A verdade sobre o machismo – Parte 1: Boatos e demonização

Algum tempo atrás eu tive um desentendimento com um conservador sobre uma questão masculina: O significado original da palavra machismo. Resolvi então fazer uma pesquisa e os resultados foram surpreendentes.

Há tempos alguns dizem que o verdadeiro significado da palavra machismo é “comportamento masculino, exibição de masculinidade”Segundo dizem, o movimento feminista teria mudado o significado da palavra. “O que elas chamam de ‘machismo’ é o homem, é a masculinidade”, dizem eles. Isso parece muito conspiracionista, parece hoax (boato infundado).

Eu gosto dessa tendência de pesquisar mais a sério sobre questões envolvendo a população masculina. Quero ajudar no que eu puder a 1) desfazer hoaxes e a não propagar novos, 2) a denunciar a misandria, especialmente a que aprendemos a não ver e 3) contribuir para que as pessoas tenham não só informação correta, mas discernimento e capacidade de questioná-las. Inclusive questionar o que eu vou dizer aqui. Ninguém é incriticável e toda a crítica, investigação, depuração e oposição só irá nos fortalecer.

Sobre hoax, temos um no nosso meio, o da pílula anticoncepcional masculina do Dr. Elsimar Coutinho. Em outro texto eu pretendo esclarecer melhor isso.

HIPÓTESES INICIAIS

Machismo é uma palavra formada por macho + ismo. Macho significa masculino e em vista dos diferentes usos do sufixo ismo [1], minha hipótese era que “machismo” tivesse tido diferentes significados ao longo da História, ligados desde à valorização, a ser-se a favor da masculinidade, autonomia masculina, até supremacia ou superioridade masculina. Isso de formas diferentes ao longo de séculos.

E você? Quais as suas hipóteses, antes de eu contar o que eu descobri? Se tiver disposição, pare um momento e imagine o que vem a seguir neste texto – eu acho que vale a pena ter bem claro na memória o “antes” e o “depois”.

Sobre as minhas hipóteses, resta dizer que eu estava muito enganado.

COMEÇANDO POR HOJE

Atualmente, machismo nos dicionários físicos e online [2] tem três definições básicas.

ma.chis.mo. S. m. (macho+ismo1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. Bras. Pop. Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.

ma.chis.mo. S. m. (Macho+ismo) Empiriocriticismo.

Essa terceira definição diz respeito a uma das correntes do positivismo filosófico, o empiriocriticismo (ou empirocriticismo). Foi criada por Richard Avenarius e continuada por Ernst Mach. Machismo por causa de Ernst Mach, certo? Então, sem mais.

É de se deduzir que a primeira é uma definição feminista. Não poderia existir, sem feminismo, uma definição referindo-se a machismo justamente em relação ao próprio feminismo. Mas foi o feminismo que inventou a noção de “machismo” como coisa negativa ou se baseou num dos sentidos já existentes, que implicasse uma visão de supremacia masculina?

A segunda definição é classificada como “Bras. Pop.” (brasileirismo popular) e aí está o tal “verdadeiro significado” sobre o qual fala o tal boato. Aumentou minha curiosidade: quais definições houve antes, então, nos dicionários? Nenhuma? O tal “brasileirismo” surgiu da definição feminista, por associação intuitiva do povo, por intuição etimológica-sintática (macho, masculino, machismo, masculinismo, masculinidade)? Qual definição derivou de qual, ou ambas de alguma(s) anterior(es)? Uma definição “culta”, outra popular, classificada de “brasileirismo”. Muitas perguntas.  Fui fazer minha pequena pesquisa e desenterrar a história da palavra nos dicionários antigos.

A VERDADE SOBRE A HISTÓRIA DAS DIFERENTES DEFINIÇÕES DE “MACHISMO”

A título de curiosidade, encontrei em Bueno [19] um registro de que masculinismo é masculinidade. Não é de se surpreender, já que masculinismo e machismo têm o mesmo radical (relacionado a masculinidade) e o mesmo sufixo (relacionado a ação, atos, atitudes, expressão ou mesmo militância).

Desde o dicionário mais antigo da língua portuguesa e latina, escrito pelo Padre Raphael Bluteau, passando pelo Brasil imperial, república, ditadura getulista, volta da república e até o regime militar, não há registro da palavra “machismo” em nenhum dos dicionários que eu consultei. Em alguns dias eu deverei ter acesso a muitos outros dicionários e pretendo continuar até preencher a linha do tempo o máximo possível.

Surpreendentemente, machismo é uma palavra muito nova [3-23]. Surge entre o final da década de 1960 e início da de 1970. Ela está registrada na primeira edição do Aurélio, em 1974. Este é o machismo original que eu encontrei:

Machismo. S.m. Bras. Pop. Qualidade, ou ação ou modos de macho (3 e 4); macheza.

Na segunda edição do Aurélio, uma outra definição surge:

ma.chis.mo. S. m. (macho+ismo1 Atitude ou comportamento de quem não admite a igualdade de direitos para o homem e a mulher, sendo, pois, contrário ao feminismo. Bras. Pop.Qualidade, ação ou modos de macho; macheza, machidão.

É, dessa vez teoria de conspiração se confirmou.

O que a primeira e a segunda edições do Aurélio indicam é uma corrupção científica e acadêmica de função e interesse públicos. Alguns intelectuais entusiasmados com o feminismo ideológico fanático que todos conhecemos e amamos impuseram uma definição oficial “culta” que trai a soberania popular brasileira. E relegaram, oficialmente, a definição legítima a ser perpetuamente apenas um “brasileirismo popular”. Ora, é o uso popular que legitima seu registro oficial com a devida definição, não o contrário.

Toda palavra nasce do uso popular. Uma palavra recém-nascida é sempre um regionalismo [24], um brasileirismo [25], um estrangeirismo [26], etc. Um idioma se transforma num fluxo linguístico constante. Os Dicionários são registros oficiais dessa língua viva. A função de um dicionário é retratar um momento no uso das palavras pelo povo e seu significado, para aquele povo naquele momento.

