Menino veste azul, menina veste rosa, papai é pressuposto estuprador e filho é da mamãe

A declaração da ministra das mulheres, dos direitos humanos e da família, Damares Alves, de que menino veste rosa e menina veste azul foi para “causar”. E causou estardalhaço mesmo, especialmente por todo o ativismo da extrema esquerda do “ódio do bem” na grande mídia e a reação que essa ideologia tem tido da parte de gente mais conservadora. Mas outra declaração, no mesmo evento, passou como uma bomba suja – aquelas que não necessariamente explodem, só espalham toxinas ou doenças.

Talvez poucos sequer entendam do que ela disse no segundo vídeo.

“Nenhuma mãe será separada dos filhos, sob falsa acusação de alienação parental. O Brasil mudou. O Brasil mudou.”

O que é uma falsa acusação de alienação parental? Como a ministra pode afirmar se a alegação é verdadeira ou falsa? E por que mãe?

Alienação parental, nos termos mais simples, é alienar (separar, obstacular o contato, afastar) um pai ou mãe do seu filho. Há muitas mães alienadas, mas a grande maioria das vezes, o alvo da alienação é o pai.

Por que tantas mães alienam e poucos pais o fazem? A resposta é simples: Porque a Justiça é instrumental para mães alienadoras. A tradição, a cultura, favorecem a mulher. Por consequência, a Justiça favorece a mulher. Oitenta e cinco por cento das vezes, a guarda dos filhos é concedida para a mulher.

E quando uma mãe quer alienar o pai dos seus filhos, ela se prevalece de algumas vantagens. O contato mais próximo da criança com a mãe facilita que a mãe alienadora possa incutir medo, rejeição, ódio do pai na criança. Fora isso, uma poderosa ferramenta são as acusações caluniosas (falsas) de violência física, moral, ameaças e violência sexual que qualquer mãe pode manejar contra qualquer pai. As delegacias da mulher e a Justiça são instruídas a agirem em regime emergencial pela prioridade de garantir a proteção à mãe. Logo, o pai acusado é tratado, preventivamente, em princípio, de imediato, por presumida urgência, um criminoso. Imediatamente ele é afastado de casa e a Justiça e a Polícia trata o acusado como se culpado fosse.

Para alienar o pai dos seus filhos, uma mãe não precisa provar nada. Mas um pai alienado vai precisar provar na Justiça, que via de regra é favorável à mulher, que a mãe o está alienando dos filhos. Isso requer do pai um processo custoso em tempo e dinheiro, perante um Judiciário predisposto a crer na palavra da mulher e não na dele.

Outra ferramenta da alienadora é a pensão alimentícia. Se o pai fica desempregado, tem uma redução de renda, mesmo isso sendo comprovável, o pai pode usufruir do “privilégio” de ser preso de imediato. Preso ou não, os pais lidam com o senso comum social, compartilhado por muitos juízes, de que pai sem dinheiro, diferentemente de qualquer mãe (lembremo-nos, mãe ruim não existe), não tem direito de ver filho. Aliás, há que suspeitar. Será que ele não está de forma egoísta e desonesta escondendo dinheiro para uso próprio? Como confiar em homem? E veja, mesmo compartilhando a guarda dos filhos, uma advogada me assegurou que isso não pode ser motivo para pai não pagar!

Após muitas audiências, manifestações, articulações, humilhações, acusações, calúnias, escárnio e deboche, aplicação da Lei maria da Penha (que prevê a mera palavra da mulher como prova em acusações de ameaça e outras), prisão por acusação, espancamento, torturas e estupro na prisão de inocentes acusados pelas ex-esposas, suicídios, da criação de associações de pais avós, mães, juristas e políticos de esquerda e direita, mesmo durante o governo feminista do PT da então presidente Dilma Rousseff, foi sancionada a Lei nº 13.058, de 22 de dezembro de 2014, a Lei da Guarda Compartilhada, proposta pelo Deputado Arnaldo Farias de Sá (PTB-SP).

Mesmo assim, juízes e desembargadores dos Tribunais de Justiça (nos quais sempre há uma “Secretaria da Mulher” que os orienta a priorizarem os interesses e solicitações de mulheres nesses casos) negavam a guarda compartilhada com o argumento de que “não houve acordo” entre pai e mãe. Em outras palavras, a mãe não queria compartilhar a guarda. Ou simplesmente não cumpria a lei e não havia sanção contra ela. Ou, como afirmou um desembargador, para evitar o “filho mochileiro”, que estaria perdendo o parâmetro de onde é a sua casa porque tinha a casa do pai e da mãe.

Aos poucos porém, a Justiça foi pendendo pela guarda compartilhada e contra as acusações caluniosas. E mães alienadoras – bem poucas e mesmo assim, após um difícil processo judicial – começaram a perder a guarda.

