Expressar ou Doutrinar?

Este texto foi originalmente publicado em Setembro de 2013 em Pensamento para EXPRESSAR ou DOUTRINAR?

Nunca pensei que um dia escreveria um ensaio que diga respeito à revista CAPRICHO, mas como já estou farto de ter meus comentários, que jamais são ofensivos, censurados em blogs feministas, a não ser quando são elogiosos ou meramente técnicos, e para que fique registrado, publico aqui um brevíssimo diálogo que tentei ter com a bióloga e blogueira Ligia Moreiras Sena, a Cientista que Virou Mãe.

No blog desta autora pode-se encontrar vários artigos de boa qualidade, com reflexões ponderadas e sensatas. Mas o ocorrido mostra o quanto a ideologia de gênero, o politicamente correto e a aversão à realidade tem dominado o pensamento feminista atual, que sem ter o aval de sequer 10% da população, se arvora no direito de julgar e condenar de modo draconiano até mesmo bobagens como a seguinte, num nível de rigor que pode chocar os mais incautos. E isso, quero frisar, por parte de uma autora que normalmente produz material de ótimo nível.

Tudo começou com uma publicação que a Capricho colocou no ar e que, apesar de 6 mil Likes no Facebook, gerou tanta hostilidade que acabou sendo retirada. Fui no backup do Google e salvei a página no meu próprio site, esperando, com esse hábito, dar fim às recorrente e infelizes situações onde uma página que linko simplesmente some da web de um jeito que nem o Dead URL acha.

Portanto aqui está Menina Para Namorar e Menina Para Ficar – Quais São As Diferenças? Como o arquivo pode ser lento para carregar devido a um monte de conteúdos dispensáveis, reproduzo o texto abaixo, ipsis literis.

E aí minhas lindas, tudo bem? Tô de volta! \o

Fiquem bem atentas ao post de hoje para descobrir se aos olhos de nós, garotos, vocês são garotas pra ficar ou pra namorar! Não adianta o garoto negar: a gente faz, sim, distinção entre as garotas que a gente namoraria e as que só queremos ficar e nada mais. O que vai determinar isso é ação de vocês em vários fatores, então se liga nas dicas:

A garota para namorar:

– É aquela que apoia o garoto sempre, que está sempre ao lado dele dando carinho e atenção. Ela nunca vai deixar o cara com quem ela está sozinho e ele, claro, faz isso também. Companheirismo é tudo!
– Demonstra o tempo todo que gosta do garoto de verdade
– É madura o suficiente para enfrentar os desafios de um namoro
– Tem atitude e opinião própria e não só concorda com tudo o que o cara fala
– É ciumenta, mas no limite. Ela não sufoca!

A garota para ficar:

– É aquela que só quer curtir a noite e, assim que fica com um garoto, já sai fora para ficar com outro. Assim não dá, né!
– Ela não aceita o garoto como ele é e quer mudá-lo. Isso é bad, né?!
– Ela não tem um papo legal e não conversa muito
– Ela é ciumenta ao extremo e controla o cara como se ele fosse um bichinho virtual.

Ah, e se ela for vulgar demais, não rola nem pra ficar! Não estou falando da questão de roupa, pelo contrário: acho que quando a mulher tem corpão tem que usar roupa curta mesmo. Estou falando das atitudes!

Hey lindas, espero ter tirado mais uma dúvida de vocês sobre o mundo dos garotos, e lembrem-se sempre que se querem conquistar pra valer o garoto que você gosta, basta ser você mesma! Personalidade própria conta muito em um relacionamento. É isso que vai fazer você ser diferente das milhares de garotas que existem no mundo.

Não deixem de me acompanhar através da minha página no Face e do meu Twitter!

Um beijão a todas e um grande obrigado por estarem sempre interagindo comigo através dos comentários. Vocês são o grande motivo para eu vir aqui escrever no blog sempre! Até o próximo post, my cats!

