Paul Elam: MDHM, mídia, linguagem e mensagem

Uma pergunta que já fizeram é por que a linguagem (e recursos de linguagem, como a sátira ofensiva) que é tão comum no A Voice for Men.

Neste vídeo, Paul Elam fala sobre o Movimento por Direitos Humanos dos Homens, mídia e por que e para que ele pensa ser importante o caminho escolhido pelo por ele para o A Voice for Men.

Eu pretendo aprofundar um pouco o assunto em outra postagem e falar sobre como a linguagem é estratégica e como o AVFM usa dois níveis de linguagem e outros pontos que me parecem importantes para nós do movimento dos homens aqui no Brasil neste momento.

Deixe sua opinião, este é um espaço do Movimento por Direitos Humanos dos Homens.

Abraço forte,

Aldir.

O link do qual ele fala é este: http://www.avoiceformen.com/misandry/back-from-new-york/

5 thoughts on “Paul Elam: MDHM, mídia, linguagem e mensagem”

  1. Deborah Meira

    Gostaria de fazer uma pergunta, simples. Li na internet que este rapaz, Paul, disse, uma vez que “se for juri em um julgamento de estupro, votaria na inocencia do acusado, mesmo que houve provas, e até confissao do estupro pelo reu”. Isso é verdade? Eu estou fazendo uma pergunta, sem agressividade, apenas quero saber o que é verdade e o que mentira(hoax) sobre as falas dele. Att.,

    1. Aldir Gracindo

      Eu ouvi falar disso, Deborah. Agora que você mencionou, eu também quero saber disso melhor. Vou procurar.

    2. Aldir Gracindo

      Encontrei mais de um textos dele sobre isso. Comecei a ler agora e não sei se vou poder terminar de ler, mas pelo que eu estou entendendo, ele afirma que viu evidência de que nesses julgamentos evidências, fatos, não importam, muitas vezes os processos não são confiáveis, são feitos para condenar. Eu não sei como isso é nos EUA, sei pouco disso.

      Eu sei que estupro e violência sexual no âmbito doméstico, quando envolvem as Varas de proteção à mulher ou mesmo a Justiça comum, mesmo os TJs, Delegacias da mulher, acusações se tornam “evidência”, já vi pelo menos um homem que confessou sem cometer crime algum (ele disse ao advogado que tinha confessado “imaginando que mesmo sem ele ter cometido o crime, ela pode ter se sentido agredida”, então ele estava tentando ver as coisas pelo lado dela, já que ela era parente e era uma mulher. Pobrezinha, né?), contraprovas são retiradas do processo, etc.

      Um advogado me disse que atualmente no Brasil, qualquer mulher que me acusar de estupro terá boas chances de me condenar só com a palavra dela e nenhuma evidência contra mim. Eu achei difícil acreditar nisso. Eu sei que uma acusação dessas pode me transformar em alvo de violência, inclusive policial. Mas também já vi no Brasil mulheres terem que responder por denúncia caluniosa. Quero saber disso com mais exatidão aqui e lá.

      Não tem problema, perguntar não ofende. Quando a má-fé é óbvia eu expulso qualquer comentarista do site – este NÃO É um espaço para feministx desonestx.

      Logo eu vou saber exatamente o que ele disse e em que contexto, também.

    3. No texto “On Jury Nullification and Rape” ( http://www.avoiceformen.com/feminism/government-tyranny/on-jury-nullification-and-rape/ ) ele deixa isso muito claro e acho que até exagera no “pisar de ovos” ao defender essa tese. Ele se refere a um sistema absolutamente corrompido onde nada é confiável, e cita casos onde o montante de evidências deixaria qualquer pessoa de boa-fá totalmente convencida, mas que depois se mostraram nada menos que fraudulentas.

      Diante de um sistema que não mais se importa com a verdade e onde uma simples acusação leviana, mesmo de uma mentirosa costumaz como as de alguns exemplos que ele mostrou, se converte automaticamente em condenação, ele recomenda então assumir o princípio oposto e passar a recusar qualquer tipo de evidência passando a inocentar incondicionalmente. É a única forma de combater um sistema corrompido. Lembrando que nos EUA, em muitos desses casos, a condenação tem que ser unânime.

      A dúvida é se o sistema está de fato tão corrompido assim, mas as evidências que ele levanta sobre o Inoccence Project, onde em http://www.innocenceproject.org/know/Browse-Profiles.php podemos ver que 80% dos homens condenados injustamente o foram por acusações envolvendo crimes sexuais, bem como os casos onde 45% das acusações se revelaram estruturalmente fraudulentas (não apenas equivocadas) inviabilizando o processo, além de outras, me levam a no mínimo suspeitar que ao menos metade dos processos são mesmo corrompidos.

      E é curioso que ele escreveu de forma a dificultar muito que alguém saque uma frase isoladamente para descontextualizá-la, portanto quem afirmou isso (“se for juri em um julgamento de estupro, votaria na inocencia do acusado, mesmo que houve provas, e até confissao do estupro pelo reu”) agiu deliberadamente de má-fé. E ele mostrou um caso onde o réu de fato confessou, em troca de uma redução de pena, mas que depois demonstrou-se que foi, mais uma vez, uma processo fraudulento.

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