O feminismo de direita e a ministra das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos

Dou boas-vindas a mais um colaborador do site, a Sammy, com um assunto importante e que costuma gerar controvérsia. Vamos ter mais artigos sobre “feminismo de direita” no site. – Aldir.

 

A advogada e pastora evangélica Damares Alves – assessora do senador Magno Malta desde 2015 – será a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo de Bolsonaro.

Conhecida por seu ativismo contra o aborto, ideologia de gênero, pela sua luta na defesa de crianças e indígenas. Damares parecia o nome ideal para assumir uma pasta no governo do presidente eleito.

A crítica vem baseada em um ministério das mulheres que sequer deveria existir, de discursos e afirmação de que o ministério será o “protagonismo” da mulher e políticas que serão usadas em defesa de apenas um gênero e que continuará a resultar no ginocentrismo e privilégios sexistas que vivemos há tempos.

Partes do seu discurso deixa explicitamente claro a sua defesa ao Pró Mulher:

“Em meio à entrevista, Damares Alves disse que pretende dar protagonismo no governo a políticas públicas voltadas às mulheres.”

“Ela declarou aos repórteres que, se depender dela, vai para porta de empresa na qual funcionário homem ganhe mais do que mulher para protestar por equiparação salarial de gênero.”

“A futura ministra observou ainda que o Brasil ganhou o título de “pior país da América do Sul” para se nascer menina.”

Outro ponto que enaltece o discurso pró mulher é o fato de Damares ser a favor da revogação da lei da alienação parental, que é a única lei que assegura os direitos dos pais e filhos. Magno Malta com o apoio de sua então assessora afirmou que foi um equívoco a criação da lei e que deveria desfazer o erro. Até hoje não compreendi onde existe o erro na criação da lei que visa prevenir o impedimento do contato entre um dos genitores. A SAP (Síndrome da Alienação Parental) também é considerada violência psicológica contra a criança. O pedido da revogação da lei usa o argumento de que a lei é violência psicológica contra a mulher. O ginocentrismo se enaltece mais uma vez aí.

A futura ministra também quer aprovar a “Bolsa estupro”. A proposta sugere o pagamento de uma bolsa a mulher que sofreu o estupro e decidiu manter a gravidez. A bolsa deverá ser paga por quem praticou o estupro.

“O Estado arcará com os custos respectivos até que venha a ser identificado e responsabilizado por pensão o genitor ou venha a ser adotada a criança, se assim for da vontade da mãe”, de acordo com a proposta.

A bolsa será mais um gasto desnecessário aos cofres públicos, já que raríssimas vezes o estuprador é localizado. Temos ainda a questão de que o mesmo se localizado deverá ser preso para cumprir pena. Sendo assim como o mesmo faria o pagamento da bolsa?

Um adendo: As falsas comunicações de estupro podem chegar até 80% dos casos. Em muitos destes a mulher acusa falsamente (por vingança) o homem de estupro e até que se prove a inocência o mesmo pagará por um crime que não cometeu. E até mesmo em casos onde é provada a inocência do mesmo a justiça demora a conceder a liberdade, fora o tratamento dado a estupradores na prisão, a violência física e psicológica contra o mesmo e em lamentáveis vezes ocorre a morte do mesmo por linchamento ou em rebeliões nos presídios. A falsa comunicação de crime também é um crime, mas raríssimas vezes as mulheres respondem pelo mesmo.

Se aprovada a bolsa poderá aumentar ainda mais o número das falsas acusações. Isso é fato!

A futura ministra também se posicionou a favor da educação sexual nas escolas.

A futura ministra disse:

“Sim. Sou a favor da educação sexual. Vou conversar com o Ministério da Educação sobre isso. A escola vai ter que ter um papel importante para combater abusos contra crianças. A primeira ideia é capacitar professores para identificar violências contra os alunos, mas é preciso respeitar as especificidades de cada idade. E a família deve ser ouvida e consultada. Se a família não quiser que o filho aprenda sobre o assunto, vai ser responsabilizada por isso.”

A contradição entra quando a mesma afirma que a família deve ser ouvida e consultada, mas caso seja contra será responsabilizada dando a entender que a decisão do Estado é soberana na educação dos seus filhos.

Vale ressaltar que o atual ensino nas escolas e universidades tem fortes tendências ideológicas, o que é ilegal e inconstitucional.

  • Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de 1969. Garante que os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções.
  • Constituição Federalno artigo 229, diz que os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores.
  • O artigo 1634do Código Civil  Brasileiro diz que compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores, dirigir-lhes a criação e educação.

A autoridade do Estado deve sobrepor a autoridade dos pais?

Eis a questão.

A futura ministra que faz oposição ao Projeto Escola Sem Homofobia e defesa da “cura gay” e ao Escola Sem Partido, gerou incoerência na última quinta-feira (20) ao receber mais de trinta organizações ligadas ao movimento LGBT para discutir suas reivindicações no ministério.

Para aqueles que tinham esperança de um governo diferente, sem privilégios, ideologias, sexismo e que tratasse todos de forma igual. A criação do ministério das mulheres, da família e dos direitos humanos que sequer deveria existir e a escolha de Damares para o cargo vem gerando insatisfação a cada discurso da futura ministra.

Para os próximos anos teremos uma ministra, feminista de direita, totalmente pró mulher e que desconhece os direitos dos homens!

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

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