Gilberto Occhi quer salvar vidas de homens ou matá-los?

Este artigo, após postado, vai ser transformado em um e-mail que eu vou enviar ao Ministro da Saúde do Brasil e aguardarei – não de pé, para não cansar – uma resposta.

É novembro e o Governo Federal do Brasil, através do Ministério da Saúde, quer…. Quer o que, mesmo?

Há tempos foi criada a campanha “Novembro Azul”, destinada a, durante este mês, influenciar homens a cuidar melhor da saúde, algo muito importante e necessário. Afinal, como repetitivamente eu digo, nós não criamos civilizações ensinando homens a cuidar de si próprios (ou uns pelos outros como homens), ao contrário do que a ideologia assassina que é o feminismo afirma. Homens se especializaram em ser descartáveis.

Infelizmente, a mesma ideologia assassina está firmemente instalada nos governos, infectando-os de ódio de homem. Claro, quem ler isso pode pensar: “Mas isso deve ser o exagero do ano, esse Aldir é mais exagerado que advogado do Lula!” Porém, eu não estou fazendo uso do recurso da hipérbole. De maneira alguma. Explico:

Qual é a função, o propósito de qualquer campanha de marketing? Estimular, incentivar uma ação, certo?

Usam-se, inclusive, recursos baseados em psicologia para isso. Mostram-se confraternizações familiares, encontros de casais e amigos para associar uma ação, marca ou produto, ao amor e harmonia da família, do romance, dos encontros com os amigos. usam designs e cores que sugiram sofisticação para associar um produto ou mensagem a sofisticação. Ou imagens para criar associações mentais com sucesso, felicidade, alegria, paz, realização que gerem aversão á corrupção, desejo por um país melhor ou por um hambúrguer de uma certa lanchonete, uma viagem por certa companhia aérea, et cetera.

No caso desta campanha, o objetivo é incentivar homens a zelarem pela própria saúde. Muitas vezes, é mais fácil conseguir que homens usem brincos na orelha, delineiem as sobrancelhas, enfim, adotem comportamento metrossexual, do que estimular o hábito de zelar pela saúde bucal. “Afeminar” homens parece ser mais fácil do que levá-los a cuidar melhor da própria saúde.

Há várias décadas já, é a moda, é praxe, devido a constantes campanhas feitas por ideólogos feministas, atacar a masculinidade dos homens e meninos. Associar a masculinidade com o que houver de mais abjeto, criminoso, sujo, insalubre, feio, indigno e aversivo…. Enfim, quem teve o suficiente de visão e inteligência já sabe disso, não precisa que eu repita vários exemplos. E como os sociopatas com a desculpa (feminista) de que “é preciso conscientizar” e “desconstruir a masculinidade” não vale a pena perder tempo.

Pois, temos conhecimento razoavelmente confiável de que homens, ao serem ofendidos, não reagem como as mulheres. Mulheres são brindadas diariamente com milhares de notícias dizendo a elas que elas são injustiçadas por alguma coisa na vida. A reação delas é compartilhar essas notícias com indignação, a fim de obter apoio social. Os homens não estão acostumados a ser defendidos e não tendem a compartilhar notícias nas redes sociais com este fim, evidentemente. Quando alguma coisa ofende homens, eles simplesmente passam a ignorar aquilo.

Temos até indicações de que os homens não são tão menos emocionais que as mulheres, mas menos expressivos de certas emoções. Homens têm emoções, mas expressam menos. Mulheres não têm tantas emoções assim, elas apenas expressam de forma bem mais intensa. Daí a fama dos homens erem covardes para se defenderem como homens. E das mulheres, de serem histéricas para se defenderem como mulheres.

Isso tudo requer mais estudo, claro… Estudo que não é feito porque não são só os homens que “evoluíram” para não se cuidar, nós todos evoluímos para não nos importar com homens e até por reagir com a tradicional raiva, incredulidade e e ridicularização quando alguém expressa preocupação com eles – eles como grupo humano. Mas, vamos ao que importa nas propagandas pagas com o nosso dinheiro para, supostamente, estimular homens a cuidar de si próprios.