Nos EUA, feministas conseguiram até hoje evitar a criação de uma lei de guarda compartilhada e contra a alienação parental de pais. Parte da estratégia foi uma campanha constante em que conseguiram rotularam de forma eficaz os pais que tentavam obter apoio de legisladores. Aproveitando as grande preocupação cultural que prioriza as mulheres, elas chamam esses esses pais alienados de “o lobby dos espancadores de mulheres” (wife beaters’ lobby). No Brasil, elas não foram tão eficientes e não impediram a criação da lei da guarda compartilhada. Logo elas teriam uma nova campanha e nem teriam que aparecer. Quem conhece a história das leis feministas sabe que sempre que a esquerda política não garante a vitória das piores campanhas feministas de ódio e calúnias contra os homens em geral, existe uma segunda linha de apoio, sempre disponível: a direita.

Algumas mães condenadas na Justiça por alienação parental se organizaram (recebendo apoio maior, mais crédulo e mais rápido) foram visitar parlamentares, juízes, et cetera… Para tentar reverter a Lei da Guarda Compartilhada. Um grupo dessas mães condenadas, evangélicas, contaram com o então senador Magno Malta sua assessora, a advogada e pastora evangélica Damares Alves.

Feministas e principalmente feministas radicais rapidamente aderiram a essa “luta”. Feministas radicais acreditam que todo homem é, via de regra, um pedófilo. Mulheres, jamais! E feministas se aproveita, como sempre, dos preconceitos já existentes que lhes favorecem. Na verdade, ninguém flexionava a palavra “pedófila” alguns anos atrás, no Brasil.

O argumento dessas mães é: E se a acusação não for falsa, apenas não tiver podido ser provada? E bastou isso, um velho argumento feminista para o refrão feminista:

“Eu acredito na mulher.”

Após a “Lei da GC” passar a ser reforçada pelo Judiciário, feministas na imprensa aplicaram o mesmo princípio que considerava a partilha da guarda dos filhos “mais uma violência contra as mulheres nessa sociedade machista” de uma nova forma: A guarda compartilhada era lei para favorecer pedófilos, estupradores dos próprios filhos.

A “lógica” é que uma mulher que acusa falsamente um homem de estupro de criança “não causa mal algum”. Mas e se for verdade e ela apenas não tiver prova?

Portanto, “Eu acredito na mulher.”

E os pais que foram presos e estuprados na prisão? Foram largamente ignorados pela imprensa e até hoje a maioria das pessoas sequer se dá conta deles. Aliás, antes da lei da guarda compartilhada, muitos Juízes já tinham uma solução “meio-termo” para o problema: Se não há provas, o pai não é condenado penalmente, mas também não vê mais o filho, como se pedófilo fosse. Ou só vê as crianças em visitas agendadas, local determinado, sob o olhar vigilante de um representante do Poder Judiciário. E o pai é proibido de falar publicamente a respeito porque – você pode se assustar, mas isso acontece normalmente – esses casos correm em Segredo de Justiça.

E nos casos em que a agressora emocional, física e sexual for a mulher? Ou quando a mãe não abusa, apenas permite e/ou promove o abuso sexual dos filhos feito por outra pessoa?

“Eu acredito na mulher.”

O desafio nesse festival de denúncias não é acreditar em mulher. O desafio é que é crianças merecem ser protegidas, seja de um homem, de uma mulher estranhos, seja de parentes ou progenitores coniventes com, ou praticantes de, crimes e violências diversas. E também o poder do Estado não mais seja ferramenta nas mãos de progenitoras criminosas e de Magnos Maltas e Damares Alves contra pais inocentes!

Damares diz ter sido, ela própria, vítima de abuso sexual violentíssimo durante a infância. O estuprador não foi o pai. Mas ambos os pais, Damares afirmando que a própria mãe com certeza sabia do que ocorria, acobertaram pedófilos cruéis que tinham conseguido a posição de pastores evangélicos e – sempre segundo ela – a estupravam. E agora, em vez de defender os inocentes sem importar o sexo, ela é mais uma disseminadora da doença de se pressupor monstruosidades em homens por serem homens.

O pastor Magno Malta, com sua então assessora Damares, quiseram começar a suposta cruzada nacional chamada “todos contra a pedofilia.” Mas algo deu errado. Com tanta imprensa envolvida, um pai inocente, por pressão do pastor Magno Malta e sua equipe, incluída aí Damares Alves, foi preso, torturado na prisão como estuprador da própria filha, ficou com sequelas e Magno Malta e levou Magno Malta à Justiça em processo ao qual o ex-senador hoje responde.

O site Século Diário foi o primeiro a noticiar (veja o vídeo clicando aqui). Houve grande repercussão. A imprensa de esquerda, naturalmente, ajudou a repercutir.

A mãe, esposa do acusado, diz que o Malta a pressionou a acusar o marido sob ameaça de que, se não o fizesse, ela também nunca mais veria a filha.

Quando foi para condenar sumariamente um pai como estuprador de sua filhinha, o “Eu acredito nas mulheres” foi suspenso.