Para que fim essa interferência “no tapetão”? Para redefinir o comportamento masculino normal como “opressão”, impondo essa aberração oficialmente no Brasil? A definição oficial atual de machismo é um exemplo prático de ingerência política e ideológica sobre a soberania popular, através da força da autoridade acadêmica, um exemplo de novilíngua na vida real. Mesmo que fosse usado nesse sentido por outro povo, o que eu duvido, o período colonial já acabou. Nós, o povo brasileiro, somos os donos da língua portuguesa do Brasil.

AINDA VAMOS MAIS FUNDO QUE ISSO

Nas bibliotecas de salvador, começando pela Biblioteca Pública do Estado da Bahia, fiquei triste em saber que uma grande parte do acervo tinha sido destruída por estar muito deteriorada. Não consegui consultar todas as edições dos dicionários disponíveis. Nem as do mais popular, o Aurélio (atualmente na 5ª edição), o nem as do mais longevo que encontrei, o Caldas Aulete, nem outros. Claro que eu não vou desistir e breve vou ter acesso a tudo isso. Eu e/ou outros. Ainda vamos ter atualizações sobre este assunto.

Antes de ir às bibliotecas, contatei a Academia Brasileira de Letras formalmente. Queria saber qual o processo de oficialização da definição de um verbete, quando o verbete machismo surgiu, que definições ele teve e quando, e quando e como foram incluídas as definições atuais. Pedi ou uma entrevista, ou que nos permitissem consultar arquivos. Uma advogada do nosso movimento se disponibilizou a ir presencialmente e até realizar a pesquisa no local ela mesma, se fosse o caso. Fizemos alguns contatos telefônicos e enviamos dois e-mails desde 25 de março. Trataram-nos muito gentilmente, mas não tivemos resposta dos e-mails até agora.

A VERDADE SOBRE O MACHISMO: Uma conclusão parcial

A verdade sobre o machismo não está nos dicionários, nem neste artigo. Existe uma razão para o termo “machismo” ter sido escolhido em vez de, por exemplo, bissexismo”. Desde quando eu era “feministo”, eu era crítico da forma como a palavra é usada no âmbito dos “feminismos” contemporâneos. Eu apenas, como a maioria das pessoas, não me importava o suficiente para fazer o que eu agora faço. A maioria das pessoas não se importa.

Saber do que aconteceu com a definição oficial é só mais um exemplo, entre tantos, de até onde ideólogos e políticos são capazes de chegar. O quanto podem corromper para fazer valer sua visão e ter seus lucros. Qualquer bandeira, seja liberdade, democracia, igualdade, justiça, fraternidade, família, honra, etc., pode ser corrompida. E são e foram corrompidas ao longo da História. Às vezes as bandeiras são corrompidas já antes mesmo de ser hasteadas.

Tudo de ruim que hoje se rotula machismo são problemas humanos e sociais. Mas a forma como é amplamente usado pela quase totalidade dos(as) feministas e seus simpatizantes no Brasil e nos países de língua latina se insere numa estratégia de marketing político e ideológico. Marketing que quer, e consegue com grande sucesso, associar tudo de pior do ser humano e da sociedade humana aos homens e à masculinidade – só aos homens, os masculinos, machos, másculos, “mascus”, claro. Fazem isso com a conivência de todos nós, Sociedade. Fazem simplesmente porque é exatamente o que “elXs” creem – que esses lados obscuros das pessoas e da sociedade são criados pelos homens. E que sociedade é dos homens, pelos homens e para os homens. Uma mentira descarada, repetida até chegar a ser a “verdade” atual sobre gênero.

Machismo, originalmente é a forma como a masculinidade se expressa, no bom e no ruim. Falar que problemas sociais históricos, inclusive os dos homens, são causados pelo machismo é como atribuí-los a um negrismo ou japonezismo.

Este tema merece ainda muita discussão. Vou tentar contribuir para isso nos próximos artigos, que já estão praticamente escritos, sobre masculinidade em contexto etimológico, social e histórico, Patriarcado, etc. As refutações são já esperadas e serão muito bem-vindas, porque eu nunca pretendi posar de dono da verdade. Quem quer ter o mínimo de cientificidade (nem se trata de humildade) precisa encarar o fato de que toda conclusão está sujeita a ser precária, parcial e temporária.

Por enquanto, basta dizer o óbvio. A obviedade que a maioria de nós não quer admitir. Quando você vir alguém falando da “importância da luta contra o machismo”, entenda direito: Trata-se da luta contra os homens. Todos os homens, incluindo nós, nossos filhos, pais, avós, irmãos, maridos, onde for o caso. Se não contra eles (nós), direta, honesta e pessoalmente, é contra eles de forma indireta, hipócrita e geral: contra uma alegada influência opressiva e patológica da masculinidade na Sociedade e na História. Conhecer certas verdades, como essas, sobre machismo, é conhecer melhor as teorias e ações do feminismo contemporâneo. O movimento feminista cria todos os dias várias subteorias que têm dominado há mais de meio século as discussões sobre gênero e orientam as políticas públicas sobre gênero, relações entre os gêneros e família. Para mim, que fui entusiasta do movimento por quase toda a vida, não foi fácil reconhecer o que eu tenho para dizer sobre feminismo. Mas já passou da hora de dizer isso claramente:

O feminismo é um movimento de ódio.

Na prática, contemporânea e predominantemente, isso é o que o feminismo se tornou. Movimento de ódio é aquele que se baseia em premissas falsas, preconceituosas, contra um grupo humano e que, se tidas como verdadeiras, produzirão injustiças, sejam elas racistas, sexistas ou outro tipo. As respeitadíssimas teorias acadêmicas feministas se baseiam em premissas básicas sobre homens e meninos nas interações sociais. Premissas falsas. Premissas de ódio. O feminismo é um movimento baseado em ódio e vale repetir, porque é necessário e merecido:

O feminismo é um movimento de ódio.

Abraço forte,

Aldir.

Referências:

[1] http://en.wiktionary.org/wiki/-ism#Suffix

[2] Consultei os principais e mais abrangentes, o Aurélio e o Houaiss, e a Enciclopédia Barsa, o Dicionário da Academia Brasileira de Letras e o Michaelis

[3] BLUTEAU, Raphael. Vocabulario portuguez & latino. Coimbra, 1728.

