisa, campanhas e atendimento. A triste desculpa de ódio e falaciosa de que “isso tudo é ‘machismo'” não está funcionando mais. Os homens estão começando a refletir que nunca se construiria a civilização que temos hoje ensinando os homens a cuidar da própria saúde, em vez de cuidar da dos outros. E começam a notar que o tal “machismo” e “Patriarcado” são eles. Que a tal luta contra esse ente abstrato, mítico, inexistente, é a luta insidiosa contra eles, suas famílias e seus filhos. A cada passo que nós, que defendemos os direitos dos homens, damos, podemos avaliar o resultado das nossas ações. No caso da Bombril, vimos que pudemos nos unir e agir em conjunto. Vimos que a Bombril respondeu com deboche e desprezo. Vimos que o comercial não seria retirado e que a Bombril sequer acha que os homens, pais e filhos brasileiros merecem um pedido de desculpas. Muito pelo contrário. Porque a Bombril não considerou que agredir homens lhe causaria qualquer prejuízo comparável ao lucro que proporcionou. Nós somos um grupo que cresce, se une e organiza cada vez mais. E aprendemos. A maioria de nós hoje aceita que, se não incomodarmos e se as pessoas que lucram com as diversas campanhas contra os homens continuarem tendo lucro e não prejuízo, as coisas vão continuar a piorar. Porque os ganhos são bons e os prejuízos, desprezíveis. E sabemos que nossos filhos amanhã vão pagar o preço pelo que nós não fizermos hoje. No próximo dia 25 de Abril, por exemplo, vamos a cada Tribunal de Justiça demonstrar apoio aos pais vítimas do preconceito do Poder Judiciário contra os pais. O próprio Conselho Nacional de Justiça, hoje, faz uma campanha ofensiva, difamatória, preconceituosa e enganosa contra os pais: A campanha “pai presente”, na qual tudo que importa é a presença do dinheiro dos pais. A presença dos pais e a relação entre pais e filhos são desprezadas. Eu, como humanista e defensor de Direitos e Dignidade Humana dedicado aos dos meninos e homens e como editor brasileiro do site “Uma voz para os homens” (A Voice for Men), entendo que já passou a hora de enterrarmos um perdão hediondo que nos violenta a todos. O deplorável exemplo da Bombril, entre tantos outros, um desserviço às relações humanas como um todo em nossa sociedade, não vai ser esquecido. E não pode continuar sendo lucrativo por tempo indefinido. Esta comunicação, portanto, é de um compromisso. De forma pacífica, mas aguerrida, vamos renovar o enfrentamento de empresas como a sua, que atacam homens, meninos e pais por lucro. Faremos o possível para que campanhas como essa empresa, que contribuem para a doença social que é a misandria, não tragam mais lucro do que prejuízo aos que investem nelas. Vamos fazer o possível para que a marca se associe, em algum momento e a partir daí indefinidamente, à agressão contra homens, a masculinidade, os pais, os filhos e a família. Porque é isso que essas campanhas fazem e esse é o mal que causam. Promovem violência contra uma parte da humanidade, como se isso não fosse ferir a todos. Vamos denunciar sua campanha ao CONAR. E vamos contra-atacar a campanha, contra seus produtos e sua empresa. Mas gostaríamos que vocês, por iniciativa própria, passassem a demonstrar o respeito devido aos homens e pais. Eles merecem mais respeito pelo que fazem pelas famílias e filhos, do que vocês e seu produto, pelo que não fazem. Esta carta está sendo copiada para a imprensa. E ao maior número possível de grupos de defesa de direitos dos homens, crianças, pais e famílias no Brasil e outros países, com dois pedidos: Um, para que deem seu apoio, solidariedade e se possível presença, para o protesto no dia 25 de Abril, em cada Tribunal de Justiça de cada Estado brasileiro onde houver um defensor de pais, famílias e direitos e dignidade dos meninos e homens. E para darem sua contribuição contra a Nissin e seus produtos e falta de ética, que ajuda no aumento da misandria cultural que atinge homens, meninos, pais e famílias em todo o mundo. Atenciosamente, Aldir Gracindo Ativista por Direitos Humanos dos Homens e Meninos Editor do site A Voice for Men para o Brasil

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