AS INCAPAZES PORTUGUESAS: Isabel Feio fala sobre nós no #MariaCapaz

Isabel feio quis fazer sua análise feminista do Movimento dos Homens no site das portuguesas incapazes. Para uma feminista, ela até que não se saiu tão mal. Mas continua feminista e, portanto, intelectualmente desonesta.

Realmente, o movimento dos homens, que compreende também os masculinistas, surgiu como consequência do ódio institucional que o feminismo ideológico conseguiu implantar no Estado e internacionalmente. Os homens não têm histórico, nem tendem a, e absolutamente não se espera, ou majoritariamente, aceita, que lutem por eles mesmos como grupo. Se espera que homens lutem por igreja, Estado, país, por família, mas nunca por eles mesmos.

A mentira feminista fica descarada já no segundo parágrafo. A discriminação judicial e a misandria midiática, embora tenha raízes culturais mais antigas, são hoje extremamente mais amplas por causa das campanhas do movimento de ódio de que Isabel Feio é parte.

O movimento feminista está em constante campanha contra as más representações da mulher na mídia, reais ou não, e inclusive quando elas é que dizem que a representação é misógina, sem ser – como quando feministas usam a falácia absurda de dizer que a mulher mostrada como ícone de beleza e sensualidade de todos os tempos induz a sociedade à institucionalização do estupro, institucionalização que não há.

Ao mesmo tempo, alterações legislativas feministas, aplicadas pelas mãos subservientes de políticos populistas, determina que o homem é sempre um criminoso a ser procurado pela polícia, Poder Judiciário e olhar atentíssimo do público, dentro da família. Isso é feminismo. E insere comissões feministas para orientar os Juízes a tratarem os homens, maridos ou pais, sempre como os privilegiados criminosos e violentos que eles quase nunca são. Isso é a discriminação violenta que “elxs” promovem, que prende, estupra na prisão, extorque, cria os órfãos de pais vivos, bastando para isso uma palavra da mulher mais próxima. Isso é feminismo.

Ela fala de uma “Associação Internacional de Masculinistas”. Se ela estiver falando do grupo que eu penso que está, eles acreditam que misoginia é uma ferramenta para equilibrar a sociedade – nós, ADHM, não usamos esse recurso. Parafraseando Lênin, nós temos nossos próprios meios para a “curvatura da vara”. Acho difícil eles serem bem sucedidos em implantar toda as atrocidades que as feministas conseguem a cada ano em todo o mundo, nas instituições e na cultura. E aquelas pessoas sabem que não irão contar conosco, os ADHM (Ativistas por Direitos Humanos dos Homens e Meninos) – pelo contrário.

É verdade que nós, ADHM, acabamos tendo que enfrentar as diversas formas como alguns homens reagem. Homens atingidos pelo que o feminismo gera com conivência da sociedade em geral, que é tão “misógina”, “patriarcal” e “machista” que sequer é capaz de ver os encarceramentos injustos; os homens sendo extorquidos por impostos pesados que nunca retornarão para o benefício deles; destituídos de família, filhos e do que conseguirem produzir com seu trabalho; a demonização cultural, educacional e institucional produzida com muito amor pelas “Isabéis Feio” que empesteiam as universidades, a máquina governamental e orientam a mídia; a marginalização educacional; a preponderância absoluta dos homens na indigência; a preponderância absoluta dos assassinatos e vitimização violenta masculina em geral. E os efeitos disso sobre os homens em todos os ambientes e origens sociais e étnicas, nossos filhos e, por consequência, nossas filhas e para as mulheres. Claro, o feminismo nos supre de teorias! Essas teorias vão culpar os homens por tudo que todos sofrem, inclusive eles próprios. Nós, homens, seríamos os artífices singulares da violência “privilegiada” contra nós próprios… que grandes opressores!!!

Me vem à mente a campanha que elas fazem para ensinar desde o início da escola, aos meninos, que eles são todos estupradores e precisam se reformar. E a campanha milionária da ONG Mulheres contra a mutilação genital feminina, ladeada pela outra campanha milionária para mutilar genitalmente os homens no Continente Africano? E a forma como elas ignoram a verdadeira epidemia dos assassinatos de homens, sempre ao redor de 10 vezes maior que os de mulheres, mas fazem campanha maciça contra a alegada “epidemia de feminicídio”? E a ampliação absurda de diferença de expectativa de vida entre homens e mulheres, criada pelos homens para o privilégio “patriarcal” de morrer e ter uma qualidade de vida e saúde lamentáveis? Realmente, os “masculinistas” precisam se acalmar, estamos muito dramáticos! Ela não mencionou que estamos “chorando” (male tears), nossas lágrimas são os privilégios citados acima e tudo que eles geram para os homens, meninos e claro, para as mulheres e meninas por consequência.