[4] SILVA, Antonio Moraes. Diccionario da lingua portugueza – recompilado dos vocabularios impressos ate agora, e nesta segunda edição novamente emendado e muito acrescentado. 1813

[5] SILVA, Antonio de Moraes: Diccionario da lingua portugueza recopilado. Typographia Lacerdina, Lisboa, 1813.

[6] PINTO, Luiz Maria da Silva. Diccionario da Lingua Brasileira por Luiz Maria da Silva Pinto, natural da Provincia de Goyaz. 1832.

[7] FERREIRA, Aurelio Buarque de Hollanda e Pereira, Manuel da Cunha: Nôvo vocabulário ortográfico da língua portuguêsa.  ????.

[8] MORAES, (???) Diccionario da língua portuguesa. 4ª ed. Danificado, sem ano de publicação. Do período imperial do Brasil). ????.

[9] AGASSIZ et. al. Diccionario universal portuguez. Tipographia do dicionário universal portuguez. 1882.

[10] LELLO, josé e Lello, Edgar. Lello universal – Dicionário enciclopédico luso-brasileiro em 4. Lello & irmão Editores. Porto, ????.

[11] FREIRE, Laudelino. Grande e novíssimo dicionário da língua portuguesa. Ed. A Noite. Rio de Janeiro, ????.

[12] Academia Brasileira de Letras: Pequeno vocabulário ortográfico da língua portuguesa. Imprensa Nacional. Rio de Janeiro, 1945.

[13] FIGUEIREDO, Cândido. Dicionário da língua portuguesa. 12ª Ed. Livraria Bertrand, Lisboa – W.M. Jckson Inc. Rio de Janeiro, 1947.

[14] CARVALHO, José Mesquita de: Dicionário prático da língua nacional II.o 4ª Edição. Ed Globo, Rio de Janeiro – Porto Alegre – São Paulo, 1955.

[15] SÉGUIER, Jaime de: Dicionário prático ilustrado – Novo dicionário enciclopédico luso-brasileiro. Ed. Lello e Irmão. Porto, 1956.

[16] MACHADO, José Pedro: Dicionário etimológico da língua portuguesa. 1ª. Ed. Ed Edições lexicográficas da Editorial Confluência Ltda. Lisboa, 1959.

[17] GARCIA, Hamílcar de. Dicionário contemporâneo da língua portuguesa 2ª Ed. Bras. Editora Delta, Rio de Janeiro, 1964.

[18] SILVA, Adalberto Prado e, et al. Grande dicionário brasileiro melhoramentos. 8ª Edição, revista e ampliada. Cia Melhoramentos de São Paulo, Indústrias de papel. São Paulo, 1973

[19] BUENO, Francisco da Silveira. Grande dicionário etimológico-prosódico da língua portuguesa. Ed Brasília Ltda. Santos, 1974.

[20] Garcia, Hamilcar de. Dicionário Contemporâneo da língua portuguesa Caldas Aulete. 3ª Ed. Brás. Ed Delta. Rio de Janeiro, 1980.

[21] FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda: Dicionário Aurélio Básico da língua portuguesa. 1ª edição. Ed. Nova Fronteira S.A. Rio de Janeiro, 1988.

[22] Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário Aurélio: 2ª Ed. Nova fronteira S.A. Rio de Janeiro, 1997.

[23] Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, 2a edição (revista e ampliada). Nova Fronteira. São Paulo, 1986.

[24] https://pt.wikipedia.org/wiki/Regionalismo

[25] https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasileirismo

[26]: https://pt.wikipedia.org/wiki/Estrangeirismo

[27] http://www.dicionarioinformal.com.br/machismo/

[28] http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4910692/dicionario-machista-tres-mil-anos-de-frases-cretinas-contra-as-mulheres

[29] http://literatortura.com/2013/09/dicionario-machista-agrega-frases-sexistas-expoe-patriarcalismo/

[30] http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/machismo;jsessionid=ckrCSugRlNMoHqms6MiuCg

[32] http://abordagempolicial.com/2011/03/o-problema-da-violencia-e-um-problema-de-machismo/

[33] http://www.dicionarioinformal.com.br/significado/machista/5076/

[34] Para um exemplo entre inúmeros, ver os termos machismo, misoginia, misandria em: http://www.ligahumanista.org.br/p/dicionario-de-preconceitos.html

[35] https://www.google.com.br/search?q=legalidade+e+legitimidade&oq=Legalidade+&aqs=chrome.2.69i57j0l5.8804j0j4&sourceid=chrome&es_sm=0&ie=UTF-8

 

Foto: MihaiParaschiv

68 thoughts on “A verdade sobre o machismo – Parte 1: Boatos e demonização”

  1. Marcus Valerio XR

    Texto Simplesmente ÉPICO! Meus parabéns. Vai além da mera discussão sobre feminismo, tendo valor linguístico, devendo ser reconhecidamente útil mesmo para feministas que tenham um mínimo senso de propósito.

    Ficam-me algumas dúvidas teóricas. Ainda não está claro se a palavra teve mesmo uma origem espontânea que logo em seguida foi cooptada, ou se surgiu dentro de um processo de criação do neologismo e acabou escapulindo para fora do objetivo pretendido. Mas a evidência mais comprometedora é o fato do Aurélio aparentemente ter adicionado a definição feminista posteriormente! Se o colocou a definição prévia como definição secundária em edições posteriores, admite então que errou na definição anterior, ou deliberadamente a alterou, o que num período de tempo tão curto é injustificável.

    É preciso lembrar também que não existe palavra similar em inglês, de onde se origina o feminismo que conhecemos, e que a mesma é usada para traduzir conceitos como ‘male chauvinism’, ‘sexism’ ou mesmo ‘patriarchy’, o que explica sua cooptação ou criação justo na virada das décadas de 60/70. Seria interessante também investigar alguma influência da língua espanhola onde o termo pode ser também encontrado.

    Também não encontrei qualquer referência ao termo ‘machismo’ no GRANDE DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, Editora Melhoramentos, edição de 1975, e nem no DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA da ENCYCLOPAEDIA BRITTANICA UNIVERSAL, de 1985. E a essa altura nem é preciso dizer que não se trata de um termo funcional na Sociologia.