Se essas campanhas fossem eficazes, estariam conquistando os homens em geral. Eles estariam empolgados com a campanha – não só por um idealismo, que é o tipo de motivação extrínseca, mas por satisfação imediata, intrínseca à experiência do contato com a campanha. E mais, estariam encorajados a se cuidar melhor. Seria o duplo sucesso de uma campanha:

Mas, como você faz uma campanha feita para enviar uma mensagem que você quer que seja ignorada pelos homens? Você faz uma campanha que desperte neles – ou em um grande número deles, ou na maioria deles – a atitude de ignorar a mensagem da campanha. Como fazer isso?

Como funcionaria uma campanha que visasse combater a violência contra a mulher através de uma mensagem assim: “Ser mulher é fazer sexo com bandido”? Certamente causaria uma reação muito intensa entre as mulheres.

Em outro exemplo, como seria uma campanha visando a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre homossexuais com a seguinte mensagem: “Ser homossexual é fazer sexo sem camisinha em banheiro sujo de boate e estação de ônibus”?

Acho que vocês estão entendendo onde eu quero chegar com este didatismo tão caprichado e detalhado. Ou não? O governo do Brasil disparou uma campanha no Facebook com a velha fórmula de inspiração odiosa feminista: “Vamos associar a masculinidade à morte para salvar a vida de homens.” Eis um cartaz da campanha:

A falta de higiene faz muito macho ser obrigado a amputar o pênis. E isso é mais comum do que parece. Verifique se há…

Posted by Governo do Brasil on Wednesday, November 7, 2018

Vê-se, em primeiro plano a associação entre ser macho e ter o próprio pênis amputado. Depois, em um plano bem menor, ser macho de verdade é se cuidar. Qual associação predomina nesta contradição? Qual mensagem a campanha realmente transmite?

Claro, se a imagem causa uma associação mental entre ser homem e morrer, esperamos que os homens sejam instintivamente estimulados a viver mais ou morrer? A se cuidar mais ou a ignorar apelos presentes e futuros a se cuidar? Ou é para despertar nos homens um desprezo à própria masculinidade, a ignorar tudo de notável, de especificamente extraordinário em ser homem, que leve os homens a uma integração psíquica (em vez de uma desintegração interna) e ao mesmo tempo zelarem mais por si próprios? Se a mensagem fosse “ser mulher é beber todas e morrer“, acredito que isso não pareça ser a melhor forma de estimular mulheres a consumir bebidas alcoólicas e viver moderadamente, certo?

Nos comentários da postagem do Facebook, homens e mulheres questionam este formato misândrico, androfóbico, feminazista, já tradicional neste tipo de campanha. Mas o governo não tem nos ouvido, então não estamos falando alto e claro o suficiente. Ou talvez quem odeia homem esteja muito mais “por dentro” do governo.

Mas, tudo isso me leva à pergunta do título. E eu quero pensar que, estando em jogo as vidas de homens muito pobres e desinformados ou que tenham alguma estranha aversão ao próprio pênis – pensaria eu – a ponto de estarem entre aquele percentual pequeno da população masculina que vai necessitar ter o pênis amputado. Amputado por terem desenvolvido câncer peniano. Câncer desenvolvido por esses homens não lavarem os próprios pênis, por dentro da cobertura do prepúcio, com água e sabão, ao tomarem banho. E tomarem banho diariamente, claro, imagina-se que eles vão ter acesso a água e sabonete todos os dias.

Pois muito bem, às perguntas sem resposta.

O Governo do Brasil quer que homens vivam mais ou quer fazer “lacre” feminazista nessas campanhas, como sempre?

Gilberto Occhi, Ministro da Saúde do governo Temer, quer salvar vidas de homens usando o precioso dinheiro público ou quer agradar à ideologia feminista  dele e/ou de outros – ou devo dizer “outrxs”? – e aproveitar para causar umas mortes “lacradoras” de homens pobres?

E outra pergunta, não menos importante:

Você gostaria que Gilberto Occhi tivesse torrado nosso sacrificado dinheiro para estimular homens a cuidar da saúde e viver? Ou a estimular homens a ignorar os cuidados com a saúde e morrer?

Creio serem perguntas justas e válidas.

Afinal, eu sei que nós, como sociedade, não nos importamos muito com nossos meninos e homens. Mas essas perguntas, como eu disse antes, não são hipérboles, não são exagero. Nós estamos literalmente falando sobre vidas – e mortes – de pessoas.

Ou não?

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado, sob licensa CC BY 2.0, via Wikimedia.

 

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