Bem-vindos ao admirável mundo novo pós-feminista. Essa é uma cultura onde não existe sofrimento de homem, porque isso seria ridículo! Como naqueles pratos japoneses em que o peixe é servido cortado, talvez frito, mas vivo; porque, afinal, os peixes não sofrem como as outras criaturas. Não importa que tipo de sofrimento, se for um homem, não é sofrimento real. É trivial. Ou comédia, diversão, entretenimento. Ou algo a se ridicularizar, desprezar, menosprezar ou ter raiva deles. Ou é romance. É poesia, é música ou literatura. Ou melhor ainda (obrigado, feministas!) motivo de celebração: é Justiça Social!

É aí que a Isabel Feio fala do A Voice for Men e se você leu o parágrafo acima, já vê que ela está muito enganada sobre a suposta futilidade do que dizemos e queremos. Mas o que esperar de uma feminista ideológica militante, preparada certamente nas Instituições de Doutrinação Superior que se tornaram nossas Universidades? Diz Isabel sobre nós no AVfM:

Grupos activistas de direitos dos homens – como o A Voice for Men – afirmam-se anti-feministas por não acreditarem na seriedade do feminismo na erradicação das desigualdades que os homens enfrentam

Correto!

 e advogam por paridades que, segundo eles, os homens nunca tiveram: acesso igual aos filhos após o divórcio, teste de paternidade obrigatório por cada recém-nascido, vagas em abrigos para homens que sofreram de violência doméstica, tratamento igualitário no sistema judiciário, nos partidos políticos e na comunicação social

Não é só isso, como já vimos. Homens e mulheres têm suas dificuldades compartilhadas e as específicas, sem dúvidas sobre isso. Entre tantas que poderiam ser citadas, as mulheres sempre, em algum nível de suas mentes, sabem o que é ter apenas o valor da beleza e do potencial sexual. E os homens, em algum nível, mesmo inconsciente, sabem que têm o valor da escada, do trampolim financeiro, social, de destruir-se corpo e alma para o benefício dos outros. São os homens que mantém as ruas asfaltadas, a água encanada, os esgotos funcionando, é em cima do trabalho e/ou sacrifício deles, inclusive das vidas deles (eles são a quase totalidade dos mortos no trabalho, como todos deveriam saber) que nós ainda temos civilização, onde a temos. E onde não temos, então…

O problema é que nós estivemos aprendendo a ver as mulheres como Ser Humano, num padrão de Ser Humano que não tínhamos antes. Mas mantivemos os homens como “Fazeres Humanos”, não como Seres Humanos. E até hoje, politicamente, o ginocentrismo e a misandria na política estão aí para garantir que os homens continuem estritamente isso, na gigantesca maioria, e ainda sendo demonizados e culpados por tudo do passado e presente (feministas e esquerda política) e que recebendo propaganda de massa para que vivam do orgulho ingênuo e potencialmente suicida de seguirem como Fazeres Humanos (tradicional-conservadores ginocêntricos à direita política) em troca de alguma esmola qualquer – como uma menção honrosa, uma medalha no caixão ou o reles e patético cumprimento: “Você é um homem de verdade”. Nos dois lados da realidade política, a recusa de considerar homens como Seres Humanos é profundamente enraizada e intensamente militante.

já que,  dizem, há pesquisas que mostram que a comunicação social se refere aos homens de forma negativa na esmagadora maioria das vezes – apresentando-os como tontos, bandidos, traidores, pedófilos, violadores e assassinos.

Desculpem-me, mas eu não acredito que a Isabel seja tão desinformada a ponto de não saber como os homens são retratados pela mídia, todos os dias, em todos os horários. E como o movimento dela reforça a todo o momento exatamente todos os estereótipos negativos que ela citou sobre os homens. E todos os outros mais que só quem conhece as teorias e campanhas feministas sabe bem os absurdos e a monstruosidade de propaganda a que eu me refiro.

Sim, o movimento feminista está também em campanha para as mulheres estejam no topo das decisões políticas e das empresas, mesmo que elas não mereçam.