    Tudo isso só me deixa convicto de ter acertado em minha decisão de, há muito tempo, jamais usar esse termo. É como usar uma palavra “coringa” que qualquer um pode colocar o que bem quiser, “preenchendo a lacuna”. Sair dizendo “eu defendo o machismo” é dar ao adversário os meios de colocar na sua boca a afirmação de que você defende o estupro, por exemplo. A luta contra essa cooptação do termo é válida, mas penso que antes passe mais pelo abandono e recusa sistemática do termo e só posteriormente sua reconstrução.

    Por isso também não gosto do termo ‘femismo’, que termina apenas incorporando os mesmos vícios.

    Mas o assunto tem muito para ser investigado.

    1. Aldir Gracindo

      Obrigado, Marcus. Tem muito o que se discutir sobre isso, mesmo. Por isso mesmo eu desisti de sintetizar tudo num só artigo. Vou entrar em mais alguns detalhes nos textos seguintes sobre o assunto… inclusive sobre usar ou não o termo. Antes eu concordava com você sobre não usá-lo, agora já não. Quem quiser usar, seja masculinista ou quem seja, na intenção de reclamar o sentido original, não penso que cabe a mim me opor. Mas por hoje, com os provblemas que estou tendo decorrentes do meu recente retorno a SP, acho que postar um outro texto traduzido e corrigir uns erros que encontrei aqui, já vou me dar por satisfeito. Abraço!

  2. Aldir Gracindo

    Nos EUA dizem sexismo, mas sempre se referem à discriminação contra a mulher. Creio que usam “machismo” porque o povo aderiu melhor, funcionou melhor. Se não desse certo, outra palavra teria se popularizado. Patriarcado é uma coisa mais indireta, “machismo” é uma palavra mais “pessoal”, mais intimamente ligada à própria masculinidade.

    Espero logo poder parar terminar a parte 2. Fico satisfeito que o texto tenha acrescentado algo interessante e obrigado pelo comentário. Forte abraço!

  3. Willian Oliveira

    cade a parte dois? Achei que teria toda uma explicação sobre o que era o machismo, e uma comparação com o que o feminismo incutiu durante décadas na cabeça das pessoas.

  4. O problema do termo machista é que esse termo implica que qualquer comportamento agressivo e negativo seria uma característica do sexo masculino, assim, quando uma mulher age de maneira agressiva ou negativa, ele estaria, na verdade, sendo ‘machista’. A afirmação essencial da Simone de Beauvoir é de que o comportamento dos sexos é um produto social, assim os papeis sociais seriam apenas construções sociais; contudo isso é uma farsa: o comportamento de cada sexo é produto da evolução, sendo que cada sexo sempre dependeu do outro para sobreviver.
    De maneira geral, a função masculina era oferecer proteção e prover alimentos e condições para a família, enquanto a função feminina era cuidar da casa e dos filhos. Apesar disso não ser algo fixo, esse comportamento representa a forma geral de como os sexos agem em nossa espécie. Violência e atitudes negativas são característica que podem ser manifestada em ambos os sexos, não sendo peculiar a nenhum deles. Tal como alguns homens dizem coisas como ‘lugar de mulher é na cozinha’ etc, algumas mulheres ainda esperam que os homens paguem a conta em um encontro. Isso reflete nosso instintos; pois a função evolutiva da mulher era cuidar da casa e a do homem prover para a família.

  5. Camila Barnabé

    Parabéns pelo artigo! Eu confesso que somente há pouco tempo venho refletindo mais sobre os desdobramentos do feminismo e mesmo assim já não consigo ver esse movimento com bons olhos! Mas quando topo com alguma amiga feminista “ferrenha” recebo uma enxurada de argumentos os quais até mesmo por falta de conhecimento histórico não consigo rebater tão bem, fico apenas na base dos meus “achismos”. Mas, “arrgh” continuo engasgada com essas questões! rs

    1. Aldir Gracindo

      Obrigado, Camila. Espero que possamos postar respostas devidas e justas a todos esses “argumentos históricos”. Fraternal abraço!

  6. Raphael Granado

    cara, que texto sensacional, só tenho a agradecer por ter ido tão afundo neste tema, que tentam tanto demonizar, excelente trabalho, e se sair a parte dois, por favor nos avise, obrigado!

    1. O problema de vocês é que distorcem tanto tudo na própria cabeça, por puro egoísmo e ódio, que qualquer coisa diferente pra vocês passa a ser uma “distorção extrema”. De qualquer forma, está banida.

