Networking: Construindo a androsfera

Nota editorial: Embora o seguinte artigo contenha descrições elementares de ativismo com que ativistas de direitos dos homens conhecem bem, elas estão oferecidas com atenção aos que possam ser mais novos no movimento. – Eds.

Introdução

Durante as últimas semanas, estive ansioso para fazer um artigo sobre estratégia para a luta por direitos dos homens. Como defensores por homens, estamos definitivamente lutando duramente. Eu vou continuamente nos defender nessa frente. A crença de que nós não estamos tentando fazer nada pelos homens é uma conhecida falsa noção usada para silenciar a discussão sobre questões masculinas. Porém, o problema não é referente ao esforço, mas as linhas de ação. O grande ponto do ativismo não é trabalhar duro, mas trabalhar inteligentemente.

Neste artigo, vou dar aos leitores alguma assessoria sobre procedimentos que nós podemos empreender para assegurar mais sucesso. Porque a única coisa que misandristas odeiam mais que um defensor dos homens é um defensor dos homens bem-sucedido. Em outros artigos, eu normalmente falo a partir da perspectiva de direitos humanos. Neste artigo, estou enfatizando mais a virtude individual. Aponto formas em que o movimento dos homens pode melhorar para assegurar futuro sucesso. Seria insincero fazer artigos de queixas sobre as dificuldades dos homens sem dar algumas soluções.

Quero que você perceba que isso é puramente experimental. Não é a única resposta aos nossos problemas – visto que não há resposta simples. Tenho certeza que outras pessoas têm outras estratégias. Mas eu penso que nós deveríamos experimentar esta se não a tentamos antes. Então, sem mais delongas, vamos ao assunto.

Onde você está?

Comecemos com algo simples – mídias sociais. Nesta era de mídias sociais, nós temos a capacidade de publicar nossa mensagem (link para artigo ainda não traduzido) para outras pessoas. E nós precisamos capitalizar com a situação.

Construindo nosso status: Pelas minhas observações, as pessoas ficam incrivelmente amedrontadas sempre que nós respondemos às suas difamações preguiçosas dos ativistas dos direitos dos homens (ADH). Se as suas visões são desafiadas, não vão ter a liberdade de serem intelectualmente preguiçosos. E também tenderão menos a assediar as pessoas, onde quer que eles saibam que a pessoa tem uma base forte que vai as apoie. Então, nós temos que encontrar uns aos outros no Facebook (Aldir Gracindo (o link original para o perfil de Xavier estava quebrado, foi substituído pelo do Aldir, editor do AVFM em português), Twitter (https://twitter.com/DHHomens) e outras redes. Nós precisamos nos unir às páginas uns dos outros, curtir e compartilhar os tuites uns dos outros, linkar uns aos outros em postagens e recomendar artigos informativos sobre questões masculinas. Nós temos que nos tornar aquela base forte que protege nossos colegas ADH contra a difamação preguiçosas.

Hashtags: Há múltiplas hashtags, incluindo #MensRights#misandry, e #ViolenceAgainstMen (#Direitos dos homens, #Misandria, #ViolênciaContraOsHomens, et cetera, é bom procurar para adicionar postagens a essas hashtags em português). Sempre que eu procuro na internet, eu não encontro contas de ADHs falando em benefício de questões masculinas. Eu sempre encontro feministas e anti ADHs se apropriando das hashtags para dizer a todo mundo que parem de falar sobre direitos dos homens. Se essa é a primeira coisa que alguém vê quando clicam na hashtag, elas então tendem menos a levar o inteiro conceito seriamente. Sempre que nós digitamos algo informal sobre injustiças contra os homens, não faria mal adicionar hashtags aos nossos tuítes, ao menos de vez em quando. É hora de nós tomarmos nossas hashtags de volta. É hora de reclamá-las como nossas.

Dia Internacional do Homem: 19 de novembro de todo ano é Dia Internacional do Homem. Ano passado, nós fizemos um excelente trabalho em ter o dia despontando nas tendências “Trends, trending.” Feministas surtaram. Aquilo foi definitivamente um progresso. Nós precisamos continuar a construir sobre esse progresso. Precisamos estar prontos novamente este ano. Nós precisamos continuar a lembrar a todos, antecipadamente, sobre isso. Eventualmente, grandes quantidades de pessoas estarão cientes da existência do dia.

Eu entendo: Tudo isso pode parecer nada no papel, devido à sua natureza simplista. Mas eu lhes asseguro, é muito efetivo. Quanto mais fortes nós somos na mídia social, mais fácil será ter a nossa mensagem no mundo. Eu sou normalmente muito mente aberta. Porém, vejo o uso das mídias sociais como uma forma relativamente fácil de ação para se realizar. Dito isso, seria quase imperdoável se nós não pudéssemos fazer algo tão simples quanto isso – ao menos uma vez por semana. De fato, após ler este artigo, eu gostaria de ver todos experimentando essas coisas assim que chegarem nas mídias sociais. É elementar e também urgente.

Literatura masculina

Literatura e ativismo andam lado a lado. A melhor forma de promover uma causa é usar nossas habilidades literárias para promover nossos objetivos. Retórica e narrativas não podem se manter só pela oralidade. Elas se mantêm devido a documentação e descrições vívidas. Literatura ajudará a cimentar nosso legado.

Como escrever: A forma como escolhemos escrever é, pode-se dizer, o ângulo mais importante do nosso movimento. Duvida? Pense no seguinte. Quando feministas difamam o nosso movimento, para onde elas apontam? Nossos artigos. Elas tentam tirar nossos artigos de contexto e usá-los como evidência de que nosso movimento é coisa ruim. É por isso que escrever nossos artigos precisa ser uma das nossas principais prioridades.