Não creio que uma pessoa comum que não tenha sofrido uma lavagem cerebral ideológica verá nisso algo que mereça mais que uma ou duas frases de discordância, na pior das hipóteses um post adolescente rival a quem isso possa ser, nesta fase da vida, questão da mais extrema importância.

Todavia não é o que pensa a Cientista que Virou Mãe, que dedicou um texto 4 vezes maior, com o subtítulo COMO VIOLENTAR MENINAS DESDE SEMPRE onde chamar de misógino, ultrajante, ofensivo e antiquado não foi suficente. Precisou sondar e expor o nome, vida e endereço do suposto autor do texto, fazer insinuações sobre sua família e colocá-lo no grupo dos estupradores e espancadores de mulheres.

Sugiro fortemente que o texto seja lido antes de prosseguir para os parágrafos seguintes.

Chocado, ainda hesitei em postar um comentário por que blogs feministas em geral só os publicam se forem favoráveis ou se, sendo adversários, forem estúpidos e fáceis de rebater. Comentários críticos sólidos são simplesmente censurados, e a própria dona do blog há havia deixado claro que:

“Comentários com conteúdos machistas, preconceituosos, discriminatórios ou com conteúdo ofensivo não serão publicados.”

Nunca se sabe o que poderá ser considerado como machista ou preconceituoso, embora eu ache que considerar o garoto que escreveu tal coisa como alguém que ensina a violentar meninas se adeque a este último adjetivo.

Porém, em parte incitado por outros internautas que queriam que alguém fizesse alguma crítica séria, decidi postar uma mensagem não muito inspirada, até porque não acreditava que seria publicada.

Em 16 de agosto escrevi.

Prezada Ligia…

Você refletiu sobre o assunto antes de sair disparando esse furioso texto? Porque a mim parece que a frase título desencadeou toda uma reação pré-doutrinada que em seguida distorceu cada frase dita pelo menino a ponto de atribuir-lhe psicopatias que ele certamente não tem.

As leitoras de Capricho são adolescentes que querem saber a opinião de adolescentes, e não ideologias de construção social de gênero, e as opiniões dos meninos que as interessam é simplesmente essa! E se baseia numa experiência direta que eles tem de um contexto real, onde há meninas que realmente se comportam dessa forma.

De certo é interessante lutar para mudar esse contexto, mas isso não será feito com atitudes reacionárias que tentam transformar um adolescente num estuprador simplesmente por expressar a preferência pessoal dele. E ele não tem o direito de escolher?! Tem que aceitar qualquer tipo de comportamento como se não fizesse diferença?

Não faço aqui qualquer apologia a qual seja o comportamento feminino correto, mas a visão de mundo desses jovens, nesse caso, é baseada numa realidade, e negá-la não vai fazê-la desaparecer. Ele não tem que ser obrigado a se relacionar com pessoas cujo comportamento não lhe interessa, e muito menos ser vulnerável a moças que também dividem os homens, frequentemente de forma bem mais cruel, sem chance de fazer o mesmo.

E se fosse uma matéria onde as meninas dividem os rapazes seguindo seus próprios critérios? Poderia até haver uma reação, mas de certo não estariam tentando transformar a autora numa criminosa.

Por fim, a revista pode sim, e deve, ser responsabilizada pelo mau conteúdo que publica, mas o que li aqui não foi apenas uma crítica ao contexto sócio cultural em questão, mas sim também um ataque virulento contra um jovem que bem poderia processá-la por calúnia e difamação.

Sinceramente

Marcus Valerio XR

Surpreendentemente, já no dia seguinte ela publicou e respondeu o comentário com atenção e polidez. E até teve disposição para visitar meu site e pesquisar alguma coisa a meu respeito. Segue a resposta.

Olá Marcus,

Eu não me daria ao trabalho de escrever sobre assunto tão polêmico e delicado se não tivesse refletido antes, acredite.