  7. Sobre o comentário de Átila Firmino, discordo, amigo, da ideia de que é natural dos nossos sexos os papéis sociais que recebemos. Não exite essa de evolução simples e pura que nos põe na cozinha e os homens no sustento da casa. Os nossos papeis são sim construídos socialmente, é só avaliar as sociedades pré-históricas que veremos a mulher pegando no pesado junto com o homem, e este ajudando no cuidado (criação) do grupo junto com ela. Depois foi que as coisas mudaram, as relações de amor, etc, etc. E quem dominou isso, seja pelo porte físico, voz mais contundente, força, etc, foram os homens. E de lá pra cá temos essa sociedade que tem sim a dominação masculina, e nela as mulheres pouco tem espaço. Quanto ao artigo, tenho alguns pontos a colocar. Está bem refletido, bem escrito e busca uma erudição para nos colocar o assunto, no entanto, o que facilita para o leitor mais desavisado entendê-lo como uma verdade, apesar de você dizer que não busca a verdade, ao menos conclui contundentemente que o feminismo é um movimento de ódio, e ponto. Você diz que a palavra “machismo” não existia nas sociedades mais remotas à nossa e que ele foi inventado. Ok. Tudo é inventado, nós humanos inventamos das concepções ideológicas às palavras e às coisas. Tudo é construção. Se antes não havia o termo era porque dele não se tinha necessidade, pois os homens dominavam desde sempre e não viam sentido de criar essa palavra. Dominar sempre foi “natural”, não é mesmo? Pois bem… em sociedades em que mulheres não tinham vez e voz, por que mesmo existir um termo desses? Por que homens dominantes (na política, na casa, na rua, na guerra, na lua e seja lá onde for) iriam criar um termo que colocaria em cheque a própria imagem? O que ocorreu depois foi um processo de transformação dessa realidade, se antes o dicionário não dava conta dela, não é porque ela não existia, mas porque não havia tido força para que uma palavra fosse criada a lhe dar sentido. Quando você diz que o feminismo inventou a palavra machismo, concordo, pois de fato! Foi o feminismo, com sua luta, com seu grito (ainda que meio desordenado inicialmente como movimento), que deu a ver essa realidade, de que existia uma dominação antiga e que ela precisaria de um nome. Ok. E mais, como você mesmo diz, se uma palavra surge do uso popular, então que uso seria esse fora de uma realidade? Creio que uma palavra surge para dar sentido a uma coisa que existe de fato ou que se entende como existente. Uma coisa n recebe um nome do nada. E se o feminismo existe como movimento, não é apenas para contrastar com mundo masculino, entende errado quem pensa assim e feministas que agem assim. Feminismo não é para digladiar com os homens, mas para lutar por direitos iguais, os quais desde sempre nunca se teve. É uma luta, não uma guerra. E se você diz que ele é um movimento de ódio, você erra pesadamente, porque quando falamos de dominação masculina, referimos isso a todos os campos da vida humana em que o homem ainda impera e muitas vezes de forma opressiva sim. No lar, por exemplo. No trabalho, por exemplo. Quem ganha menos e trabalha mais? Quem sofre mais violência doméstica? Quem mais morre por crimes passionais? Quem mais sofre violência física e psicológica? Quem? Perceba… essa dominação do homem no social perpassa todos esses detalhes, e você vem me dizer que o feminismo é movimento de ódio? Por que? Porque mulheres lutam por seus direitos e uns entendem como oposição odiosa ao homem? Homens já tem seu espaço garantido, e nós? Não sou feminista tal como algumas amigas – com algumas ideias que se agregam ao feminismo não concordo – , mas nesse sentido de movimento cidadão, não há porquê você me vir com uma história dessas. A violência é sim inerente ao ser humano e não aos machos apenas (existem muitas mulheres violentas), mas a construção social que fizeram do macho como homem foi e é sim uma construção violenta que muitas vezes justifica atrocidades cometidas às mulheres. Você não, que deve ser consciente de que mulher ou homem nenhum merece sofrer violência e dominação seja de que for, mas há muitos homens por aí que se acham o tal como “machos” e se utilizam sim dessa condição para impor seu poder sobre as mulheres de maneira muitas vezes desleal. Por favor, não naturalizemos o que não é natural.

    1. Não aceitamos textão de falácia feminista aqui, este não é um site feminista. Nem violência doméstica, nem diferença salarial, nem várias coisas que fazem sua argumentação são como feministas propagandeiam. E acontece que nós sabemos disso.

        1. Opa, parece que o próprio autor apagou, é isso? Ou o Disqus aprontou das suas. De qualquer forma, todo troll cheio de empatia com a metade masculina da população humana é bem-vindo à lista negra. Cortesia do site AVFM.

  8. Eduardo Tomazon

    Se uma feminista vê isso, não vai concordar com nada. Mas se acabar concordando, não vai levar muito a sério porque na cabeça delas só tem espaço pra feminismo e nada mais. Não tem mais jeito, nós ( homens ) seremos escravizados por elas mesmo.

    1. Não msm, existem muitas mulheres, assim como eu que vê a farsa desse movimento, e luta contra ele, eu defendo a igualdade de uma forma mt simples, direitos civis iguais para todos sem excessão. Acho o homem necessário a sociedade tanto quanto a mulher, percebo a diferença entre ambos como positiva, como peças de um quebra cabeça, diferentes, mas que se encaixam perfeitamente para formar uma bela figura….

      1. Muito bom. Acredito também na igualdade entre homens e mulheres na esfera jurídica – direitos e deveres iguais. E isso basicamente já existe. Ela até tem alguns direitos a mais, no que se refere à guarda de filhos e pensões. E claro, licença maternidade. Fora isso desconheço diferença – mas não sou especialista.

    2. Elas escondem suas mazelas pessoais nesse movimento.
      Quando aparecer um de nós para defrontá-las jogam em cima da gente todas essas mazelas e ainda as intitulam de luta contra o machismo.

  9. Concordo com muitas coisas, porém uma parte eu discordo completamente, que é a que fala que o feminismo é um movimento de ódio, achei isso meio sem sentido, ja que eu estudei isso ano passado para o ENEM. Pela minha interpretaçao o feminismo é um movimento de revolta, onde reivindica a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Todavia se eu estiver errado, acho que movimento de “ódio” é uma palavra forte demais.

    1. O feminismo nunca defendeu igualdade de direitos entre homens e mulheres, defende “igualdade PARA MULHERES”, o que não é a mesma coisa. Não existe movimento que defende igualdade quando já parte de um princípio teórico segundo o qual um certo grupo social seria criador, mantenedor e beneficiário e um sistema universal de opressão via violência, estupro, escravização, “feminicídio”, etc. Não é a forma como um movimento ou partido se define que define aquele partido, é o que aquele partido realmente defende, propaga, faz, produz.

      1. Olha, eu acho que vocês deviam pesquisar um pouco mais, o feminismo é a favor da igualdade racial, de gênero e social, lutando à favor de todas as minorias como os transexuais, por exemplo.
        Antes de tirar conclusões precipitadas na sua visão normativa de mundo, pesquise.

        1. Aldir Gracindo

          Você deve conseguir se enganar e enganar muita gente facilmente com isso de “vá pesquisar”, “vá estudar”, junto com uma acusação de “normatividade”, “privilégio masculino” e baboseiras congêneres, né? Não funciona aqui. Gosta de demonizar homem? Veio ao lugar errado.

          1. Candido Andreoli

            Mas onde ela demonizou o homem no comentário dela ?
            Eu concordo que o feminismo é a favor da igualdade racial, de gênero e social, e luta a favor de todas as minorias como os transexuais por exemplo.

            E, sim… existem as radicias do movimento feminista que acabam por pregar a supremacia feminista e opressão dos homens.
            (algumas dessas radicias sequer entendem o significado exato do movimento)

            Mas… assim como você mesmo disse Aldir : ” Além do foco nos homens criminosos, nos violentos, estupradores, etc., como se os piores homens fossem representantes dos homens como um todo.”

            Assim como você disse que as feministas julgam o todo por grupos isolados… você está julgando o todo do movimento feminista por grupos e facções de ódio.

