Ana Maria Braga: Câncer feminista logo de manhã

Nesta manhã de segunda-feira, 11 de julho, Ana Maria Braga começou a semana nos brindando com câncer ideológico feminista. Ofereço aqui um desabafo de umas 1600 palavras e espero que isso seja útil de alguma forma.

Mitomania é a compulsão de mentir, de criar narrativas falsas. O mitomaníaco, com as narrativas mentirosas sobre si mesmo, sempre tem um fim: apresentar-se para os outros como uma personalidade incrível, extraordinária.

Mitomania também é feminismo. Duplipensamento também é feminismo.

“Todos os animais são iguais. Mas alguns são mais iguais que os outros”

Duplipensamento é a palavra inventada por George Orwell, escritor socialista inglês, no romance 1984. Orwell se inspirou nas táticas de opressão Stalinistas que ele observou na época. Resumidamente, duplipensar é acreditar, com convicção, em ideias inteiramente contraditórias entre si.

Antes de 1984, Orwell escreveu A Revolução dos Bichos (Animal Farm) de onde vem a famosa frase sobre duplipensamento ideológico e corrupção política. É aquela citação usada pelo Humberto Gessinger, do grupo Engenheiros do Hawaii, sobre como duplipensar a igualdade:

Todos são iguais. Mas alguns são mais iguais que os outros.

Igualdade duplipensada. Igualdade Orwelliana, em homenagem ao brilhante Orwell.

Dizem que a mulher é o sexo fraco

O episódio da Ana Maria Braga começa com a famosa música de Erasmo Carlos, em que ele se inferioriza para elogiar a própria esposa. E com isso, inferioriza todos os homens e esse foi o primeiro “hino da igualdade” duplipensada escolhido pela Ana Maria para começar seu programa.

Mulheres certamente não são o sexo fraco. Especialmente porque elas sempre contaram com os homens para fortalecê-las e ajudá-las a sobreviver e prosperar. Na verdade, homens e mulheres fortaleceram, cada um da sua forma, a Humanidade. Essa foi nossa História, embora não seja a que o feminismo conta.

Uma das forças das mulheres vem de serem, por papel tradicional, as primeiras educadoras, já que são as mães. No caso da Ana Maria, um dos fatores do seu sucesso, da sua simpatia, vem de ela ser um estereótipo vivo da loira lenta de intelecto, mas acompanhada de um papagaio falador que tem raciocínio rápido. O Louro José, o boneco e figura de apoio da Ana, na verdade é o filho da apresentadora. Ana não é fraca, mas também não é forte sozinha.

Empoderamento

Em seguida, Ana Maria se pôs a explicar o conceito feminista de empoderamento. “É uma palavra que está na moda”, disse. E repetiu, como boa Ana Maria Braga que ela é: “É uma palavra que, inclusive, está na moda.”

Empoderamento tem a fala de autonomia da mulher. Autonomia, claro, duplipensada. Conceito cheio da incoerência ideológica de feminista. E a apresentadora já tranquiliza os homens: “Não é que as mulheres queiram dominar o mundo”. É questão de a mulher fazer o que ela quiser sem críticas, segundo ela. É questão de “igualdade”.

Isso é, obviamente, uma mentira. E um duplipensamento.

Se homem pode ser criticado e mulher não, isso não é igualdade, é supremacia feminina. E a mulher não será autônoma: Será mimada. É uma autonomia sustentada pela capachice masculina. Como teria dito o romano Tácito, se quiser saber quem controla você, é só observar a quem você não pode criticar.

Claro que a doença da Ana Maria, como boa apresentadora de conteúdo para as massas, não para aí.

Tempos atrás, a mesma Ana iniciou o programa com pérola de sabedoria de que os homens são como uvas: Precisam ser pisados para se tornarem um vinho de qualidade.

Sim, isso mesmo. A psicopatia da Igualdade Orwelliana pela boca da TV: Homens precisam ser pisados. Mulheres não podem sequer ser criticadas. “Igualdade”.