A frase título desencadeou a reação devida, pelo menos entre pessoas que estão se dedicando a combater não somente diferentes manifestações de machismo como também a irresponsabilidade social de algumas mídias, principalmente aquelas que têm como público alvo crianças e/ou adolescentes.

Não atribuí psicopatias a ninguém, quem fez isso foi a sua interpretação – pra você ver como o que está manifestado naquele texto é grave…

As leitoras de Capricho são adolescentes. Ponto. Como você pode dizer, não sendo uma nem nunca tendo sido (ao contrário de mim) que elas querem saber a opinião de adolescentes? Por que tomar adolescentes por tão baixo patamar? Acaso não seriam as meninas adolescentes capazes de quererem para si matérias bacanas, que as estimulem a pensar, que as engrandeçam como pessoas, que as ajudem a formar um senso crítico positivo do mundo, que contribua para que se tornem meninas seguras, ao contrário de estimular nelas o pior dos sentimentos? Mas, claramente, esses não parecem ser os objetivos da Capricho e cada uma das matérias propostas por essa revista demonstram isso. Aliás, recomendo que você leia, ainda que por cima, uma minuciosa pesquisa que foi feita sobre o conteúdo dessa publicação e que está mencionado em um comentário, da Gabriela Klein. Esse texto, ao contrário do que você viu nele, tem sim, claramente, uma ideologia de construção social de gênero. Mas que inferioriza o sexo feminino, desde a mais tenra idade. Uma opção adotada pela revista..

Você está chamando de reacionária a minha expressão de indignação contra o machismo? Não seria o machismo a expressão claramente reacionária aqui?! Não vamos inverter o contexto… Aqui há leitores esclarecidos demais para se deixar levar por uma inversão de valores.

Ninguém transformou o adolescente em um estuprador: essa é novamente SUA opinião sobre, não a minha. Aliás, estupro não é o tema desta matéria, mas de outra, produzida pela mesma revista e que outros comentaristas indicam aqui também.

Se essa é a preferência pessoal dele, sem problemas, não diz respeito a ninguém. O que é muitíssimo diferente de manifestá-la em uma revista de conteúdo público. Vivemos hoje em tempos onde, ainda que as pessoas tenham as mais estranhas preferências, aquelas que ofendem grupos sociais específicos não devem ser manifestas, se não por bom senso, por respeito à legislação. De forma que, por exemplo, se alguém tem como preferência agredir mulheres verbal ou fisicamente, ele não poderá manifestar sua preferência ou torná-la realidade sem incorrer em uma lei chamada Maria da Penha.

Ele não precisa aceitar qualquer tipo de comportamento como se não fizesse diferença.

Nós, mulheres, também não.

E se fosse uma matéria onde as meninas dividem os rapazes seguindo seus próprios critérios? Não é. Mas se fosse, receberia a mesma crítica, pois sexismo é prejudicial para qualquer dos lados. É o que fazem outras publicações da mesma editora, como a Claudia, por exemplo, que felizmente também está quase encerrando as atividades.

Não há aqui um ataque virulento a um jovem. Na verdade, eu inclusive duvido claramente que tenha sido escrito por um jovem. Mas, supondo que tenha sido, é principalmente uma crítica à revista que permitiu que tamanha bobagem fosse publicada. E a própria revista concorda que foi uma bobagem, do contrário não teria tirado do ar. Se ele quiser me processar por calúnia e difamação (kkkkkkkkkk), que fique à vontade. Mas terá que trabalhar muito para mostrar que suas palavras não são o que são: machistas, preconceituosas e discriminatórias. Eu, e centenas de outras mulheres, também poderíamos fazer o mesmo contra ele e a revista. Afinal, nós, como mulheres, fomos alvo de preconceito e discriminação. Aliás, faz mais sentido esse processo que o outro.