            Grupos e facções de ódio existem em todos os nichos… em todas as categorias.
            Cabe a você decidir se vai fazer parte de um ou não.

          2. Interessante a vontade que certas (tantas) pessoas têm de lubrificar o movimento feminista com óleo de piaba.

            Onde ela demonizou o homem no comentário dela? Quando (1) ela foi cúmplice justamente da ideologia que o faz e (2) soltou a quase discreta acusação de que EU é que sou (supostamente) parte de uma (suposta) “normatização” do mundo. Ou seja, se o feminismo luta contra um espantalho (O “machismo”) que implica retoricamente todos os homens, toda a masculinidade em crime, e é exatamente a isso que serve o conceito e a retórica que inclui o termo, apontar isso é que é “opressão”.

            Mas se eu não for otário o suficiente pra não entender as acusações feitas a todos os homens, então eu “não estou entendendo”, é ou não é?

            Quem apontar ódio no feminismo é o odioso, o feminismo não, urge exonerá-lo. Por que? Porque ele é bom, ele é igualitário, ele em si nunca pode ser errado. É igualitário porque DIZ QUE É. O próprio feminismo se autodefine assim, ele é o que afirma ser, evidentemente. Como o PT é “o partido dos trabalhadores”, o PTB existe por razões, portanto, surreais, o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha era “Nacional”, era “Socialista”, era “dos trabalhadores” e era tudo que dizia ser, nada mais, nada menos.

            O óbvio que vocês não querem enxergar é que a teoria do Patriarcado, o “Sistema universal de privilégios masculinos e opressão das mulheres” é o grande pilar teórico que orienta todo o feminismo. E é uma teoria de ódio digna da comparação com qualquer outra grande teoria fundamental e pseudocientífica de qualquer outro grupo de ódio.

            E quem se julgar feminista e não mantiver este dedo, este foco, constantemente apontado para os homens, ou muito mais desonestamente, para o “sistema” criado pelos e para os homens (sistema que não há) vai ser combatido(a) pela grande maioria do movimento. Isso acontece desde sempre. Então, onde está a radicalidade do movimento? Na periferia ou no centro? Na exceção ou na orientação dominante?

            E essa conversa intersec é mesmo pra enganar alguém, na plena contemporaneidade? Porque é claro que esse tipo de gente mente, mente descaradamente e vai mentir e enganar o quanto puder, mas ninguém promove “igualdade” com teorias de ódio, terminologias de ódio, metas de ódio, políticas de ódio, leis de ódio, etc., contra um grupo alvo ao qual não se admite defesa – porque se alguém defender… está defendendo “o machismo”, será um(a) “machista”.

    2. Cristiano de Aquino

      Sim, o feminismo é um movimento de ódio. E se você tirou tuas conclusões através de um estudo direcionado ao ENEM, tenha a plena certeza de que este material além de equivocado é totalmente tendencioso.

  10. Rafael Fortunato

    O texto tava ótimo até vc dizer que o feminismo é um movimento de ódio, o feminismo foi criado para exigir direitos iguais entre qualquer tipo de classe, mas o foco era a classe das mulheres. Não sei se vcs sabem, mas até pouco tempo atras a mulher não podia votar, não podia seguir carreira na política, sofria discriminação no meio cientifico, mesmo tendo colaborado em muito para a ciência, a mulher não conseguia alcançar altos cargos em empresas por acharem que elas não eram competentes apenas por ser mulher (e isso infelizmente ainda acontece hoje). O problema é que, como muitos outros movimentos, surgiram os extremistas que exigem superioridade pregando o ódio. Dizer que feminismo é movimento de ódio é o mesmo que dizer que ser contra o racismo é movimento de ódio, ser contra o nazismo é movimento de ódio, ser contra a corrupção é movimento de ódio, etc.

    1. Aldir Gracindo

      Você está apenas demonstrando ignorância de alguns fatos, repetindo mitos feministas. Os mesmos que se repetem toda a vez, aliás. Alguns tratamos aqui: http://br.avoiceformen.com/hangouts/oi-danielle-e-um-prazer-conhece-la/; outros são tratados em outras postagens deste site.

      Outra coisa interessante é chamar mulheres de “classe”, visto que o movimento feminista, como é hoje, foi criado por mulheres marxistas que justamente queriam ver o grupo humano das mulheres e o dos homens vistos como “classe oprimida” e “classe opressora”. Isso, essa narrativa de opressão e de ofensas imperdoáveis, é característica de qualquer movimento de ódio.

      Mulheres sofreram e sofrem discriminação, certamente, sempre que elas entraram e entram em um campo quase inteiramente ocupado por homens. Da mesma forma que os homens sofrem discriminação ao serem considerados perigosos, criminosos, violentos, pervertidos sexuais. A diferença é que o feminismo luta contra as discriminações contra as mulheres, mas constantemente reforça aquelas existentes contra os homens e essa propaganda contra um grupo, disfarçada de “conscientização”, é evidência óbvia de um movimento de ódio.

      Se os homens sempre foram (aparentemente, ostensivamente) maioria entre os 1-2% no topo das pirâmides sociais, eles são a vasta maioria dos soldados, escravos, construtores, reformadores de esgoto, amplamente excluídos em pesquisa, campanhas e atendimento de saúde, etc. Mostrar um lado da dinâmica social, mas omitir outro, como as mulheres serem maioria no topo, apenas isso sendo menos óbvio por ser menos ostensivo, colabora para uma narrativa de opressão e isso é mantido, ensinado como se fosse científico e a narrativa é sempre renovada pelo movimento feminista.

      Além do foco nos homens criminosos, nos violentos, estupradores, etc., como se os piores homens fossem representantes dos homens como um todo. E das políticas e leis discriminatórias, inclusive na esfera penal. Nada disso é igualitário, nem equitativo. Nunca foi. O feminismo é um movimento com passe livre para praticar tudo que qualquer outro movimento de ódio pratica, misturar isso com o enfrentamento de problemas e direitos das mulheres e ainda ser defendido como se fosse só a parte dos direitos, não a de ódio escancarado.

