A irônica ironia da misandria irônica

Paul Elam falou recentemente no programa Manstream Media sobre até onde vão as feministas a fim de silenciar homens que possam falar de seus próprios problemas. “Misandria Irônica”, isto é, Misandria Aprovada pelo Feminismo®, é uma dessas táticas.

Esta “misandria irônica” é realmente apenas repugnância em um patético disfarce falso. É quase como uma garota do primário falar mentiras flagrantes, mas então requerer imunidade a punições porque estava com os dedos cruzados nas costas. Misandria é odiosa por definição, mas quando a intolerância é apontada pelo que ela é, surge do nada a palavra “ironia” para dar-lhe uma veste respeitável.

No Slate, Amanda Hess começa a ironia numa peça intitulada “The rise of the ironic man-hater”.

“Misandria” – literalmente, ódio por homens – é uma acusação que tem sido lançada contra feministas desde a alvorada do movimento das mulheres: ao empoderar mulheres, argumentam os críticos, feministas de fato estão oprimindo os homens.

Então, para os difíceis de pensamento: mulheres estão tentando libertar-se da opressão dos homens. Os homens, não vendo a igualdade como coisa tão boa assim, estão sendo apenas bebês chorões e alegado “misandria” onde obviamente não há. As alegações de misandria são, portanto, mais um exemplo de misoginia.

Agora que ela estabeleceu que feministas de fato não odeiam (isto já é ironia), Hess nos dá alguns exemplos da comédia.

Agora, feministas estão ironicamente adotando o rótulo de odiadoras de homem: a misândrica irônica dá um gole de uma caneca com os dizeres “MALE TEARS”, gelam seus bolos com a frase “MORTE AOS HOMENS”, e afixa pinos de coraçõezinhos escritos “MISANDRIA” na lapela.

Hess argumenta que sua ardente compreensão deste último modismo é apenas para mostrar o quão ridículo é acusar uma feminista de misandria.

Sarah Begley, da Time, porém está preocupada que esta misandria irônica pode … espere por essa … dar uma má reputação ao feminismo. Isso não é irônico? Para impedir o dano à marca registrada, ela insiste que tudo é apenas brincadeira. De fato, insiste até demais.

Quando feministas brincam que são misândricas, elas estão usando a noção popular errônea que elas odeiam homens. Elas usam isso para satirizar as mulheres que dizem que não são feministas porque amam homens. É uma piada interna.

Ao longo do texto, Begley continua com essas asserções, porque, óbvio, feministas não odeiam, certo? Afinal é tudo acerca de igualdade, certo?

Errado, diz Dayna Evans ao Gawker. Ela começa seu texto dizendo como quer continuá-lo:

*Aviso*: Odeio homens. Não leia se você gosta de homens.

Esta é mais uma rodada do estratagema dos dedos cruzados. Ela declarou seu ódio e deu seu alerta, logo toda sua responsabilidade simplesmente evapora. Evans concorda com Beagley até certo ponto. Beagley diz:

O que feministas de fato odeiam é o patriarcado – a teia de instituições que sistematicamente oprime as mulheres.

Mas Evans então aponta:

Nós podemos odiar o patriarcado, mas ele não precisa ser mantido por alguém?

Com esta lógica, Evans argumenta que está justificada em seu ódio aos homens. Novamente voltamos ao jardim de infância: “Foi ele que começou”.

Surpreendentemente, Begley faz algo meio que um ponto válido.

Mas inerente à palavra “misandria” está o ódio. E inerentes às frases como “banir os homens” e “lágrimas de homem” são a crueldade e violência. Se um homem vestisse uma camisa escrito “misógino”, mesmo que ele fosse um franco feminista, vestindo-a ironicamente, isso não seria engraçado. Seria equivocado.

“Equivocado” é apenas leve ironia. O que é verdade é que toda feminista mencionada até aqui estaria berrando loucamente, apontando isso como irrefutável evidência de um patriarcado e de misoginia sistêmica.

Evan responde ao ponto de Begley:

Um ponto interessante. Mas Begley falha em notar que homens vinham vestindo camisetas misóginas desde que há homens vestindo camisetas no planeta. Simplificando, cada camiseta que um homem veste é, de fato, misógina, esteja ela arrojadamente estampada com tal texto ou não.

