O lado obscuro de Pauley Perrette #FreeCoyoteShivers

Nota: Desde o dia 20 de setembro de 2015, o músico Francis “Coyote” Shivers está preso. Ele é casado com a escritora brasileira Mayra Gomes, filha do também escritor Dias Gomes. Mayra esteve recentemente no Brasil para o lançamento de seu novo livro. Este artigo é sobre a espantosa história da prisão de Coyote e como funciona nossa cultura se reflete em misandria judicial. – Aldir.

A atriz Pauley Perrette está envolvida em uma batalha judicial pós-divórcio que já dura uma década com seu ex-marido, Francis “Coyote” Shivers. Há algumas versões possíveis da realidade sobre essa história. Vejamos, uma de cada vez, começando com como isso poderia ser escrito se a própria Perrette tivesse escolhido o enredo.

Uma estrela em perigo, mas a justiça prevalece

Pauley Perrette, uma atriz talentosa e popular numa série de TV muito popular, NCIS, da CBS, tem todas as armadilhas do sucesso na indústria do entretenimento; fama, fortuna, um divórcio amargo e muito exposto ao público, cujos efeitos duram anos.

Uma leitura rápida de artigos sobre a história, via Google, desenha uma imagem feia, terrível. O casamento de Perrette foi destruído por um marido altamente agressivo, obsessivo e sem conserto, Francis Shivers, músico que complementava sua renda como DJ em clubes noturnos de Las Vegas. Ao menos, isso é o que ele fazia quando não estava ocupado transformando a vida de sua mulher num inferno. Parte desse inferno foi marcar suas costas com a letra “C” com ela amarrada a uma cadeira, entre várias outras agressões.

O comportamento bizarro e controlador de Shivers literalmente fez Pauley fugir da casa onde eles moravam com apenas o que ela pôde levar nas mãos.  Achando isso pouco, Shivers continua com uma verdadeira campanha de assédio físico e psicológico durante anos.

Usando a manipulação inteligente do sistema judicial de família para prejudicar sua ex-mulher, ele conseguiu aterrorizá-la, enquanto se mantinha legalmente protegido. Seus planos falharam, porém, e isso resultou em sua prisão em 2012 por violação de um mandado de restrição. Ele foi condenado e aguarda sentença para 27 de março.

Finalmente, após anos acumulando maltratos, o pesadelo de Perrette parece ter acabado. Coyote Shivers receberá justiça e pode ter tempo para repensar seus atos atrás das grades.

Fim.

Agora, isso seria muito coerente com o retrato que Perrette vendeu à mídia sobre sua vida, a Justiça e a polícia. Uma história muito triste com um fim que promete a possibilidade de uma justiça devida há muito tempo.

Porém, vamos contar a história novamente, dessa vez usando as evidências disponíveis, todas com registro público. Vamos agir, por um momento, como se nos importássemos com o que realmente acontece, mais do que nos importamos com a estrela excentricamente bela da TV, queridinha dos olhos de todos, como se ela fosse uma donzela em perigo, precisando de ajuda sem questionamento.

Embora possa parecer bom terminar a história de uma forma positiva para Perrette, como se não existissem furos nos detalhes do seu enredo, como se os elementos de sua trama se juntassem em causas e efeitos, com clareza e credibilidade, isso não parece ser verdade, de acordo com muitos [outros fatos e pessoas].

A fantasia começa a se revelar

Hollywood é um lugar que prospera com faz-de-conta. Não muito diferente da Justiça de Família, que tem a tarefa de lidar com versões muito diferentes dos acontecimentos que levam a um divórcio e o que acontecerá depois. Esse certamente é o caso nas disputas legais entre Perrette e Shivers.

Entender a história deles depende de um exame minucioso da evidência e de se usar esse exame para fazer julgamentos corretos. Parece que, neste caso, a justiça não acertou, ao menos no que se trata da condenação de Francis Shivers por crime.