    2. Aldir Gracindo

      E a sua comparação não se mantém, porque o nazismo era um movimento em prol do povo alemão, mas era também um movimento de ódio. Existem vários movimentos contra o racismo em relação ao um povo, mas que são racistas em relação a outro. E movimentos contra a corrupção dos seus opositores, de outros partidos, mas que são profundamente corruptos eles próprios, sendo contra qualquer apuração ou combate à corrupção deles.

      Como eu disse, direitos das mulheres são só parte do que “os feminismos” fazem todos os dias, em todas as frentes e em nível municipal, estadual, federal, no sistema educacional e nas instâncias internacionais também. Nenhum outro movimento poderia fazer uma campanha mundial contra a mutilação genital feminina, enquanto promove uma campanha dispendiosíssima no continente africano para circuncidar em massa a população de homens negros, com desculpa esfarrapada de que é melhor essa mutilação do que eles terem acesso a higiene apropriada e ainda declarando que o objetivo é reduzir a incidência de doenças ENTRE MULHERES (porque danem-se os homens africanos). E ainda ser defendido por canalhas “cheios de formação, humanidade e empatia” nisso.

      1. O nazismo não era um movimento em prol do povo alemão, mas um movimento baseado nas ideias eugênicas que pregava a supremacia da raça. Aí a diferença: pregar a supremacia gera ódio, pregar a igualdade não. Ainda que em alguns momentos certas pessoas exagerem feminismo nunca matou ninguém, ao contrário do nazismo e do machismo, se entendido como o ato de privilegiar características masculinas e usar isso para negar certos lugares sociais a quem não se identifica com o que é considerado masculino.

        1. Aldir Gracindo

          De novo essas besteiras de quem não usa espelho em casa? É claro que feminismo é um movimento supremacista e de ódio e é perpetuamente incapaz de enxergar a incoerência do próprio discurso? Não me interessa perder tempo com as mesmas baboseiras sempre.

        2. Feminismo mata milhões de pessoas em abortos diários, o que faria com que os campos de Auschwitz, Birkenau, Treblinka e Dachau ficassem com inveja. Seu zé ruela.

          1. Feminismo mata milhões de pessoas, sem contar abortos em nada. A “zé ruela” era mulher e feminista e não vai poder responder, porque foi banida.

          2. Putz cara, achei seu texto e argumentos muito bons, mas banir alguém só porque argumentou contra você soou muito infantil.

          3. Aldir Gracindo

            Há vários anos feministas adotaram a tática de ir a qualquer lugar para não só argumentar e ridicularizar, mas onde o lugar for administrado por elas, banem qualquer um que for contra-argumentar.

            Além disso, elas exigem de qualquer administrador de qualquer rede social ou seção de comentários de qualquer site ou blog que tome providências contra comentários contra o feminismo, acusando o comentarista de um suposto “crime de ódio”.

            Até hoje elas pedem para milhares de ativistas irem comentar, fazer avaliações negativas com depoimentos caluniosos, acusações caluniosas, contra qualquer um que escrevesse artigo contra elas, exigir que fosse demitido de qualquer emprego em qualquer empresa. E se fosse uma empresa, tentar destruir a imagem da empresa.

            Algumas pessoas que escrevem para este site já foram alvo desse tipo de perseguição. Eu apenas dou a “elxs” um pouquinho de igualdade, só um pouco, grátis. É claro que eu não me importo se alguém disser que eu “soo infantil”.

          4. Você tem toda a razão. Feminismo é um tipo de nazismo. São intolerantes, desrespeitosas e odiadoras de homens. Parabéns pelo texto e pelo “BAN” rsrs Por mim, todas devem ser banidas de páginas masculinistas. Elas nada acrescentam, pelo contrário, têm por objetivo caluniar e desqualificar nossos argumentos.

        3. Desculpe Tati mas este é o um equivoci ideológico ciclico, o quail os praticantes do movimento, que prefiro nomear como femismo, cometem sempre. Como muito bem explanado no texto assim machismo é salientar demonstrar características de macho, um homem não espanca a mulher por ser machista ele espanca e mata por ser mais um ser humano perturbado, machismo não matou ninguém agora esse femismo de aprender a “autodefesa” para ferir os outros que a vencem em um debate sim. Não generalizo, entretanto lhe pergunto: Os negros tem a Klu Klus Klan, os Judeus tinham os nazistas, os comunistas os socialistas, e as feministas travam guerra contra quem, quem as ataca quem as abertamente oprime? Elas criam inimigos invisiveis. Homens não tem sociedades pare se favoreceram, homem são individualistas como muitas mulheres, mas posso garantir o mundo não limita as mulheres essa palhaçada de politicamente correto é que cega milhares de pessoas e enquanto se descute esse mito machismo se esquece que o separatismo esta nisso, sejamos mais nobres e lutemos pela igualdade geral, olhando pra quem bive na miseria e não se vitimando.

          1. Monique Souza Oliveira

            Femismo NÃO existe, não possui base histórica, se existe femismo, existe machinismo.

  11. Uns anos atras eu tive uma discussão com uma, não duas, pera, três feministas (elas se multiplicam) e eu insinuei que machismo tinha outra definição, e que sexismo era a palavra correta. Elas já vieram com tudo pra cima de mim, perguntando minha evidencia. Quando eu disse que eu tinha lido em um dicionario antigo, já me acusaram de mentira, e eu não achei nada na minha pesquisa (principalmente por eu esquecer qual era o nome do dicionario). Agora eu tenho prova, mas é tarde demais.

    1. Aldir Gracindo

      O dicionário são praticamente TODOS. Todos têm o outro sentido da palavra, como eu mencionei e listei. Mas não seja por isso, podem jogar isso na cara de toda e qualquer feminista daqui pra a frente sempre que elas falarem do querido “machismo” delas.

  12. Cara, como alguma pessoas estão dizendo, a postagem é fantástica. Vejo que você passou anos estudando o movimento… Gostaria aqui de te pedir recomendações de estudo sobre o mesmo, sou leigo no assunto ou melhor dizendo, não sei de nada mesmo. Mas como você é um cara sabe muito sobre ambos, feminismo e machismo… Gostaria de indicações sua mesmo. Conteúdos digitais de preferências.

  13. Trabalhei em um hospital por 5 anos.
    Lá aparecida casos de mulheres que portavam um transtorno chamado de SVO, que significa Síndrome da Vagina Vagina.