Parece que respirar também é misógino. Mas Evans está perdendo o ponto de cultivar homens como aliados?

Mulheres perdem aliados ao alienar tais homens que não estão na brincadeirinha? Talvez. Vale a pena perder tais homens? Provavelmente.

Podemos apenas especular que quando ela diz “talvez” e “provavelmente” está sendo apenas irônica. Não creio que ela de fato queira qualquer um de nós em seu time.

Mas, no caso de você estar preocupado, homens não precisam perder ação misândrica. Para o Salon, Haley Krischer nos mostra que os homens, ou ao menos alguns deles, podem pegar seus pompons misândricos irônicos e torcer da arquibancada.

Homens entendem isso. Isto inclui meu marido, que, quando lhe disse que estava escrevendo esta história, disse “é, homens são imbecis”. Isto não faz dele um odiador de homens, isto apenas faz dele um homem que entende os problemas que homens podem causar.

Talvez, se dissermos “Homens são imbecis” bem alto, e realmente, realmente, realmente mesmo quisermos dizer isto, Krischer poderia persuadir Evans a reduzir seu ódio só um pouquinho.

Está vendo? Já estou por dentro da programação irônica.

Claro, para Krischer, a misandria pode ser divertida porque não é bem o equivalente masculino da misoginia. Isto porque odiar mulheres é muito, mas muito pior que odiar os homens.

Mas a verdade é que feministas como um todo, não obstante o que tem sido perpetuado, não odeiam ou desejam o tormento dos homens. Isto não quer dizer que não exista ataque contra os homens. Também não significa que violência masculina é de alguma forma equivalente à feminina. Não existe nada semelhante a ameaças de estupro, desculpa.

Krischer está sendo irônica, ou ela pensa seriamente que homens não podem ser estuprados? Ou ameaçados de estupro? Ou, o que pode preocupar seu marido, homens sendo estuprados não contam de verdade.

E eu não quis dizer “contam como estupro”. Eu quis dizer simplesmente “contam” como em “quem se importa?”.

E é aqui que a real ironia dá as caras. O Politicamente Correto, liderado por feministas, tem tirado o humor do humor há décadas. A pancadaria foi-se. Piadas de irlandês, de judeu, míseras piadas de escocês ou qualquer outra raça ou nacionalidade não são “sarcasmo irônico”, mas discursos de ódio. Mas agora as gatinhas azedas querem pintar os rostos e colocar um grande nariz vermelho “palhaços rancorosos” em voga.

Clemintine Ford, para o Daily Life, leva a indiferença por homens de Krischer para um outro nível. Ela também segue a Sagrada Bobagem da misandria irônica. Para Ford, porém, sua misandria irônica é reservada a uma raça especial de homens: os Ativistas por Direitos dos Homens.

Desculpa, Honey Badgers. Vocês simplesmente sumiram numa lufada de ironia.

Como é algo irônico, e os bastardos merecem isso, ela pode odiar à vontade. Eu amo o cheiro de ironia pela manhã. Cheira como uma zona livre de consequências.

Humor é uma ferramenta vital para feministas, a fim de que não percamos completamente nossa sanidade quando lidando com os irracionais e factualmente incorretos balidos de pessoas que, entre outras coisas, argumentam que estatísticas de violência sexual têm sido fabricadas por agências governamentais fomentadas pelo feminismo a fim de oprimir a natureza sexual dos homens.

Agora, estatísticas de violência sexual têm sido fabricadas? Certamente, sim. ADHs concordariam com esta esta afirmação até aqui. As representações têm sido manufaturadas, fabricadas e coletadas do nada por décadas. Isto é feito por agências governamentais fomentadas pelo feminismo? Pode apostar! ADHs ainda estão no jogo.

Mas não pergunte a nós com nossos balidos. Pergunte ao Dr. Murray Strauss (ele não é um ADH), que conta como o feminismo corrompeu a pesquisa em violência doméstica (link abaixo). As estatísticas sobre violência sexual estão tão corruptas quanto.

