Jornalismo insano, Mad Max feminista e nossa cara de preocupação

Com a estreia do filme Mad Max: Estrada da Fúria na última quinta-feira, começou uma multiplicação de ecos de uma notícia falsa pela internet. Segundo O Globo, o filme:

(…) despertou a revolta dos ativistas pelos direitos dos homens. Um grupo americano alega que homens “estão sendo enganados” ao serem atraídos para os cinemas pelas sequências de ação, mas, ao chegarem lá, se depararem com uma “propaganda feminista”. Por isso, os ativistas pediram um boicote ao filme e acusaram Hollywood de tentar “minar a masculinidade tradicional”.

Feministxs de redação em outros meios foram além “Ativistas pelo machismo promovem boicote”, diz “umx” na redação do UOL. “Machistas”, disse “outrx” na redação no Msn de Portugal e Pedro Titto no Yahoo. Bruno Carmelo no “adorocinema.com” foi um dos mais divertidos, projetando sua doença mental sobre os que não compartilham dela: “Esses ativistas insanos”, “A grande maioria dos filmes de ação têm homens em posições principais, deixando as mulheres em papéis secundários (…) “pretendem manter seus privilégios e desigualdades sociais.” Et Cetera et Cetera.

Em vez de gastar muito tempo e letra com um punhado de grãos de areia na praia de “insanidade” com que esses ativistas doentinhos infectam e matam o (outrora) jornalismo todos os dias, vou começar do começo para mostrar dois itens que se combinam: a incompetência e a desonestidade desses antiprofissionais.

Primeiro, não fomos nós a dizer que o filme é uma propaganda feminista

Não fomos nós que dissemos que o filme tinha “product placement”, ou colocação de produto, ou marketing indireto, de ideologia feminista, e sobre “roubar o protagonismo” (sorrio ironicamente aqui, mas sem mais surpresa diante a hipocrisia profunda e inevitável nos fanáticos) do Mad Max. Foi a articulista feminista Eliana Dockterman, na revista Time:

Eis aqui uma surpresa: Tom Hardy, que interpreta o Mad Max, não é a estrela de Mad Max: Estrada da Fúria. É Charlize Theron. Quer uma surpresa ainda maior? A autora de Monólogos da Vagina Eve Ensler foi consultora do que se tornou um filme muito feminista. (grifo nosso)

Eliana prossegue:

No filme de ação, um governante maligno se ira quando descobre que a personagem de Charlize Theron.  Furiosa ajudou suas escravas sexuais a escaparem dele. Elas deixam a mensagem: “Mulheres não são coisas.” Furiosa encontra Max na estrada e eles se unem na busca por uma terra prometida matriarcal, com os malvados raivosamente em sua perseguição. Theron, não Hardy, que lidera o ataque; ela também faz a maior parte das cenas de luta.

Pois é, “terra prometida matriarcal”. É bem o tipo de utopia da famosa “igualdade” feminista ou não é?

Segundo, nós não convocamos boicote.

Foi o estadunidense Aaron Clarey, num artigo postado por um site que é muitas coisas, inclusive anti Ativistas por Direitos Humanos dos Homens e Meninos. Ele falou a respeito em seu canal no youtube:

Quem lançou a desinformação foi outra feminista, Lorena O’neil, que escreve para o Hollywood Reporter e CNN. A partir daí, outros jornalistas ativistas papagaiaram a falsidade pelo mundo afora, chegando até nós.

O site RoK é “para homens heterossexuais e masculinos” que não existe para “comentários de mulheres e homossexuais”,  onde se encontram admiradores de Vladimir Putin de torso nu (Com licença pela minha ironia). Às vezes, publicamos alguma crítica e/ou deboche deles e eles de nós. Para quem não sabe, Ativistas por Direitos Humanos dos Homens e Meninos não teriam essas restrições.

Por outro lado, o AVFM não faz policiamento Politicamente Correto. Aaron Clarey pode opinar o que quiser. Igualmente, quem quiser pode ter sites só para conservadores, só para homens, só para mulheres, só para gays, lésbicas, canhotos ou torcedores do Benfica.

A “polêmica” entre nós… Também nunca aconteceu. Há vários filmes norteamericanos passando mensagem feminista, além de novelas brasileiras, propagandas, jornalismo marrom e políticos oportunistas, com ou até sem a consultoria declarada de uma “especialista” como Eve Ensler. Nós apontamos distorções nisso há décadas e existe bastante literatura analisando as distorções disso, como a ótima trilogia de Nathanson e Young.

A diferença agora foram principalmente os jornalistas “guerrilheiros” socioculturais que apontarem para isso como se fosse uma teoria da conspiração, dando esse bonito tiro de culatra.