    Tinha outra nomenclatura que é SVV e significava Síndrome da Vagina Vazia.
    O perfil das mulheres era quase o mesmo: independente, trabalhadora, solteira e que mal se relacionava afetivamente.

    Apareciam mulheres briguentas, choronas, com estresse agudo e com outros comportamentos de quem tá com tédio, depressivo, etc.
    Conversando, os médicos logo identificavam esses transtornos nas pacientes.

    Quando dizem que a maioria das feministas é composta de mulheres mal comidas, que não transam e que não trocam afetividades satisfatórias, percebemos que não é comentários que as sub julguem, mas há evidências clínicas sobre.

  14. Loide Pereira

    A publicação é realmente esclarecedora, não sei muito sobre o assunto e gostaria de me aprofundar. Se você tiver algum material, até mesmo pra me recomendar

  15. O Homem macho heterosexual,independente de idade,de um Bebê até um Senhor de idade,é massivamente, diuturnamente,caluniado,difamado e demonizado de todas formas possíveis e inimagináveis o tempo todo!!! e a grande maioria dos Machos nem percebem isso!…pelo contrário,acham que esta tudo bem,como estava para o Homem macho há 50 anos atras…

  16. Não houve qualquer deturpação no conceito de machismo. A primeira edição começou a ser confeccionada em 1950 e isso diz muita coisa. A segunda edição foi finalizada em 1987, prestes a entrar em vigor nossa Constituição Democrática de 1988, o ambiente político e social era completamente outro. Outras palavras também sofreram algum tipo de sofisticação na sua conceituação, se pesquisar vai constatar isso, pois já vigorava na sociedade maior liberdade de expressão. Nada pode ser descontextualizado e foi o que você fez. Analisou a trajetória do conceito, mas não fez o principal, investigar o contexto histórico e político de ambas as épocas. Não adianta você pesquisar o tema central da sua pesquisa, mas ignorar os marcos teóricos e concluir puramente por indução. Não sou feminista, antes de mais nada. Ao fazer o que fez, não está contribuindo, mas prestando um deserviço.

    1. A mudança se deu por razões ideológicas e através de grande influência midiática. ” maior liberdade de expressão. ” – eu definiria como maior liberdade de manipulação.

      Os marcos teóricos são apenas um grupo de ” inteligentinho ” que acha que a história é uma eterna luta de classes e que nós devemos saber quem é mais coitado no fim do dia. O contexto é simples de entender, pois foi facilmente moldado sob ideologias, foi assim durante todo século passado, e ainda é assim – mesmo que diluído – nos dias de hoje.

      É muita tolice acreditar em coletivos. Não acredito em qualquer grupo.

  17. Carine Nascimento

    Um livro que gosto muito é “Como criar crianças feministas” da Chimamanda Ngozi Adichie, bem didático. Além dos outros dela sobre o tema que tbm são muito bons e te faz pensar da forma correta o que é essa luta da mulher na sociedade, é um livro de cabeceira. Feminismo já está bem definido no dicionário, fora daquilo é radicalismo, mas o que é pior do que a insignificância colocada sobre as mulheres? Li nos comentários que é falta de sexo?????? Nem tudo é sobre sexo homens. Uma coisa é patologia outra coisa é radicalismo. Sou satisfeita sexualmente e nem por isso deixo de ser feminista e não sou radicalista, não enfio a cruz no cu, mas chamo atenção pra quando uma mulher é obrigada a dar o cu não querendo dar, pois é abuso. Definimos hoje o que é comportamento natural de homem e mulher por masculinidade e feminilidade, machismo perdeu seu uso historicamente, e isso acontece com outras palavras. Seria acadêmico então colocar caralho e foder em textos para tcc se nada tivesse mudado rsrsrsrs Palavras como vc disse vão pegando outros sentidos conforme usamos, e damos significados aos sufixos. Eu penso que vc pegou o radicalismo e colocou como verdade, mas é algo que homem não pode definir para mulher, raro é uma pessoa saber o que a sua luta significa para outra pessoa. Eu sei a dor do Preto, mas não sei a dor dos Judeus. Posso não saber o que significa o holocausto para minha cultura, mas sei o que significa Senzala. Feminismo não é ódio, não precisa ter medo. Seja contra o amiguinho que estupra mulher e fala que é normal só pq ele tem pênis e olhos, não aprendeu a se controlar e respeitar. Seja contra o amiguinho que não assumiu o filho e isso tbm é aborto. Mais de 55,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro e homem faz protesto contra isso? Então, vamos ter medo da desigualdade e não do feminismo.

    1. Você é a típica feminista, que sempre coloca a mulher num pedestal estúpido e se contradiz a todo momento.

      Gostaria de separar algumas afirmativas suas:

      ” Feminismo já está bem definido no dicionário, fora daquilo é radicalismo. ”

      ” Feminismo não é ódio, não precisa ter medo. ”

      ” é normal só pq ele tem pênis e olhos, não aprendeu a se controlar e respeitar. ”

      ” Seja contra o amiguinho que não assumiu o filho e isso tbm é aborto. ”

      ” Mais de 55,5 milhões de crianças sem o nome do pai no registro e homem faz protesto contra isso ”

      1 – Teoria é diferente de realidade. Para muitas mulheres, tudo é relativo. Felizmente, o mundo real não é assim. E eu vou te provar que não é assim

      2 – A partir do momento que todo e qualquer contraponto se alia a uma palavra com uma conotação ruim, nós temos uma censura em contrapor as sandices feministas. Censurar é uma forma de ódio. Não há crime maior que o monopólio. Aliás, o monopólio priva as pessoas da verdade, e isso é algo odioso.

      3 – Quem cria esses homens ? quem passa mais tempo com os filhos ? pais ou mães ?

      4 – Esses homens só usam do relativismo que VOCÊS PRÓPRIAS ENSINARAM A ELES.

      5 – Ué, mas não foram as feministas que falaram que a mulher não precisa do homem para nada ? lembre-se que o cafajeste que você se envolveu foi criado e desenvolvido por OUTRAS MULHERES. E isso também é reflexo da revolução sexual, ou vocês acharam, sinceramente, que somente as mulheres iriam se dar bem ? por favor, né.

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