Para encerrar, proponho a você uma reflexão ÉTICA sobre o tema. Porque sei que você gosta ética é um assunto de seu interesse. Proponho que faça uma reflexão crítica, clara e abrangente sobre o conteúdo que foi publicado pela revista (você ainda a tem? Foi apagado pela revista mas continua em cache no google, dá uma procurada lá). Reflita com profundidade sobre o que foi publicado de forma a problematizá-lo realmente, mas levando em consideração que a análise ética de algo só faz sentido se houver o objetivo de reconduzir a prática e transformar a realidade, transformar o olhar para intervir na realidade. Que se possa tornar estranho aquilo que foi tornado natural, que se possa enxergar a banalização com tal estranhamento que você consiga pensar que não deveria ser assim.

Obviamente, implica em recondução e modificação de valores. Analisar eticamente implica em sair do comum, esse comum marcado por valores hegemônicos (nesse caso, machistas). Mas isso você já deve saber…

Saudações cordiais,

Ligia

Animado, decidi evidentemente prosseguir com o diálogo e esclarecer melhor o tema, por isso em 21 de Agosto, ainda que limitado por um máximo de caracteres permitidos, postei em duas partes o seguinte.

Cara Ligia…

Obrigado pela atenciosa resposta, e fico feliz que tenha pesquisado alguma coisa sobre mim antes de escrever. E posso lhe garantir que reflexão sobre o tema é o que não me falta, em especial na área de Ética.

De certo não leio revista Capricho, mas já tinha achado a matéria em questão no cache do Google e a salvei para futura referência, inclusive com o máximo de comentários que consegui alocar. Também fiz uma pesquisa por outras matérias similares, como Namorar, Pegar ou Largar, onde também predominam duros comentários.

Vê-se que a Capricho não é uma unanimidade e parece rechaçada por muitas adolescentes, o que mostra o exagero em achar que ela se impõe sobre as jovens como se monopolizasse meios de comunicação. Quem a lê não são burrinhas vítimas de doutrinação que não lhes dá escolha, mas sim aquelas que se conformam à sua linha de pensamento e tem todo o direito de ver matérias de seu gosto. 6 mil likes são evidente sinal de apoio! Bem mais do que a quantidade dos que a atacaram. O que não significa que não se possa mudar de ideia.

Elas tem direito a sair desse patamar e buscar conteúdos mais elevados a hora que bem entenderem, como muitas das missivistas acima confessaram. Quem não o faz é porque não o quer, e não vejo porque deva ser forçada a tal. Feminismo não é unanimidade e num mundo onde a maioria das mulheres se declara não feminista, e suas doutrinas se defrontam com diversas linhas de pensamento, por que seria sinal de senso crítico aceitar uma ideologia que vai contra a experiência pessoal delas?

Meu interesse nisso deriva de estar envolvido com o tema de gênero e ideologias há algum tempo, pode ver parte deste histórico em Hipergamia – Fundamentação , não sou novo no assunto, mas notei no seu texto não só um exemplo da doutrina da construção social do gênero que tanto critico Psicologia Evolutiva , mas também um exemplo de um conceito teórico que venho delineando a respeito de “Imunização Contra Idéias” e “Alergia a Palavras.” Afora uma reação que considero desmedida, com potencial para vitimar um inocente.

Você me questionou o que posso saber sobre a mente de uma adolescente, se eu nunca fui UMA. Posso responder que eu já fui UM adolescente, tive uma irmã adolescente, namorei e fiquei com moças adolescentes. Sou casado com uma mulher que já foi uma adolescente, já fui casado com outra, tenho duas filhas adolescentes e poderia citar outros motivos pelo qual penso ter direito a crer que entendo algo da mente das jovens.

Claro que isso não me dá uma experiência subjetiva das mesmas, mas então posso devolver-lhe a questão. O que você acha que entende da mente de um adolescente se nunca foi UM? No caso, da mente deste rapaz em especial?