Então, aquela partezinha do final, “… oprimir a natureza sexual do homem”. Esta é a parte irônica? Me parece que esta é a parte misândrica. Existe uma implicação para mim que homens (não apenas “alguns” homens, mas “homem” exatamente como “o macho da espécie” ou “aquele com pênis”) só podem alcançar prazer sexual quando mulheres são abusadas. Cada homem. Todos eles. Cada. Um. Deles.

Sim, marido da Krischer. Você também.

E isto é algo que Ford alega que os ADHs estão exigindo como algum tipo de direto. Não neste site. A posição da A Voice for Men sobre violência tem sido clara desde o início. (Confira as declarações de missão e as outras políticas no nosso site.) Eu ouvi todos os palestrantes na recente Conferência Internacional de Assuntos dos Homens (encontre os links no site principal do A Voice For Men). Nenhum fez tal tipo de afirmação.

A alegação de Ford me parece odiosa.

Eu diria que as estatísticas duvidosas são para justificar a mim mesmo um Frenesi de Financiamento de Feministas, mas isto não é nem um pouco engraçado. Afinal, há muitas agências feministas que recebem financiamento governamental como resultado direto de tais estatísticas e elas nada fazem para prevenir a violência sexual. Elas apenas usam o dinheiro para “educar” – leia-se espalhar propaganda – e obter mais estatísticas. O que também não é nada engraçado.

Mas o pior ainda está por vir. Após a explosão de Sagrada Bobagem que não sou capaz de interpretar, quanto mais sumarizar, ela nos lança uma peça de bile misândrica travestida de entretenimento leve:

Ou, como a garotinha de “It’s A Wonderful Life” colocaria, cada vez que um sino toca, um tribunal de família rouba de um homem o seu filho.

Primeiro, vamos olhar para a própria justificativa de por que não tem problemas com este tipo especial de ódio.

Existe uma regra geralmente entendida sobre sensibilidade em comédia, a qual é que piadas devem tentar levantar, não derrubar. Simplificando, é divertido fazer troça de pessoas e instituições que desfrutam de poder e privilégio no mundo porque elas não apenas têm meios de se defenderem como também têm o luxo de serem recompensadas simplesmente por existir. Por outro lado, não é divertido fazer troça de pessoas nos mais baixos patamares da pirâmide porque isto é como conspirar contra quem é menor que você.

Então quem, exatamente, está tocando estes sinos? O ex-juiz de vara da família David Collier (não-ADH) disse em sua aposentadoria que falsas alegações de abuso são “uma das formas de eliminar maridos da vida dos filhos”. Esta tática, diz ele, não apenas é usada regularmente, mas sua frequência está aumentando. E isto, claro, é porque a tática tem se mostrado bem-sucedida.

Então, quem é menor que quem? No canto azul temos a mulher, com o apoio da Vara de Família, da polícia, da assistência social e outros braços governamentais. E não vamos esquecer de uma mídia complacente.

No canto vermelho, completamente solitário, está o pai sendo chutado da vida das crianças. E enquanto ele tentar lutar na Vara de Família, seus advogados estão lhe secando o sangue.

E Ford, como qualquer feminista empática, inclusiva, conselheira e caridosa faria, apenas para de rir pelo tempo bastante para pegar uma caneca das lágrimas deste homem.

Além da habitual plenitude de angústia e da torcida disparatada de feministas que eu chamo de Sagrada Bobagem, esta “misandria irônica” é apenas ódio com óculos grandes e uma peruca mal ajustada.

E este disfarce só faz as feministas parecerem mais feias.

Links

Manstream meia: https://www.youtube.com/watch?v=AUoiXyhCP7o

http://www.slate.com/blogs/xx_factor/2014/08/08/ironic_misandry_why_feminists_joke_about_drinking_male_tears_and_banning.html

http://time.com/3101429/misandry-misandrist-feminist-womenagainstfeminism/

http://www.salon.com/2013/10/27/fighting_sexism_with_cross_stitch_the_rise_of_misandry_crafts/

http://www.dailylife.com.au/news-and-views/dl-opinion/your-guide-to-understanding-ironic-misandry-20140825-3eafb.html

http://www.smh.com.au/national/false-abuse-claims-are-the-new-court-weapon-retiring-judge-says-20130705-2phao.html

http://www.avoiceformen.com/feminism/how-feminists-corrupt-dv-research/

 

Postado originalmente no AVFM. Tradução: Anderson Torres.

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