Magno Malta não foi reeleito e, na disputa interna por um ministério do presidente Bolsonaro, ele também acabou não sendo contemplado.

No entanto, como disse Damares em seu discurso de posse:

Mas eu consegui. Yes!!!

E agora, o pretendido “Ministério da Família”, que se supunha o fim da “guerra dos sexos” da nova-velha esquerda do governo Bolsonaro se chama Ministério:

1º) da MULHER;

2º) da Família e

3º) dos Direitos Humanos.

Falemos o óbvio: nunca foi guerra dos sexos, a guerra era contra os homens, os meninos, à masculinidade. “Machismo”, “Patriarcado”, “Feminicídio”, “cultura do estupro”, sempre foram conversa pra boi dormir. E agora, com o que ficamos? Mulher é algo à parte, especial e prioritário demais para ser incluído em “Direitos Humanos”, com Damares. E posso apenas supor que os homens e pais, pressupostos pedófilos estupradores de crianças, não se encaixam exatamente sequer no terceiro item.

Por isso a declaração sobre alienação parental atinge todos os pais que há tempos sofrem com alienações, impedimentos e falsas acusações.

Damares diz que “meninos serão tratados como príncipes e meninas como princesas.” Imagino como uma ministra EM PRIMEIRO LUGAR DAS MULHERES, que citou dados e terminologia feminista como “feminicídio” crê que príncipes (ou estupradores em formação?) e princesas (vítimas perpétuas a ser sempre priorizadas) devem ser tratados desde cedo.

Por trás da cortina de fumaça “azul e rosa”, eu não acredito que uma luta “contra a pedofilia” tendo Damares como Ministra da República será nada além da mesma insanidade de intimidar mães, pais e servidores públicos para “encaixar” homens no papel de pedófilos a qualquer oportunidade, a qualquer denúncia, não importando a verdade. E fortalecer mães alienadoras sempre que elas quiserem.

Se a CPI dos maus tratos à criança buscava garantir a integridade física e psicológica da criança e do adolescente, como a violência que as mães cometem contra os próprios filhos, os abusos e os assassinatos?

Um ponto que mostra a negligência do estado na segurança da criança e do adolescente é que as denúncias feitas na justiça/conselho tutelar contra mães que negligenciam os filhos e que sofrem maus tratos são totalmente ignoradas. Na maioria dos casos onde o filho foi vítima da mãe, o conselho tutelar já teria sido acionado, o pai já teria pedido a guarda e outros familiares teriam tentado intervir na situação.

A justiça se mostra cega aos “erros maternos” tratando como doença psicológica da mãe e depressão qualquer ato contra a criança. Dando seguimento a um ciclo sem fim de violência contra o indefeso.

O comportamento de Damares não deixa dúvidas que a ministra irá tentar a todo custo revogar a única lei a única a garantir os direitos de pais e filhos em nome de uma ideologia cega de proteção a mulher até mesmo às custas da vida, segurança e sofrimento psicológico da criança.

O feminismo e o Pró Mulher conseguiu o seu objetivo, implantar o feminismo de direita maquiado pelo conservadorismo e religião. Com um ministério onde mulheres como Damares Alves são protagonistas implacáveis, os meninos, homens e pais poderão ser mais alvo de ódio institucional do que nunca, e com todo o entusiasmo de conservadores de direita iludidos de que a família está sendo priorizada. Não há família capaz de se manter quando os pais são pressupostos espancadores, “feminicidas”, estupradores e pedófilos.

Como podemos ser tão ingênuos na suposta “boa intenção” e vontade, tantas vezes facilmente levada à histeria, de priorizar e acreditar em mulher! Pulamos de feminismo de esquerda para um feminismo de direita!

Ao mesmo tempo, dois jornais noticiaram recentemente que Damares poderia sair do seu Ministério.

O motivo não é sua misandria e autoginolatria, claro. É o seu histrionismo: Ela sempre vai “causar.” Se alguém se opuser, ela vai chorar. E “causar” mais ainda. E políticos como Bolsonaro têm contra si uma oposição enorme, selvagem, a todo custo, que prefere ver o país na miséria do que o sucesso do atual presidente. Em tempos de internet, Bolsonaro precisa que menos polêmica, e mais dos seus sucessos, viralizem na internet e vençam a porta de aço da oposição na grande mídia que continuará tentando retratá-lo apenas da pior forma possível.

Ou seja, Damares – ou como alguns passaram a chamar ironicamente, “Dilmares” e suas “causadas” desequilibradas são capazes de causar divisão no governo e nos eleitores. Ela consegue ser um braço do pior feminismo coletivista dentro da direita conservadora. E um perigo não só para os pais, homens, meninos e meninas, como para as famílias, a direita, os conservadores, o governo Bolsonaro e o país.

Ponto para Darwin, menos um para Damares.

Solenidade de apresentação da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, e dos secretários da Pasta.

Coescrito com Aldir Gracindo.
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil.

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