Eu sou culpado de negligência em minhas tarefas escritas. Eu preciso fazer um esforço para chegar a um novo nível – assim como todos nós. Nós precisamos começar a escrever mais artigos quando temos a oportunidade. Mas temos que ter certeza de estar escrevendo artigos de qualidade. Nossa escrita deveria ser focada na misandria, na racionalização por trás dela e como isso afeta as vidas dos homens. Sei que esses feitos serão um pouco mais difíceis. Mas os leitores precisam saber que nós estamos dando aos artigos nosso melhor esforço.

Compartilhamento de artigos: Isso, de certa forma, nos retorna à situação das mídias sociais. Sempre que nós falamos sobre questões masculinas, nós precisamos ter as fontes para fundamentá-lo. Nós podemos compartilhar artigos escritos por A Voice for Men ou quaisquer outros sites que apoiem nossa agenda.

Mantenha um registro: Isso é estranho. Eu não entendo por que nós não mantemos um amplo registro das nossas realizações. Para ser claro, nós deveríamos estar lutando por ganhos morais, não elogios. Porém, não há nada errado em manter registro das nossas vitórias. Todo movimento faz isso. Eu tenho somente conseguido encontrar um punhado de fontes que mantém essas vitórias anotadas. Isso é algo que precisa mudar.

Se você está ajudando pais com casos de varas de família, nós precisamos saber disso. Quando o sistema educacional escuta nosso movimento e muda políticas na escola, o mundo deveria saber disso. Nós temos que criar instâncias e manter nossos registros claros para todos verem. Porque um dos maiores argumentos contra o movimento dos direitos dos homens é que “eles não fazem nada pelos homens.” Bem, é a nossa hora de provar que estão errados. Nós precisamos manter registro dos nossos boicotes, protestos, palestras, encontros políticos, processos judiciais, etc. E se nós somos sucedidos nos nossos esforços, vamos precisar de fontes para nos fundamentar.

Política

Eu não sei vocês, mas eu sou um homem de ação. Se nós nos sentamos aqui e falamos somente entre nós, isso não é ativismo – é mais como beber no bar. A proposta da literatura e mídias sociais é poder atrair todos para a causa. Mas nós não podemos ficar chovendo no molhado. Nós precisamos avançar. E isso é porque nós precisamos de mais ação política.

Entre em contato: Creia ou não, política local é tão importante quanto política federal (se não mais). De tempos em tempos, eu tentarei tentando ter um encontro com meus políticos locais. Seja um vereador, conselho municipal ou prefeito. Isso é um processo bem simples. Tão simples que eu me surpreendo que mais pessoas não estejam fazendo isso. O simples ato de mais ADHs falarem com políticos pode trazer um impacto. Isso mostraria aos cidadãos em cargos mais altos que nós temos uma voz e que nós falaremos sobre direitos dos homens abertamente.

Pressão política: Uma das coisas mais inteligentes que os ADHs fizeram foram processos judiciais – parabéns à National Coalition for Men (organização estadunidense de ADHs). A capacidade de processar judicialmente amedronta muitas empresas e empregados governamentais. Processos judiciais são uma porção chave do sucesso dos ADHs. É onde nós temos conseguido a maior parte das nossas conquistas. Precisamos avançar nisso.

Eu gostaria de nos ver lutar contra empresas que patrocinam mensagens misândricas. Nós deveríamos boicotar produtos. O que eu quero dizer com isso? Não apenas se recuse a comprar os produtos. Gaste dinheiro com os concorrentes. Se recusar a comprar barbeadores Gillette pode atrair a atenção da empresa. Mas investir dinheiro em empresas de barbeadores, certamente vai amedronta-los. Você tem que deixar que a empresa saiba que eles não vão ter o seu dinheiro se eles não se importam sobre os clientes para os quais eles vendem.

No que tange a políticos, estamos em uma situação precária. Não há partido político – exceto o Justice for Men & Boys – lutando por questões masculinas. Nós, como eleitores, podemos ameaçar não votar. Como ativistas, devemos continuar a processar judicialmente como temos feito. Podemos também auxiliar outras pessoas a fazer processos judiciais. Nós temos já as bases legais e constitucionais. A única coisa que nós estaríamos perdendo é a motivação para fazer acontecer.

Conclusão

Este artigo não é como os que eu normalmente escrevo. Meus outros artigos são, normalmente, mais informais ou opinativos. Este artigo, por outro lado, é mais um chamado à ação. Como escritor, eu gosto muito de apontar injustiças. Porém, eu também sou uma pessoa de ação. Eu gosto de conseguir ver resultados. É nosso trabalho chamar uns aos outros à responsabilidade. Tudo que eu apontei na parte sobre mídias sociais deveria ser feito ao menos uma vez na semana. Tudo mais é mais complexo e deveria ser feito quando você tiver tempo e dinheiro. O ponto é que nós temos que começar a fazer, não só falar. De outra forma, isso tudo significa nada.

Quando você se torna um ativista, você vai ter reações e difamação indevida por falar. Você vai ser ameaçado, “desconvidado”, escarnecido, assediado, “doxxed” (“Doxxing” é a prática de descobrir informações pessoais como nome, endereço, local de trabalho e publicar, de forma que surja um potencial risco à segurança da pessoa). Por que passar por tudo isso por nada? Você quer falar ainda nessa geração, se permitindo saber que o que você passou valeu a pena. Então, vamos fazer o melhor disso. Porque, juntos, somos muito mais poderosos do que pensamos. Juntos podemos conseguir mais do que pensamos. É hora de ir além do sonho por uma vida melhor. É hora de começar a criar uma vida melhor.

Artigo primeiramente postado no A Voice for Men em inglês.
Tradução: Aldir Gracindo.

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