Com todas as evidências que pudemos reunir, não pudemos construir uma história estrelando Pauley Perrette como vítima indefesa das maquinações de um ex-marido maligno.

De fato, a evidência que nós vimos, e apresentamos aqui, pintam um quadro inteiramente diferente; quadro que aponta Pauley Perrette como altamente calculista, mentirosa e manipuladora; que fez uma série de acusações falsas, que angariou simpatias públicas e proteção policial com seu charme pessoal e cometeu perjúrio rotineiramente em audiências da justiça de família, para conseguir mandados de restrição que ela usou como arma para arruinar a vida de Francis Shivers.

O que nós descobrimos foi um lobo em pele de vítima.

Mais que isso, parece que seu plano foi, literalmente, um enredo.

A prisão e condenação.

A condenação de Francis Shivers em 27 de março não é onde a história começa e certamente não é onde termina, mas é um ponto importante para se começar a entender a história e possível futuro deste caso.

Shivers foi, sem dúvida, condenado por violar uma ordem temporária de restrição imposta a ele pela Justiça em favor de Pauley Perrette. Para ser mais específico, Shivers e sua esposa atual entraram em um restaurante e sushi que eles, reconhecidamente, frequentam normalmente. Mas saíram de lá antes mesmo de se sentarem, porque Shivers percebeu que o namorado de Perrette, Thomas Arklie, estava em uma mesa próxima.

Há versões conflitantes sobre o que aconteceu a partir daí, mas Shivers foi posteriormente preso por violar os termos da ordem temporária de restrição. É somente por este incidente que Shivers [foi sentenciado – atualização na tradução] em 27 de março.

Esse é um dos elementos mais surpreendentes deste longo drama. Em toda a história deste caso, que agora já dura quase uma década, nunca houve nenhuma outra prova de que Francis Shivers tenha feito nada errado além de ficar com raiva, talvez até infantil, durante o processo de um divórcio altamente conflituoso. Isso e entrar no restaurante errado na hora errada.

O mandado de restrição que Shivers foi condenado por violar foi o solicitado por Perrette após o que ela interpôs durante o divórcio ter expirado. A ordem tinha durado cinco anos sem incidentes. Ela obteve o novo mandado temporariamente e estava aguardando uma audiência judicial quando ocorreu o incidente no restaurante de sushi.

Os dois mandados de restrição, porém, têm outra coisa em comum.

Ambos foram emitidos sem a mínima evidência de que Francis Shivers apresentasse qualquer tipo de ameaça de violência contra Pauley Perrette.

O primeiro mandado se baseou em alegações de violência, feitas por Perrette, após ela ter recebido os papéis solicitando o divórcio. Shivers pediu divórcio meses após descobrir que Perrette estava tendo um caso, de acordo com documentos do processo, com um entregador de pizza.

Está claro que o casamento foi conflituoso e o rompimento também, mas mesmo o juiz do processo, Gretchen Taylor, determinou que nada aconteceu que chegasse ao nível de ameaça física da parte de Francis Shivers. O mandado de restrição original não requereu que Shivers saísse da casa onde moravam, mas sim garantia a ele seu “uso e posse exclusivos”.

Citando o Juiz Taylor:

Não vejo comportamento previsto na seção código 6321 (A)(2) que aponte que o Sr. Shivers tenha realizado agressão, ameaça de agressão ou outro comportamento que chegue ao nível de dano emocional tamanho que ele necessite ser excluído da sua casa. [1]

Ainda assim, o juiz emitiu o mandado de restrição, aparentemente para facilitar a paz entre o casal mutuamente combativo.

Declarou Taylor:

Eu acho que existe temor, suficiente e bem fundado, da parte da respondente [Perrette]. E se eu tivesse recebido uma requisição também do requerente [Shivers], eu também poderia ver temor fundamentado da parte dele. Mas, não recebi.