Sobre o filme, alguns gostaram, alguns não vão ver, alguns ficaram curiosos com tanto estardalhaço. Eu não culparia um aficionado do personagem Super-Homem por não gostar de ver um filme da franquia transformado em propaganda ideológica ou colocando Gandalf como grande protagonista. Você vai ver, não vai, ou já viu o filme? Sua opinião é bem-vindanos comentários.

Agradecemos à provocação do Clarey e aos jornalistas engajados, ideologizados e incompetentes e/ou desonestos, dos EUA e daqui pela propaganda gratuita. Poderá nos ajudar a tratar de assuntos realmente importantes envolvendo nossos meninos, adultos e idosos homens, como discriminação judicial de família e penal, e política, saúde, expectativa de vida, suicídios e muitos outros.

Abraço forte,

Aldir.

7 thoughts on “Jornalismo insano, Mad Max feminista e nossa cara de preocupação”

  1. Willian Oliveira

    Numa entrevista com alguns do elenco do filme feita no programa the noite do sbt, o entrevistador disse que há muito poder feminino no filme e algumas das entrevistadas disse que sim e que acredita aquilo ser o futuro (acho que ela se referiu as mulheres: que elas serão daquela maneira, aquela coisa female power). Perdi completamente a vontade de ver o filme. O feminismo é uma doença que infectou tudo, e não acho pouca coisa o mesmo ser propagado em filmes, séries, novelas; pois é um ótimo meio de alienação.

      1. Lorran S. Tamborzam

        Li o seu texto e não me convenceu de pagar pra assistir o filme, pois agora que você contou a história vi que trocou feminismo ginocêntrico por patriarcado ginocêntrico.

        Pelo que você descreveu o filme ainda é feminista, mas um feminismo híbrido, mais hostil aos homens, que é o feminismo com cavalheirismo, onde as mulheres são poderosas, valentes e podem tudo, mas os homens ainda devem se sacrificar pra salvar a vida delas. Vemos isso em algum lugar hoje né?
        Um cara (Nux) morreu pra salvar mulheres, mesmo sendo maltratado por elas. Isso é ginocentrismo. Eu não apoio isso, pois não acho que a vida dos homens tenha menos valor do que as mulheres e que os homens como um coletivo devam alguma coisa a elas.

        Quem fez o filme quer encher os bolsos, não irei contribuir com quem, eficiente ou não, tentou expandir o feminismo e a aceitação do sacrifício masculino.

        1. Marcus Valerio XR

          É por isso que insisto que se veja o filme antes de criticar, pois é impossível ter uma opinião justa ou mesmo minimamente correta do mesmo baseando-se apenas na opinião alheia.

          Por exemplo, de onde tiraste que Nux foi maltratado pelas mulheres? Pelo contrário! E também pensei ter deixado claro que as mulheres teriam sido trucidadas sem a ajuda dos homens. Ou seja, não são “poderosas, valentes e podem tudo” como você desinterpretou mais uma vez sem qualquer fundamento. Pelo contrário.

          O que eu disse foi que o filme é sim uma Apologia Feminista, só que é “tão bem construído que acaba passando não apenas a auto imagem que o Feminismo gosta de ostentar, mas inevitavelmente também passa toda a sua hipocrisia e contradição”.

          E o Patriarcado SEMPRE FOI Ginocêntrico, pois sem isso a humanidade não teria chegado onde chegou. A questão é haver reconhecimento disso e uma compreensão da interdependência dos papéis de gênero, exatamente o contrário do que o Feminismo faz.

          1. Lorran S. Tamborzam

            Primeiramente desculpe por interpretar mal seu texto, esse seu comentário faz sentido e me explicou melhor.
            Pois bem, o filme é tão bem construido que exibe até a hipocrisia do feminismo, mas isso não quer dizer muita coisa na minha opinião. O filme mostra tudo que o feminismo dá mídia prega, com programas como whiteribbon e heforshe, onde a mensagem é: Que o feminismo não desestimule os homens a exercerem com eficiência e sacrifício os seus papéis de gênero, inclusive o de protetor (“Nunca tolerar ou permanecer em silêncio sobre a violência contra as mulheres e meninas”- White Ribbon)
            Isso é feminismo sim, apesar de contraditório. Não é justo, é hipócrita, mas é tudo que elxs querem!

            E sobre o filme eu não vou ao cinema pagar pra assistir, assim como Bombril não entra na minha casinha, eu não vou ajudar as atividades lucrativas que apoiam um movimento misândrico.
            Se eu quiser ver o filme eu pego nos sete mares, mas acho que nem assim vou assistir.

  2. Maquiavel: Monsieur du safadôn

    É uma pena esse jornalismo atual. Só temos a lamentar tanta incompetência.

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