A cultura do estupro e os delírios da mente feminista

 

Em 1841, o Jornalista escocês Charles Mackay publicou a história de uma insanidade popular chamada Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds (“Ilusões populares extraordinárias e a loucura das multidões”), uma visão geral sensacionalista da irracionalidade que ocasionalmente acomete uma sociedade ou mesmo nação inteira.  Os seus mais famosos exemplos são econômicos, como a Railway Mania dos anos 1840, bem como a notória Bolha dos Mares do Sul (1711-20) e a Tulipomania holandesa do início do século XVII.

Comuns a todos os delírios citadas por Mackay são as enormes disparidades entre o confiante entusiasmo que essas commodities evocam como caminho para a riqueza e a falta de evidências confiáveis para apoiar tais suposições.

Se Mackay estivesse vivo hoje, ele iria sem dúvida adicionar “cultura de estupro” à sua longa lista de delírios populares. Campus após campus, virtualmente sem estatísticas que apoiem suas afirmações, feministas têm promovido a ideia de que uma mulher corre mais risco de ser sexualmente agredida no campus de uma Universidade Norte Americana (uma em quatro, ou cinco, dependendo da fonte) do que um fumante tem de sofrer câncer (um em cada 11 homens, uma em cada 15 mulheres).

Na Universidade de Pittsburgh, com 14.800 estudantes do sexo feminino, quatro agressões sexuais foram reportadas.

Pessoas atentas para a saúde não fumam por receio de desenvolver câncer de pulmão. Seria bastante estúpido ter a atitude de que fumar é uma atividade prazerosa, então não deve causar câncer e, portanto, não há problema em assumir o risco. Da mesma forma, se o risco de agressão sexual num campus fosse realmente um em cinco – para considerar uma estimativa “conservadora” – nenhum pai ou mãe em sã consciência mandaria sua filha para uma universidade onde estudem ambos os sexos.  Mas eles mandam. E campus após campus, nós estamos vendo ações sendo realizadas para prevenir estupros, na forma, por exemplo, do novo “Fórum do Consentimento” da Universidade McGill’s, cuja proposta, aparentemente, é transmutar as preliminares sexuais sexual em um interrogatório sobre intenções no nível da Stasi, sem o qual o ato sexual a seguir é ipso facto um estupro.

O fato é que a “cultura de estupro” é uma forma popular de mania como tantas outras antes dela. Ela não existe. Ou se existe, ninguém ainda apresentou evidência disso. O quê nós temos visto é ideologia atrelada a uma grande dose de narrativa pessoal sobre sexo não solicitado ou arrependimento. Alguns desses relatos têm sido envolventes, mas não apoiadas em evidências. Alguns têm sido convincentes, mas descobriu-se serem falsas acusações. Muitas dessas histórias são baseadas em recordações obscurecidas pelos efeitos de alcoolização. E a maioria delas não seria sustentável por dois minutos perante uma corte criminal.

Muitos observadores tem se tornado mais, e não menos, céticos com a crescente histeria. Um observador fez algo útil para validar nosso ceticismo. Chad Hermann, um escritor e professor de gestão de comunicações na Tepper School of Business da Carnegie Mellon University publicou um artigo na communityvoices.post-gazette.com avaliando tanto as alegações quanto as reais evidências estatísticas sobre a “cultura de estupro”, no qual ele elucida algumas contradições flagrantes.

Herman monta o típico cenário projetado de 20-35% de mulheres vítimas de sexo forçado contra as agressões sexuais reportadas durante três anos nas três maiores universidades residenciais de Pittsburgh: a Universidade de Pittsburgh (UP), a Carneggie Mellon University (CMU) e na Duquesne University (DU). Em 2009: Na UP, com 14800 estudantes mulheres, quatro estupros foram relatados. Na CMU, com aproximadamente 3.900 estudantes (mulheres), seis estupros foram relatados (em três anos de alta). Na DU, com 5.700 mulheres, três foram relatados.

Mas espere: Nós “sabemos” (na verdade, não sabemos) que 90% dos estupros não são relatados! Tudo bem, Herman ajustou os números para refletir isso, nos dando então 40 estupros para a UP, 60 para a CMU e 30 para a DU. Chegamos enfim na estatística 1 em cada 4? Não mesmo. Nós estamos em uma para cada 185 (média das três universidades). Isso foi em 2009. Durante 3 anos, de 2007 a 2009, a probabilidade média de uma mulher ser sexualmente agredida em média, para os casos relatados vai de uma para cada 1877. Se você considera os supostos 90% de casos não reportados, você tem o máximo de somente uma em 188.