Em outras palavras, Shivers e Perrette brigavam muito e não eram muito educados um com o outro; típico divórcio americano. E convenhamos, um mandado emitido com esse tipo de observações de um juiz não indica, exatamente, ameaça iminente.

Aparentemente, porém, Perrette quis a manter a proteção da Justiça (ou as possibilidades de abusar de um mandado de restrição) e solicitou uma extensão daquela ordem judicial em novembro de 2011. Seu pedido foi concedido temporariamente, ex parte, e o casal deveria comparecer em juízo para a decisão sobre tornar o mandado permanente.

Neste ponto, alguém poderia pensar que seria do interesse de Shivers simplesmente aceitar qualquer tipo de ordem de proteção que Perrette quisesse ter. Afinal, o divórcio era definitivo. A divisão de propriedades estava resolvida. Eles não tinham filhos. Shivers tinha até seguido sua vida, encontrado outro amor e se casado novamente. Tudo que ele teria a fazer seria evitar Pauley Perrette e ele poderia seguir sua vida, sem a complicação de tanto drama.

Mas, como se vê, as coisas estavam longe de ser tão simples. De acordo com registros obtidos pelo AVFM, Shivers, de fato, teria pouca chance de encontrar paz em sua nova vida, porque não era Pauley Perrette que precisava de proteção. Era Francis Shivers.

Conforme reportado recentemente aqui por Suzanne McCarley, um esforço de difamação feito por Perrette, envolvendo a cooperação de outra ex de Shivers, Bebe Buell, e seu amigo “jornalista” Roger Friedman, que já trabalhou para a Fox Entertainment, foi conduzido como parte de uma campanha bem maior de mentiras com o objetivo de arruinar a vida de Shivers por causa do fracasso do casamento.

O apoio e aliança pública de Buell para com Perrette é mais que levemente suspeita, já que a própria Perrette já acusou judicialmente Buell de perseguir e assediar a ela (Perrette) e Shivers, quando estes estavam casados e – imaginem só – Perrette pediu um mandado de restrição contra Buell para fazê-la parar. [2]

Está claro que, após o divórcio, Perrette ironicamente estava mais que disposta a unir forças com quem anteriormente era uma ameaça para ir contra a reputação de Shivers (que Perrette afirmara ser, juntamente com ela, vítima de Buell).

É uma rede muito emaranhada, realmente, mas a ideia de que Perrette mentiu e mente sobre Shivers, tanto para a mídia quanto para a Justiça, é fato inquestionável para muitos que estiveram próximos do casal durante e após a separação.

De acordo com a declaração de Lisa Lynch, que foi amiga e colega de apartamento de Perrette, tão próxima que elas fizeram tatuagens combinando, Perrette contou várias mentiras à Justiça.

Depois de ler algumas das declarações arquivadas neste juízo, eu posso dizer com confiança que não apenas a Srta. Perrette fez várias afirmações falsas em suas declarações, como eu estou certa de que ela fez essas afirmações falsas de forma consciente e intencionalmente. [3]

Outro amigo do casal, o advogado e ex-investigador particular Jason Fishbein, fez uma declaração à justiça detalhando várias áreas onde ele crê que Perrette fez falso testemunho. Uma de suas declarações é particularmente interessante à luz de outros fatos nesse caso.

Fishbein disse:

A Srta. Perrette me contou como ela gostava de mandados de restrição e que foi ela quem insistiu que o Sr. Shivers obtivesse um contra Beverlie “Bebe” Buell. Essas foram as palavras da Srta. Perrette: que o Sr. Shivers estava “relutante” e que eventualmente ela “insistiu”. Eu entendo que a Srta. Perrette deu uma versão oposta dos eventos à Justiça e eu firmemente declaro que a história dela agora é exatamente o contrário da que ela me contou. [4]

Jason Fishbein falou com o AVFM recentemente, nos dando um pouco mais de perspectiva sobre o caso e talvez da afinidade de Perrette com mandados de restrição.

