15 razões por que o feminismo sempre foi IMUNDO – Parte 1

Anos atrás, quando eu embarquei na minha investigação sobre o movimento feminista e o que ele se tornou, eu me subescrevia ao entendimento de que certa vez existiu uma era mágica do feminismo. Claro que eu pensava assim. Era o senso comum, mesmo entre antifeministas, que o feminismo inicialmente era um movimento nobre e bem-intencionado e que em algum ponto ao longo do caminho, foi abduzido por lunáticas que odeiam homens inclinadas ao supremacismo feminino.

Eu estava curiosa sobre quando exatamente, e de que forma, o virtuoso movimento tinha sido corrompido. Então, eu continuei minha expedição arqueológica, escavando por pilhas de documentos e artigos velhos de jornal e tratados, indo até os anos 1.800 e anteriores, transcritos de palestras dadas por sufragistas conhecidas como Susan B. Anthony.

Minha descoberta inesperada foi a seguinte: O feminismo nunca foi um movimento decente que buscava igualdade. As “nobres sufragistas eram mergulhadas em sexismo, classismo, racismo, entusiasmo por eugenia e busca cega por privilégios femininos.

Essas palavras são o início de um artigo da Karen Straughan. Eu o encontrei tempos atrás, quando pesquisava para escrever sobre exatamente a mesma descoberta, com mais ou menos as mesmas informações. O que eu escrevo aqui, portanto, será ou parecerá uma costura de novidades com citações, paráfrases, plágios involuntários e/ou compilação, como acontece com a Karen e muitos outros que falam sobre o mesmo assunto.

1) “A Declaração de Sentimentos”

Escrita em 1848, na Convenção de Sêneca Falls, “A Declaração de Sentimentos largamente considerada o manifesto da Primeira Onda, foi nada além uma dissertação de ódio, simultaneamente a acusar e condenar o sexo masculino de toda uma criminosa escravização e subjugação de todas as mulheres ao longo da História” (Straughan). Perfeitamente dentro da ideologia do feminismo de Terceira Onda hoje, ou como foi com o feminismo de 2ª Onda. Nessa Convenção, os apoiadores homens (como os “feministos” hoje) se sentaram atrás, como os cidadãos de 2ª classe condenados que pretendem que todos os homens e meninos sejam.

Pois o feminismo mata todos os dias. Mata muito, mata no mundo inteiro e mata desde o início. E o “machismo” é´um termo ressignificado pela teoria de ódio feminista para criar a associação imediata de todo crime, discriminação e os piores males sempre ao “macho humano”, ao homem. Não existe feminismo sem ódio e desonestidade.

2) Histeria de estupro, 3) supremacismo feminino, classismo, misandria e racismo

A teoria e terminologia “cultura do estupro”, que feministas criaram ainda na 2ª onda e só conseguiram popularizar agora, já foi colocada em prática pela 1ª onda (as “sufragistas), só que especificamente contra uma população masculina que na época era particularmente vulnerável ao ódio feminista. Elas gritavam, lamentavam, acusavam os homens brancos de abandonar as mulheres brancas a uma fantasiosa “onda” de assédios sexuais e estupros dos “selvagens” negros escravos e ex-escravos nos EUA. Isso criou o hediondo evento histórico nos EUA que alguns chamam de “o terror branco”, quando uma enorme quantidade de homens (e até meninos) negros eram brutalmente espancados, linchados, torturados, desmembrados, assassinados, queimados vivos, enforcados, condenados injustamente.

Como observou o historiador negro Robin Kelley sobre o tal “terror branco”, “das 5.000 pessoas linchadas entre 1880 e 1940, a maioria eram homens negros acusados de agredir sexualmente uma mulher branca” (entrevistado no documentário Scottsboro, an American Tragedy). A diferença para hoje é o terreno estar suficientemente colonizado pela ideologia feminista para elas, impunemente e livremente, poder dizer que “todo homem é um estuprador potencial.”

Aliás, o mesmo discurso de histeria “moralista antiestupro” da “pastora feminazista” Damares Alves, que conseguiu se encaixar num Ministério das Mulheres, da Família e dos Direitos Humanos no governo de Jair Bolsonaro hoje no Brasil. Só estão escalando para uma desculpa ainda mais hedionda, a campanha “todos contra a pedofilia.”

As sufragistas já professavam diligentemente que as mulheres são melhores líderes que os homens, mais capazes que os homens e só por culpa da opressão dos homens elas não eram líderes do planeta em absolutamente todas as áreas, não só a política. Elas seriam as grandes artistas, naturalmente sem deixar de ser as grandes e únicas musas inspiradoras da arte, et cetera.

File:Omaha courthouse lynching.jpg - Wikimedia Commons
Linchamento de Omaha. EUA, 1919.