Então, calma, senhoras.  Embora nunca devesse haver violência sexual contra mulher alguma no campus, não há necessidade de pânico.  Além disso, é justo dizer que as estudantes que não bebem em excesso, são prudentes sobre o tipo de festas a que vão e que são seletivas com seus parceiros sexuais em geral, sem dúvida reduzem as chances de vitimização ao ponto de níveis estatisticamente nulos.

Se estas estatísticas não convencem você, então eu sugiro que você está nas garras de um sério vírus ideológico. Existe um remédio para isso, chamado pensamento crítico. Se por outro lado você prefere os efeitos febris do delírio, então talvez eu possa interessar você em alguns bitcoins que estão entrando em baixa, e certamente fazer para você uma fortuna!

Nota editorial: O artigo foi originalmente publicado no National Post.

8 thoughts on “A cultura do estupro e os delírios da mente feminista”

  1. Henry Fontainebleau

    Ótima matéria. Tem uma página no facebook chamada Iuzomismo, o que se vê lá já nem se pode chamar de feminismo ou qualquer outra coisa, aquilo é ódio puro contra os homens.

    1. Eu tenho interesse em ter capturas de tela com esses comentários todos, com os nomes aparecendo. Não precisa borrar os nomes.

      Todos os comentários feitos em públicos são de público acesso e quem faz os comentários que elas fazem, nós não vamos deixar de mostrar a identidade.

      Todos que quiserem fazer esse trabalho ingrato, façam e mandem pra mim. Eu tenho interesse em ter cada radfem do Brasil exposta pra todos saberem que tipo de sub-humanos elas são.

      1. rphnunes@gmail.com

        Sempre quis saber como funciona isso. Porque divulgar o nome de alguem apos um infeliz comentario em rede social seria crime? O negocio eh publico, voce publicou. Ma parece que varias pessoas ja conseguiram derrubar blogs de humor por causa disso… Acho que vale a pesquisa.

        1. Aldir Gracindo

          Público é público. Nós muitas vezes ocultamos a identidade para evitar que a pessoa seja alvo de algum assédio. Esse tipo de cortesia não se estende a radfem. Não no que depender de mim. Serão tratadas como racistas ou outra equivalência a elas.

        2. Aldir Gracindo

          (Quando eu digo que o que é publicado pela própria pessoa é público e a responsabilidade é de quem publicou, isso é no âmbito do direito).

  2. Aldir Gracindo

    Qualquer informação publicada se torna pública. Especialmente se for ofensiva, porque é prova contra quem me ofender. Eu vou denunciar todas as radfem justamente pelo que elas têm a dizer sobre homens e meninos. Como algumas feministas, elas mesmas, bem sabem, eu respeito o direito delas e ao mesmo tempo denuncio o que é errado.

    Sobre derrubarem o site (blog e site são coisas diferentes), tentam, mas não conseguiram. Caso consigam, vamos pôr de novo no ar, melhor protegido. Se me processarem, me defendo. Se eu cometer algum erro ou injustiça, vou me retratar, mas tento não cometer. Se criticar o feminismo se tornar ilegal eu saio do país ou vou preso orgulhosamente. Eu levaria a palavra para presidiários e aumentar o movimento de qualquer jeito. Sei que a maioria dos criminosos violentos foi alvo de violências quando crianças, que as penas dos homens são maiores… vou falar a eles sobre a misandria que está escondida bem diante dos olhos. 🙂

    1. rphnunes@gmail.com

      Muito bom mesmo.

      Quando me mudei para San Diego CA para fazer o meu pos-doutorado eu me senti HUMILHADO. Eu fui obrigado a fazer um “curso” de 20 horas onde me “ensinaram” a não estuprar. Todo homem que entra na universidade daqui é obrigado a fazer esse “curso”.

      Aí eu fiquei pensando, será que só eu acho isso uma abominação? Aí em minhas pesquisas achei esse blog. Bom saber que existem pessoas que também acham esse tipo de coisa bizarra e degradante.

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