Eu vi isso [a ordem de restrição] da perspectiva de um investigador particular, mas nunca tinha visto durar tanto tempo e ser tão efetivo, e a parte mais insana é que ela escreveu tudo isso com as próprias mãos em 2002.

Em 2002? Isso foi dois anos inteiros antes de Perrette e Shivers se separarem.

Quanto mais vamos a fundo e desconstruímos essa história de uma atriz desamparada sujeita ao abuso e tortura psicológica de um ex-marido pervertido e amargo, nós vemos que este os fundamentos das ações maliciosas de Perrette foram criados antes de seus problemas com Francis Shivers.

Parece que Francis Shivers, mesmo sendo claramente vítima de seu próprio mau julgamento, também foi pego no psicodrama pessoal de Pauley Perrette, o que talvez fosse se realizar de qualquer forma, não importando suas circunstâncias de vida.

Mais disso se torna aparente quando observamos as declarações de Blaire Bernette, que era conhecida de Perrette e Shivers e que por coincidência, também é a pessoa que entregou a Perrette a petição de divórcio.

Em novembro de 2004 eu visitei Francis Shivers em sua casa em Whitley Terrace, onde ele me contou sobre o caso extraconjugal que sua esposa “Pauley” tinha tido com um rapaz que ela simplesmente chamava de “entregador de pizza”. Ele me disse que ela estava aterrorizada em imaginar que seu escândalo sexual fosse exposto e fez ameaças bem assustadoras sobre o que ela faria se ele viesse a contar aquilo a qualquer pessoa. Ele então me mostrou o script que Pauley escreveu e explicou que Pauley ameaçou fazer isso a ele. [5]

O script se intitulava “Estrela louca” e em uma leitura básica, a trama se parece com uma versão plagiada do que aconteceu, exatamente, com Francis Shivers no desenrolar de seu divórcio com Perrette, só que isso foi escrito por Perrette dois anos antes de tudo isso começar a acontecer na vida real.

A história de Estrela Louca é simples. Uma jovem atriz, de caráter “sinistro”, que usa a vingança para lidar com a rejeição, conhece um homem, o persegue, “enrola” a polícia, se faz parecer ótima por se comprometer com uma causa de caridade e mente para conseguir um mandado de restrição contra o homem, quando na verdade é ela que o está fazendo o stalking ­– e então prossegue e arruína a vida daquele homem, manipulando a opinião pública, a Justiça e a polícia. [6]

A história é assustadoramente parecida com a que parece estar realmente acontecendo na vida de Francis Shivers, que agora será sentenciado por ter entrado em um estabelecimento que Pauley Perrette já sabia que ele costumava frequentar.

Não é razoável afastar a possibilidade de uma armação naquele cenário. E com um exame dos testemunhos das pessoas envolvidas, e com a versão escrita “Estrela Louca” (Star Crazy) pelas próprias mãos de Pauley Perrette, não é razoável pensar que essa é a versão menos possível do que aconteceu.

Da declaração de Barnette:

A estrela de TV [no enredo manuscrito por Perrette] chega ao ponto de riscar as iniciais do homem no carro dela, para assim poder colocar a polícia atrás dele…

Na campanha feita por Perrette, ela alega que Shivers deixou centenas de recados post-it por todos os lugares para ela, como uma forma de ameaça-la e controla-la. Um desses recados, conforme alegado, apareceu, como mágica, durante uma entrevista que ela deu a Roger Friedman, que também por acaso (magicamente, também) é amigo próximo da nova amiga, anteriormente perseguidora de Perrette, Bebe Buell.

Esses dois fatos, aparentemente diferentes, têm o mesmo tema subjacente: criar evidências e depois ter a certeza que elas sejam “descobertas”.

Não vamos esquecer que, a despeito das absurdas alegações de violência, mandados de restrição ano após ano e um plano de assassinato de caráter através da mídia e da Justiça, existem apenas três coisas definitivamente provadas sobre Francis Shivers.

