Dia Internacional do Homem: Saudações do Movimento pelos Direitos dos Homens

Eu gostaria de fazer algumas observações sobre o Dia Internacional do Homem (DIH, ou International Men’s Day, ou IMD, em inglês). Eu espero que isso coloque o evento em seu devido contexto como uma iniciativa de Direitos dos Homens. Durante o processo de elaborar esses pontos, eu pretendo queimar certas pessoas – abençoadas sejam suas pobres almas.

Como um dos cinco membros da Comissão de Coordenação do Dia Internacional do homem, juntamente com minha função de Coordenador Global de Promoção do Dia Internacional do Homem e autor do o único livro sobre a história e propósito do Dia Internacional do Homem, eu me sinto em posição de fazer alguns apontamentos sobre a ocasião.

O Dia Internacional do Homem foi primeiro celebrado como pelo Ativista por Direitos dos Homens Thomas Oaster, na cidade do Kansas, no Missouri, EUA, em 1992. Ele é o fundador.

Após um período silencioso em que o Dia Internacional do Homem foi celebrado por apenas uns poucos e pequenos grupos internacionais, o Dr. Jerome Teelucksingh, de Trinidad e Tobago, reviveu o evento em 1999 e o mundo começou a celebrá-lo cada vez mais desde então.

Com o crescente sucesso do dia, foi inevitável que ideólogos de todos os tipos quereriam explorar a ocasião para promover qualquer tipo de charlatanice que eles quisessem vender. A despeito do fato de o DIH ser uma iniciativa do movimento pelos Direitos dos Homens, seguem alguns dos usurpadores previsíveis que tentaram explorar a ocasião.

O Dia Internacional do Homem é dedicado às mulheres?

Os primeiros vieram da brigada do “tudo tem que ser para as mulheres”. Esse tipo de golpista quer te convencer que o DIH deve ser renomeado de “Dia Internacional dos Homens pelas Mulheres.” Há uma minoria de grupos, por exemplo, que celebram o DIH como o dia de os homens mostrarem gestos de cavalheirismo para com mulheres.

Um dos mais memoráveis exemplos foi orquestrado pela Fawcett Society em 2011, que organizou um evento de DIH para atrair a atenção para cortes de orçamento que eles dizem que afetava as mulheres. O slogan desse evento foi: “Não regrida no tempo”, referindo-se ao avanço do poder das mulheres e os homens foram convidados a fazer disso o tema central das celebrações do Dia Internacional do Homem.

Aqueles promovendo o DIHpelasMulheres escolhem qualquer entre uma variedade de reclamações femininas e requerem aos homens para supri-las no DIH. Para dar um exemplo atual, este ano já houve um rumor de que o grupo irlandês Sinn Féin tentará redirecionar as celebrações do DIH para a campanha HeForShe.

Felizmente, tais alternativas não são (ainda) tão comuns na ocasião do DIH e nós esperamos que isso continue sendo o caso por muito tempo ainda.

DIH para golpistas?

Cuidado com os golpistas tentando explorar o Dia Internacional do Homem por falso prestígio e dinheiro. Warwick Marsh, residente na Austrália, notório cristão homofóbico e trapaceiro, é um grande exemplo de pessoa que tenta explorar um evento público.

Tendo se apropriado do domínio “internationalmensday.com” e o preenchido com o que eu escrevi sobre o DIH (sem atribuir a autoria), ele faz as seguintes alegações fraudulentas em seu website que dariam inveja a um vendedor mentiroso de carros usados. Seu sítio na internet é vendido como

Uma organização beneficente de prevenção de sofrimento

Que enorme piada! Não há nada nesse site, um portal que promove noções tradicionalistas de masculinidade conservadora, que previna o sofrimento, exceto apelos ocasionais sobre crianças sem pai. O “sofrimento”, “dano” ou “dor” que mais o preocupam são os danos à visão dele dos papéis tradicionalistas.

Ele em seguida alega que seu site é:

A força propulsora global e organização beneficente coordenadora para o Dia Internacional do Homem.

Isso é 100% mentira. Ninguém de substancial importância na comunidade do Dia Internacional do Homem apoia seu esforço como liderança no levantamento de recursos financeiros para o DIH. De fato, praticamente todos veem que isso é uma tentativa para ganhar alguma notoriedade e potencialmente receber dinheiro de doadores mediante fraude.

Marsh também faz uma afirmação absurdamente falsa de que ele, com seu site,

tem a honra de trabalhar com o fundador do Dia Internacional do Homem, Dr. Jerome Teelucksingh.

Essa declaração faz um apelo fraudulento à autoridade por reclamar uma relação completamente falsa com um dos pioneiros do DIH. Eu sei, em primeira mão, do próprio Dr. Teelucksingh que não há essa parceria de trabalho – na verdade, é o contrário. Além disso, o Dr. Teelucksingh já solicitou, até agora sem sucesso, que Marsh remova suas declarações falsas de seu site.