Não, feminismo e as mulheres não são a mesma coisa. Nunca foram e nunca serão.

Em seguida, Isabel Feio retoma a rotina de framing feminista já conhecida: Os problemas dos homens são causados pelo “machismo”. Pelo “Machismo”. Isabel, esse “Machismo” é uma fabricação feminista, vem da teoria feminista, da perspectiva e “framing” feminista que visa culpar OS HOMENS pelos problemas deles e das mulheres, como se só (só) os homens tivessem construído tudo de ruim, e nada ou quase nada de bom na Sociedade. Bom, os homens construíram a civilização, e certamente não o teriam feito sem as mulheres. E sempre foi profundamente desonesto presumirem, convenientemente, que as mulheres, as educadoras mais tradicionais das novas gerações, nunca tiveram qualquer poder e influência na criação dos padrões culturais de comportamento. E que esses padrões não existam em benefício delas, por influência delas próprias.

Outra rotina é dizer que as mulheres não são culpadas dos problemas. Primeiramente, quem culpa um grupo inocente pelos males do planeta, usando eufemismos de ódio como “O Patriarcado” e “O machismo” não somos nós, são as INCAPAZES (feministas). As teorias pseudocientíficas feministas sobre os homens são piores que as dos nazistas sobre os judeus! Nós sabemos muito bem que fazer guerra contra um grupo humano, pelo mero fato de aquelas pessoas serem daquele grupo, seria injusto e cruel! Mas o feminismo conta com “teorias” falaciosas, incoerentes, mas um irretocável verniz acadêmico para contornar esse tipo de princípio ético. Enquanto isso, feministas seguem com o uso do expediente que já virou provérbio: Acusam-nos do que elas fazem, chamam-nos do que elas são.

Além disso, a INCAPAZ Isabel retoma ainda outra rotina: cita o “homem branco hétero”. Esse é um apelo à vala comum dos guerrilheiros culturais da esquerda pós moderna. Um recurso irracional, pavloviano. Homem, branco, hétero, é o código, o gatilho que dispara as hordas indoutrinadas para o ataque aos alvos. Porém, para início de conversa, homem + branco + heterossexual + “cis” não vêm no mesmo pacote. Alguns homens não são brancos, alguns são homossexuais. O outro efeito que feministas visam com isso é, ao proferir as palavras-gatilho da esquerda pós-moderna, pseudo ou neomarxista, deflagrar as reações ingênuas e despreparadas dos os anti-politicamente de baixa formação,  pretendem fazer de espantalhos para “comprovar” o que elas dizem. Não vão conseguir isso do MDHM: Fracassam.

E não cabe às feministas – que estão no movimento contra o “Machismo”, contra o “Patriarcado”, ou para sermos claros, contra o suposto poder maligno que os homens exercem e que a tudo destrói, ou seja, essa campanha difamatória, caluniosa e de ódio feminista contra todo homem e menino há mais de 100 anos – que irão definir o que é “masculinidade superior” ou “inferior”.

Sobre as outras repetições de rebatidos argumentos feministas, para não continuar repetindo as igualmente velhas refutações, vou apenas disponibilizar dois dos inúmeros artigos à disposição:

Então, ao dizer da feminista portuguesa que nos acalmemos”, entendemos sua incapacidade. Seria bom que a discussão fosse num outro nível, sim. As interações que temos com os ideólogos de gênero tendem a recair nas falácias, deboches e outros buracos de trincheira retórica não só grosseiros, como, a meu ver, enfadonhos e infantis. Mas nós falávamos calma e racionalmente nos anos 90! Hoje adaptamos o discurso à realidade social e do interlocutor. É para isso que o sítio “Uma voz para os homens” está aqui.

Uma coisa é certa, feministas: Nós, Ativistas por Direitos humanos dos homens, estamos aqui, não vamos mais embora, estamos crescendo, trabalhando e produzindo alguns resultados. Se vocês fossem as pessoas decentes fingem ser, não estaríamos em movimentos diferentes.

Saudações do Movimento por Direitos Humanos dos Homens e Meninos.

Aldir Gracindo
A Voice for Men para o Brasil, Portugal e Comunidade de países de língua portuguesa.

Editado em 02/02/2015.

1 thought on “AS INCAPAZES PORTUGUESAS: Isabel Feio fala sobre nós no #MariaCapaz”

  1. Excelente texto, serve inclusive como introdução ao tema, já que esse discurso da Isabel é lugar comum sobre o tema.

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