Arrisco a resposta. Você acredita que ele não está pensando por si próprio, que suas opiniões são derivadas de uma mentalidade imposta por um contexto social patriarcal e machista que é perfeitamente acessível como objeto de estudo, e assim, lhe permite uma “leitura da mente dele”. Mas eu poderia replicar a mesma coisa, que as mentes das jovens também são moldadas por contexto equivalente perfeitamente acessível como objeto de estudo que me permite a mesma abordagem. Ou melhor ainda, por uma natureza biológica testada e atestada numa infinidade de evidências empíricas, que é remodelada por um contexto cultural e se adéqua a um ambiente social. Com a diferença que eu o faço no nível genérico, ao passo que você o fez, ainda que com pretensão genérica, sobre um indivíduo em especial.

Acho que considerar que o rapaz é da mesma laia de gente que “bate em mulher”, que acha que a namorada lhe deve carinho “ainda que seja ofendida e ultrajada” e acrescentar ao título a frase “Como Violentar Meninas desde Sempre”, configura uma difamação que transcende um tanto a minha simples interpretação. Ele teria uma clara linha de argumentação para um processo específico contra a sua pessoa, Ligia, (que não recomendo) visto que o nome dele foi explicitamente citado e foi exposto até mesmo sua localidade, sem contar alusões a sua família.

Por outro lado, você acha que faria mais sentido ele ser processado em nome de quem?! De mulheres que ele sequer citou? Em nome das mulheres como um gênero, do qual a maioria sequer endossa essa visão politicamente correta? Da Marcha das Vadias ou do Abortismo financiados do exterior e cujas ideologias não representam sequer 10% das mulheres brasileiras? Tudo isso aparece no seu texto.

Estou certo que você o escreveu no calor de um momento, e que provavelmente, após mais tempo de reflexão, faria uma abordagem mais precisa do ponto de vista de gênero e menos focada na atitude individual de um rapaz que é, sim, perfeitamente possível de pensar tudo isso por si próprio com base apenas na sua experiência pessoal, indo até mesmo contra tudo o que aprendeu com a escola ou a família. Digo isto também por já ter sido UM adolescente.

Espero que não se indisponha comigo, mas realmente acho que após alguns dias, meses ou anos, você também vai achar que exagerou neste post. A luta por visões de mundo, por mais problemáticas que sejam, é digna de consideração, mas sacrificar inocentes no caminho não é.

Com todo o respeito.

Marcus Valerio XR

Ainda bem que decidi guardar a mensagem, pois já postei algumas bem maiores, em outros blogs feministas, que jamais foram publicadas e terminaram perdidas.

Ela nunca a publicou nem respondeu, e isso me surpreendeu menos do que o fato de ter respondido a anterior. Com o tempo, a experiência e o progressivo esclarecimento da questão, a mim está claro que as ativistas do feminismo dominante da atualidade, que mistura o radicalismo teórico da Segunda Onda com a miríade de questões da Terceira Onda numa fórmula nada menos que contraditória, não tem preparo nem disposição para discutir ou refletir o assunto com seriedade, mas sobra ânimo para pregá-lo como se fosse uma boa nova que devesse ser aceita a todo custo.

Também deve ter pesado o fato de que nem mesmo uma formação na área de biologia imuniza alguém que acreditar em teorias que negam a mais evidente realidade e produzem uma reação visceral à simples menção à Psicologia Evolutiva, desqualificando automaticamente quem a menciona a alguém que não merece o direito a palavra.

É por isso que nomeei este texto com essa questão.

As pessoas hoje, não deveriam ter Liberdade de EXPRESSÃO? Não podem dizer o que pensam?

Segundo a autora, NÃO! Ela deixou bem claro.

“Se essa é a preferência pessoal dele, sem problemas, não diz respeito a ninguém. O que é muitíssimo diferente de manifestá-la em uma revista de conteúdo público. Vivemos hoje em tempos onde, ainda que as pessoas tenham as mais estranhas preferências, aquelas que ofendem grupos sociais específicos não devem ser manifestas, se não por bom senso, por respeito à legislação. De forma que, por exemplo, se alguém tem como preferência agredir mulheres verbal ou fisicamente, ele não poderá manifestar sua preferência ou torná-la realidade sem incorrer em uma lei chamada Maria da Penha.”