Marsh também diz que seu site é a força motriz digital por trás do DIH, outra falsidade. Há vários sites estabelecidos antes do dele, inclusive o meu próprio, a inserção na Wikipédia sobre o DIH, um site do próprio Dr. Teelucksingh e numerosos outros sites do DIH. Houve antes e ainda há hoje. A afirmação de que aquele site pessoal dele é “a principal força por trás do Dia Internacional do homem” é enganosa. O Dia Internacional do homem é um evento descentralizado realizado por pessoas que trabalham duramente e Marsh não é uma delas.

O que Marsh não diz ao leitor é que a comunidade mundial do DIH se afastou dele por ele ser um oportunista embusteiro, homofóbico e narcisista.

Outros como Marsh se aproximaram de mim ao longo dos anos, interessados em fazer dinheiro com o evento – e somente fazer dinheiro com isso. Certo indivíduo europeu, por exemplo, comprou um dos domínios chave para o DIH e, após criar um site com um tráfego razoável, me ofereceu sua venda por US$ 50.000,00. Como sempre com oportunistas, eu declinei da oferta, de forma deselegante como eu bem soube fazer.

DIH para tradicional-ginocêntricos?

Durante os anos promovendo o DIH, eu ocasionalmente tive que participar de comissões e fui obrigado a trabalhar com tradicional-ginocêntricos, ou tradgins.” É frustrante considero trabalhar com essas pessoas, particularmente com os que promovem cavalheirismo e sacrifício dos homens em benefício de mulheres.

Não que eu queira ficar apontando para Warwick Marsh (bom, na verdade eu quero), ele dá um bom exemplo desse tipo de problema com sua ênfase na “masculinidade”, “valores tradicionais”, “cavalheirismo”, “honra” e “sacrifícios masculinos”. Na sua página inicial do seu site, recebemos sua versão de assim chamada “masculinidade”:

A capacidade de sacrificar suas necessidades pelos outros é fundamental para a masculinidade, assim como é a honra. Os ritos de passagem da Masculinidade por todo o mundo reconhecem a importância do sacrifício no desenvolvimento da Masculinidade. Os homens fazem sacrifícios diariamente em seus locais de trabalho e em seus papéis como maridos e pais por suas famílias, seus amigos, por suas comunidades e por suas nações.

Não é só aí que ele aponta que o tema para o DIH é “Honra e Sacrifício”, uma oportunidade de comemorar o que homens, filhos, pais e avós, no passado e no presente, fizeram de sacrifícios por suas famílias, comunidades e nação.

Assim como Marsh, uma minoria significativa de homens e mulheres que promovem o DIH têm essa visão de que esse evento deveria ser para levantar a bandeira dos valores “tradgin” da descartabilidade masculina.

Os verdadeiros

Os herdeiros por direito dessa tradição são aqueles dentro do Movimento por Direitos Humanos dos Homens que defendem a dignidade e liberdades dos homens e meninos, não aqueles que promovem feminismo, tradicionalismo, cavalheirismo, religião, descartabilidade masculina, nem charlatões sem busca de status e dinheiro. É por isso que eu não hesito em indicar aos leitores o Site Mundial do Dia Interacional do Homem original e a Página do DIH no Facebook criada pelo AVFM para mostrar de que se trata o Dia Internacional do Homem. Esse DIH, vamos todos nos lembrar de que o DIH começou como uma iniciativa de Direitos dos Homens e nós temos todo o direito de continuar promovendo como um meio de falar sobre as questões que dizem respeito aos Direitos dos Homens e Meninos.

Originalmente publicado no AVfM.
Tradução: Aldir Gracindo.

Nota editorial: As referências indevidas ao site não oficial sobre o Dia Internacional do Homem serão retiradas do AVfM Brasil, juntamente com a promoção de autossacrifícios masculinos (descartabilidade dos homens e meninos). Vamos rechaçar e combater qualquer tipo de corrupção e apropriação dos objetivos e valores do MDHM. Como Coordenador brasileiro autorizado pelo Dr. Teelucksingh, criei a página do DIH no Facebook. Vamos solicitar à administração do site a retirada das páginas em português que não estiverem comprometidas com os princípios do DIH. 
– Aldir.

1 thought on “Dia Internacional do Homem: Saudações do Movimento pelos Direitos dos Homens”

  1. Vi uma notícia:
    http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/11/julien-blanc-diz-tv-que-nao-quis-ofender-com-tecnicas-de-paquera.html
    a respeito de um rapaz que ensina homens (idiotas na minha opinião) a
    pegar a mulherada. O rapaz pelo visto é um pegador, tiraram fotos do
    mesmo com algumas mulheres e em algumas dessas fotos ele estava com as
    mãos no pescoço das mulheres. Disseram que aquilo era intimidação e
    violência contra as mulheres. As feministas conseguiram fazer com que o
    rapaz pedisse desculpas pela TV e arruinar, pelo menos por enquanto, o
    seu trabalho, pois outros países recusaram suas palestras por conta
    dessas feministas. E é aí que eu vejo o poder que as feministas possuem e
    o quão protegidas são as mulheres, é algo surpreendente.

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