Um, ele entrou num restaurante de sushi. Dois, ele tem, ou pelo menos teve, um péssimo gosto para mulheres. E três, ele pediu divórcio de Pauley Perrette, uma mulher com histórico de ações enganosas e vingativas contra aqueles que a rejeitam, após ele descobrir que ela tinha um caso com o entregador de pizza.

Também das declarações de Lisa Lynch:

Eu estive presente quando a Srta. Perrette terminou relacionamentos amorosos no passado e eu posso dizer que ela tem um histórico de ações vingativas contra eles, nenhuma delas com razão. Em particular, eu me lembro de ela ter roubado o gato do seu ex-namorado Daniel Rivas e então, quando ele quis ir à Justiça por causa disso, a Srta. Pauley formalizou um pedido de ordem de restrição, em retaliação.

Também tem mais informação de Blaire Barnette, que se lembra do que aconteceu em retaliação ao dia que ela entregou os papéis de divórcio a Pauley Perrette e do que foi formalmente alegado por Perrette:

Depois eu me lembro de ler os documentos do processo onde Perrette mentiu dizendo que eu a persegui e agredi e que eu lhe dei um soco no peito, que ela sofreu de dores no peito por causa do ataque. Nada mais longe da verdade. Entreguei os papéis a Pauley isso foi tudo. Isso foi fotografado e testemunhado. Foi neste ponto que eu realmente vi a “Estrela Louca” em ação, mentindo completamente à Justiça, me acusando de agressão falsamente, só para atingir seus objetivos de vingança.

Então, o que temos com tudo que foi digo e feito?

Pauley Perrette manteve um mandado de restrição sobre seu ex-marido por quase uma década. Ela participou da iniciativa de obtenção do mandado contra Bebe Buell, antes de unir forças àquela, usando uma pessoa da mídia para espalhar informações falsas sobre Shivers que ela poderia usar para justificar o mandado e posteriormente desacreditar Shivers. Ela faz alegações de agressão e violência contra vários indivíduos, nenhuma delas provadas, nenhuma consubstanciada.

Ela foi citada por fontes de boa reputação como sendo obcecada com o uso de mandados de restrição como arma. Foi ela própria acusada de usá-los em várias ocasiões e concebeu e escreveu a ideia de criar um enredo de Hollywood baseado numa personagem má e, ao mesmo tempo, surpreendentemente autobiográfica.

Seriamente, isso é “Estrela Louca.” Ou essa estrela é louca?

A verdade é que a resposta a essa é tão sem importância quanto é óbvia. A questão, realmente, é Francis Shivers.

A despeito do mau julgamento dele em relação a mulheres, ele não merece ser a pessoa a enfrentar tempo na cadeia. Infelizmente, em um sistema judicial construído para reagir em extremos a mulheres que alegam ser alvo de violência, é exatamente isso que deverá acontecer. Pior ainda, a verdade não irá salvá-lo, nem tende a pôr alguma responsabilidade sobre Perrette, que é o que deveria acontecer.

Apenas o público pode fazer isso. E no momento, parece que o público ama celebridades mais do que ama justiça. Talvez até mais do que ama mulheres.

Pauley Perrette é uma estrela tão louca quanto uma raposa.

Francis gravou este vídeo e um grupo de amigos e apoiadores está levantando fundos para gastos judiciais com recursos judiciais:

Referências:

[1] Transcrição judicial 01-31-2005

[2] Declaração de Pauley Perrett 08-19-2001

[3] Declaração de Lisa Lynch 09-17-2006

[4] Declaração de Jason Fishbein 02-05-2007

[5] Declaração de Blair Barnette 02-04-2007

[6] Star Crazy, o enredo, com destaques

[7] Matéria na Radar Online

[8] Muito mais informações obtidas pelo AVfM sobre o caso

Originalmente publicado no AVfM. Tradução: Arthur Silva

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