Ou seja. Ele NÃO DEVE manifestar sua opinião, que segundo ela, OFENDE UM GRUPO ESPECÍFICO. Que no caso seria a maioria feminina da humanidade ou somente as radicais feministas? E ainda acrescenta a ameaça de usar a força jurídica estatal equivalendo o texto do rapaz a uma agressão verbal à qual seria aplicável a lei Maria da Penha!

Ela, por outro lado, se acha com todo o direito de difamar alguém que não colocou em suas palavras uma única agressão, no máximo, não se conformou a uma doutrina que tem sido inseminada nas mentes de militantes sem senso crítico dispostos a sacrificar a própria experiência em nome de uma ideologia que, entre outras coisas, prega a tal cultura de estupro (que transfere as culpas de criminosos individuais para TODOS OS HOMENS), o infanticídio intra uterino em massa, que é crime na nossa legislação mas mesmo assim muitas não vêem nenhum empecilho em fazer-lhe apologia, promove paradas movidas a atentado ao pudor e de desrespeito a símbolos religiosos, e toda uma série de condutas autoritárias que se acham no direito de legislar anti democraticamente como se fossem portadoras de verdades sagradas.

O direito de expressão está tolhido apenas para os que forem contrários àqueles que se acham no direito de DOUTRINAR as massas sem um pingo de condescendência, impondo suas verdades, se não por força de lei, por força da intimidação.

Se EXPRESSAR livremente segundo a própria consciência não pode. Mas DOUTRINAR, inclusive crianças, segundo ditames de uma cartilha monolótica estrangeira não é só direito, é obrigação!

E tudo isso, enfim, baseado em teorias alienantes que de tanto perderem o contato com a realidade, já desistiram de qualquer pretensão de validade e estão plenamente satisfeitas em doutrinar as massas sem sequer lhes permitir questionar.

E aliás, de fato, é a única coisa que podem fazer, pois a disposição para o diálogo parece já ter sido perdida.

Marcus Valerio XR
xr.pro.br
Setembro de 2013

Foto: Dasemarcalvarez

8 thoughts on “Expressar ou Doutrinar?”

  1. Aldir Gracindo

    Lembro desse caso. merece ficar registrado e merecia que ficasse não só com esse artigo. Ótima postagem!

    1. Aldir, oque você acha dessas palavras do deputado Jean Wylys:

      “Uma cultura de violência, uma cultura machista, que perpetua a ideia de que as meninas e as mulheres são inferiores e submissas aos meninos e aos homens, submissas à uma dominação masculina”

      1. Aldir Gracindo

        O google não conhece essa frase. E não é frase típica, meninos e homens não costumam ser colocados juntos por feministas. A maioria delas fala dos homens como um grupo à parte de opressores privilegiados. Tem link de onde ele disse isso?

        1. Olha,

          Reinaldo Azevedo já demonstrou no blog dele que o homossexualismo entre homens tem tratamento melhor do que o de mulheres, inclusive eles mesmo não gostam de lésbicas ( link : http://migre.me/iWi9O, sugiro fazer umas pesquisas no tag dele sobre homofobia ou homossexualismo).

          Portanto, esse deputado não tem MORAL nenhuma pra falar disso e é só construir um raciocínio que reflita isso e jogar na cara dele. Quero ver como ele sai dessa (imagino ele se defedendo com o mind games do BBB: posando de vítima…).

          1. Sobre tratamento, é uma idiotice. Não é doença, não tem o que tratar. A não ser pra os frequentadores de buracos na internet como blog “ohomossexualismo”, mas quem lê aquilo e acredita é que podia se beneficiar de um tratamento.

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