4) “Ideologia de gênero” e misandria e 5) Guerra ideológico-cultural

A guerra ideológico-cultural, que hoje pensadores conservadores como o brasileiro Olavo de Carvalho relacionam com a teoria da “Hegemonia Cultural” de Antonio Gramsci e a hoje apelidada “ideologia de gênero”, já existiam com a “sufragista”, socióloga, socialista e novelista Charlotte Perkins Gilman (1860-1935). Ela já defendia que as mulheres tinham sido aleijadas, podadas e tolhidas pelos homens que assim teriam criado uma feminilidade distorcida através da alegada imposição de papéis como dona de casa e cuidadora de crianças – em vez de um padrão de gênio científico, elite filosófica, comandante guerreira, líder de religiões e nações. Esse ódio está na raiz da ideologia depois sintetizada na máxima “gênero é uma (mera) construção social”, “Não se nasce mulher; torna-se” (Simone de Beauvoir) e “ninguém nasce menino ou menina.”

Gilman, antes de Gramsci e Goebbels, teorizava e praticava a propaganda política através de vários contos, novelas (como o até hoje apreciado O papel de parede amarelo), literatura política feminista inserida em “cultura.” Ela foi a autora de Herland (1915), uma história sobre como o mundo seria “maravilhoso” sem homens, publicado bem antes de The female man (Joanna Russ, 1975), Woman on the Edge of Time (Marge Piercy, 1976), The gates to Women’s Country (Sheri S. Tepper, 1988) e Always Coming Home (Ursula K. Le Guin, 1985).

Desmond is Amazing: 10-Year Old Drag Queen at Brooklyn ...
“Desmond is Amazing”, parte da nova moda de meninos Drag Queens. Fonte: Youtube.

6) Corrupção e cooptação cultural e política

Intelectuais influentes do século XIX e referências feministas como o liberal John Stuart Mill e Friedrich Engels simples e cegamente aderiram a essa narrativa, desinteressados de sopesar a vida dos homens em geral na época com à relativamente privilegiada vida das mulheres. Sem questionar o conceito da “mulher como sexo oprimido” em si, se limitaram a teorizar sobre a causa ou origem disso. Para Mill, os homens teriam usado sua maior força física para submetê-las, enquanto para Engels, a “opressão” teria se originado com a criação da agricultura e da propriedade privada, como relembrou Martin Van Creveld em Sexo Privilegiado (Ediouro, 2004, pág. 10).

7) Calúnia e difamação da dissidência

Enquanto isso, pensadores antifeministas como o (também socialista) Ernest Belfort Bax e muitos(as) outros(as) foram, eficazmente, rotulados e relegados à caixinha dos “misóginos” não lidos, menos ainda compreensíveis.

8) “As mulheres que foram mortas e presas pelos seus direitos”

As autodenominadas “sufragistas” inglesas influenciavam jovens mulheres a fazer greves de fome, cometer ameaças e atos terroristas como incêndios e bombas e manifestações violentas. Uma dessas jovens saltou diante do cavalo do príncipe do Reino Unido, sem se importar nem com a própria vida ou o que ocorreria com os cavalos e os jóqueis, durante uma corrida. Ela morreu, as “sufragistas” foram várias vezes presas e libertadas, sempre se apresentando como heroínas e vítimas que estavam sendo “presas e mortas” pela opressão dos homens. E hoje, majoritariamente, elas são lembradas pelo viés da versão que elas próprias deram. A frase, mais ou menos, repetida ad nauseam, principalmente na tentativa de constranger mulheres não feministas, é:

Muitas mulheres (feministas) morreram para as mulheres terem os mínimos direitos de igualdade que têm hoje…

9) As pensões e os golpes das pensões

Como as leis sobre casamento refletiam a moral da época, a Justiça procurava, via de regra, desencorajar as separações das famílias. Como parte disso, havia a noção de desfavorecer o responsável pelo rompimento. Por exemplo, se fosse o homem, ele era penalizado pela pensão vitalícia paga à mulher e se fosse a mulher, ficava ela sem a pensão. Adultérios denunciados eram punidos civil e criminalmente. Feministas de então exigiram, e obtiveram, a criação do no fault divorce (ou “divórcio sem culpa, erro ou responsabilidade”), como foi chamado nos EUA. Isso significou que, não importa quem “desse causa” ao rompimento do contrato de casamento, o homem seria sempre “premiado” com a pensão vitalícia para a mulher.

A doutrina jurídica do no fault divorce criou uma nova fonte de renda para mulheres: Se casar com um homem razoavelmente bem-sucedido e depois se divorciar. E uma forma de agressão com apoio do Estado: Se divorciar e exigir pensão de homens não tão bem-sucedidos assim, ocasionando a eles repetitivas penas de prisão, independentemente de elas necessitarem ou não da “justa” pensão. Até hoje isso é referido como justo, na suposição de que a mulher se sacrificava ao se casar, se dedicava tão humildemente ao lar, em vez de usufruir a “liberdade e privilégio” de continuar lutando pelo próprio pão no mercado de trabalho.

A História é a memória de um povo e sem memória, o homem é reduzido aos mais baixos animais (Malcolm X)

A Parte 2 já está disponível. Para ler, clique aqui.

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