Imagine homens na TV falarem que a mulher, para se aprimorar, precisa ser bem pisada. Isso é inaceitável porque o feminismo apenas usa a velha visão de mulheres como frágeis, lucra com ela e, por isso mesmo, se dedica a aprofundar os mesmos preconceitos que diz combater. Preconceitos de que o homem é violento, a mulher é delicada, frágil.

Narrativa feminista

O feminismo ideológico faz isso propagando uma narrativa de opressão, formada por pequenas narrativas. Uma delas é a narrativa da ameaça: Se você falar, figurativamente, que mulher precisa ser “pisada”, você vai estar, segundo feministas, “incentivando” a violência (não figurativa, a literal, real, física) contra a mulher. Isso é uma falácia, uma entre tantas usadas pela ideologia feminista: a falácia do declive escorregadio. Por isso, a mesma piada é boa para um, mas inaceitável para a outra.

Como isso acontece há muitas décadas e é ensinado desde a TV baboseira até a Universidade, isso já se tornou normal. Não apenas normal. Para qualquer mulher da mentalidade “empoderada”, isso é um dogma indiscutível: Homens precisam ser pisados, mulheres não podem ser criticadas.

Se alguém fizer objeção, feministas rapidamente viram conservadoras para defender a desigualdade. Dizem que se você fala disso, especialmente sendo homem, você é muito frouxinho, é um menino chorão. São contra preconceitos, reforçando os preconceitos que dizem ser contra. “Igualdade”. E falsa “equidade”. Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros. Anticonservadorismo, antitradicionalismo, “antipreconceitos”, mas só no que interessa. Duplipensamento.

Mitomania feminista

Ana Maria repete uma das várias mentiras feministas que não querem morrer: A que diz que as mulheres recebem menos salário que os homens, fazendo as mesmas funções. É uma mentira repetitiva. Mulheres recebem em média menos que os homens, mas não produzem o mesmo que eles, não fazem as mesmas coisas para isso.

Em seguida, Ana Maria mostra uma música símbolo do Empoderamento feminista que ela viu em um site. Site feminista, evidentemente. Como cita alegremente Ana Maria, o tal hino do empoderamento dá as seguintes instruções aos homens (entre outras):

– Não fale sobre o passado da mulher (elas não podem nem ser criticadas, lembra?);

– Não desperdice o precioso tempo dela;

– Role no chão por ela.

Igualdade feminista.

Queimando sutiã!

Ana Maria passa a falar de História. Faz referência às feministas corajosas que queimaram sutiãs nos EUA e na Europa, numa declaração para que essa sociedade de machos tirassem seus padrões dos corpos delas.

Irônico que o sutiã, cujo nome vem do francês, soutien, significa apoio, suporte. Foi inventado pela “opressão dos homens” justamente para dar liberdade de movimentos à mulher, proporcionando apoio, suporte, aos seios. Queimar o suporte dos homens para se libertar da “opressão” dos homens é mais uma imbecilidade feminista, além de simbolicamente irônico e também uma mentira no nível da cachorrada (moralmente falando, claro; os cães são inocentes isso).

Mas, não só isso. É mentira. Não existiu a queima do sutiã.

Realmente feministas nos EUA fizeram um protesto para aparecer no jornal, como sempre, no qual elas simbolicamente jogavam sutiãs no lixo. Na época, a notícia gerou o boato de que elas tinham queimado sutiã e a história falsa da queima do sutiã continuou até a ignorante Ana Maria Braga reproduzi-la. Aprender História com a Ana Maria dá nisso.

E feministas se “libertaram” tanto da peça de vestuário “criada para oprimi-las” que até hoje usam sutiã, quando convém. Isso também é significativo sobre feministas e feminismo.

Violência e manipulação de massa

Ana Maria então passa ao grande trunfo que feministas encontraram para se tornar importantes: explorar a violência contra a mulher.

Tirar o sutiã não dá poder a ninguém, mas ter dois belos seios para mostrar, dá. O que vai ser bem maior se além a mulher é mostrada como frágil e vítima. O mesmo não funciona com os homens, porque a sociedade ignora os homens quando estão frágeis. Como disse Warren Farrell:

A maior fraqueza dos homens é sua aparência de fortes e a maior força das mulheres é a sua aparência de fracas.

Por isso, Ana Maria vai mostrar cenas da mulher agredida pelo ex-marido, criminoso que já tinha cumprido pena por ser traficante de drogas. Ela não menciona que um homem também foi torturado pelo mesmo traficante. Ou que justamente não ser vítima de violência é relativamente um privilégio feminino, já que até crianças e adolescentes são mais vítimas de violência que as mulheres. Ou que a maioria da violência entre casais é recíproca. Ou que quase toda a violência, de todos os tipos, contra crianças, é cometida por mulheres, inclusive tortura e assassinato. Ou que há mais violência entre casais de lésbicas do que entre heterossexuais. Ou que uma das maiores incidências de violência mais grave contra mulheres é quando seus companheiros reagem à violência delas.

Mostrar apenas verdades parciais para criar uma mentira inteira é uma tática feminista. É o que elas chamam de close certo. Os outros fatos mencionados no parágrafo anterior são close errado, porque não alimentam a narrativa feminista. É uma tática tão eficaz que, atualmente, muitas pessoas ficam mais ofendidas do que nunca pela simples menção dessa tática. Nós somos educados com aquela narrativa, ela apela à nossa programação biológica e cultural.

Por isso o feminismo é essa ferramenta tão útil de controle de massas, homens e mulheres. Políticos, partidos, grandes investidores e os meios de comunicação sabem da utilidade da ideologia feminista. E as ideólogas feministas sabem que têm uma relação muito vantajosa e útil com políticos e com a mídia.

E por isso mesmo, no intervalo comercial, a propaganda do Supremo Tribunal Eleitoral mente ao dizer que o Congresso está cheio de vozes de homens e, portanto, as mulheres estariam sem voz na sociedade.

Por isso também, os programas seguintes circularam em torno da mesma narrativa e dos interesses das mulheres. Não por acaso, elas são a maioria da audiência televisiva em todos os horários, não os “opressores”.

E não por acaso, qualquer pessoa com o mínimo senso crítico vai, em algum momento, fazer certos questionamentos. E ter aquela sensação de ser minoria em um mundo repleto de gente idiotizada.

E também não por acaso, algumas pessoas vão ler isso e achar que falar sobre manipulação, burrice e canalhice é “ódio de mulher”. Se enganam. Manipulação, burrice e canalhice são uma coisa, mulheres são pessoas.

Deixo vocês com uma lembrança dos Engenheiros do Hawaii.

Forte abraço.

6 thoughts on “Ana Maria Braga: Câncer feminista logo de manhã”

    1. Aldir Gracindo

      Também curto, apesar de serem meio pós-modernos demais, fazendo trocadilhos às custas de alguma mensagem mais coerente.

  1. São raciocínios que deveriam ser básicos mas que cobram o diálogo sincero para obter uma massagem no ego, um pretexto para o próprio fracasso, um moinho de vento a ser atacado.
    Enquanto continuarem achando que se repara vazamento de torneira batendo palma, continuarão lutando contra o “machismo” enquanto o problema é mais amplo e até diferente.

  2. Fico até feliz que o feminismo seja tema central do programa Mais Você, título pouco narcisista, de Ana Maria Braga. Isso mostra a decadência dessa ideologia torta.

    Quando a “revolucionária” disser “vó, eu sou feminista”, a reposta da senhora será “que bom minha filha, eu vi isso no programa da Ana Maria Braga”.

    Veja que já não é mais cool, já não é moderno, é coisa de donas de casa ou cabeleireiras que conseguem assistir TV pela manhã durante a semana.

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