Entrevista a Robson Otto Aguiar – Parte 2 (Final): Feminismo, masculinismo, machismo, esquerda política, AVFM.

Continuação da entrevista ao Blogueiro Robson Otto Aguiar:

14-NA SUA OPINIÃO, QUAL A DIFERENÇA ENTRE FEMINISMO, MASCULINISMO E MACHISMO?

Feminismo é uma venda casada: Vende direitos das mulheres, mas atrelando isso a uma ideologia de ódio, premissas, teorias e estudos enviesados, de ódio, sobre uma opressão realizada pelos homens. Isso é o feminismo atual, que chamam de femimarxismo – e realmente, quando esta forma atual de feminismo surgiu, era chamado, dentro e fora da esquerda, de feminismo marxista. Porque o termo feminismo surgiu antes, entre o fim do século XIX e início do XX. Antes disso houve outras variações de ginocentrismo intensificado, não só criados na esquerda e não eram chamadas de “feminismo”.

O movimento dos homens é uma coisa inteiramente nova e muito difícil, que é um movimento em que homens falam sobre os homens como grupo. Eu vejo que isso é muito difícil para os homens, especialmente atualmente. Mas é justamente o fenômeno da exacerbação do ginocentrismo, desse elemento dentro da nossa cultura que é colocar as mulheres acima, ao centro e à frente de qualquer outra coisa, que acaba obrigando os homens a reagir.

O masculinismo é reativo, ele não nasceu espontaneamente. O caráter reativo, que parece estar relacionado com ser obrigado, praticamente coagido a reagir, fez o masculinismo, em grande parte, ficar parecendo um irmão gêmeo do feminismo. Só que um irmão relegado, rejeitado, que pode ser totalmente possuído pelos traumas vindos da forma como foi tratado.

Quando eu falo masculinismo, considero que essa palavra designa uma primeira etapa, ou primeira onda do movimento dos homens. Os ativistas por direitos humanos dos homens, como eu, são uma nova geração, um fenômeno, procedimento e abordagens bem diferentes da primeira onda. Há uma diferenciação básica aqui: http://br.avoiceformen.com/recomendados/bem-vindo-a-segunda-onda-o-movimento-por-direitos-humanos-dos-homens-e-meninos/

As diferenças são muitas, por isso, até por honestidade, clareza, eu não me identifico para ninguém como masculinista. Assim eu não dou a ideia errada de estar vendendo uma coisa que eu não vou entregar.

Machismo é uma palavra polissêmica, tem diferentes significados.

Originalmente, significava “comportamento masculino, jeitos de macho, macheza, machidão”.

Um segundo significado, como essas noções descritivas sobre os homens costumam passar a ser prescritivas, passou a ser uma série de comportamentos e atitudes que fizesse um homem ser considerado correto, honrado, probo, o tal “homem de verdade”. Trabalhar, ser fisicamente forte, ser corajoso, ser estoico, ser cavalheiresco e defensor com mulheres, et cetera. Isto inclui, claro, atitudes de servidão à mulher, porque nós somos “opressores”, não é? (Sim, estou sendo irônico).

E então, os teóricos do movimento feminista criaram uma redefinição para a palavra, uma que é campanha contra os homens resumida em uma só palavra.

E esses feministas continuam redefinindo e alterando o significado, porque o feminismo tem influência daquela esquerda intelectual influenciada por personalidades como Michel Foucault, que luta com ressignificações de palavras e palavras novas. Um dos novos significados é “papéis rígidos de homem e mulher, opressão, falta de liberdade”… A concepção adjacente a isso, a esse discurso criado pela teoria feminista, é que há um sistema de opressão violenta, degradante, criada pelos homens e para os homens, para o privilégio deles e às custas do sofrimento de todos. Marx concebeu o “sistema capitalista”, criado para manter os privilégios dos donos do capital, feministas adaptaram isso para as relações de gênero e engendraram a teoria do “Patriarcado”, “Patriarcalismo”, daí o conceito por trás do discurso delas sobre o “Machismo”. Essa teoria é falsa, é uma grande falácia. É uma teoria de ódio.

15-DÊ SUA OPINIÃO SOBRE O FEMINISMO.

É um movimento de ódio. As pessoas não percebem isso tão facilmente, porque feminismo se vendeu muito bem, enganou bem e se tornou uma ideologia oficial com dogmas indiscutíveis, inclusive o dogma definição que a doutrina feminista dá a si mesma.

Defender bandeiras idealistas e populistas, mas baseadas em uma perspectiva de ódio contra um grupo, é justamente o que caracteriza um movimento de ódio.

A perspectiva de ódio não é um discurso feio, do tipo “Você não me fez nada, mas eu te odeio porque eu sou uma peste!”. A perspectiva de ódio tem sempre uma narrativa de ódio, ou seja, uma narrativa que justifique o ódio. “Eles nos negaram cidadania, eles nos escravizaram, eles nos degradam, eles nos matam, eles nos mantêm sob ameaça constante…”

O feminismo, em todas as suas vertentes, se viciou nessa narrativa. Rejeitam qualquer coisa que não desvirtue seu dogma básico da “opressão”. O autodenominado “feminismo radical”, “radical feminists” ou radfem, são as que assumem abertamente a conclusão final das teorias feministas. Ora, quem criou toda essa opressão? Foram os homens, porque seria muito cruel, desumano e absurdo imbuir-se de todos os inúmeros elementos selecionados para sustentar a narrativa da opressão “machista”, “patriarcal”, e conseguir conceber que as oprimidas criaram o sistema para oprimi-las. E, como dizem feministas, os homens não querem mudar, não querem “se libertar” e “libertar as mulheres”, logo… o problema são os homens. “Os feminismos” insinuam sempre essas premissas, o feminismo radical é uma minoria que afirma a conclusão “lógica”, final, daquelas premissas. Não é de surpreender que as radfem advoguem pelo lesbianismo político, a colocação dos homens em campos de concentração, visualizem como o mundo seria maravilhoso sem homens e cheguem a propor a solução final, a eliminação ou redução e escravização da população masculina.

Algumas vezes voltam àquela falácia do apelo ao dicionário, “feminismo é igualdade”. Estão errados e têm dificuldade de leitura. Porque, primeiro, a definição do dicionário traz uma informação sutil: “igualdade para a mulher“. Igualdade para um lado só não é igualdade, a definição de dicionário é um oximoro. Além disso, quando feministas mudam enganosamente a definição e dizem (como fez a Emma Watson na ONU) para “igualdade entre homens e mulheres”, o que não é, então o nazismo, por definição, é a organização solidária, forte e honrosa dos trabalhadores da Alemanha; o PT, por definição, é o partido que representa os trabalhadores do Brasil, etc. Por isso nós chamamos isso de falácia feminista do apelo ao dicionário, apelo a uma definição que elas criaram para si e mudam constantemente – só não mudam os fundamentos, os pressupostos odiosos do movimento. Não mudam porque conseguem enganar, e enganar-se a si próprias, assim, então não precisam mudar.

16-DÊ SUA OPINIÃO SOBRE A ESQUERDA POLÍTICA.

A esquerda inventou a “nova esquerda” – que os conservadores chamam de “marxismo cultural” e a esquerda chama de “pós-modernos” – e agora estão sendo devorados pela própria criação. Esse movimento ganhou força porque tem um apelo visceral de massa. Se espalhou por todo o sistema educacional ocidental e pela esfera política como uma forma inédita de populismo. É um populismo totalitário, que explora profundamente a empatia, os medos e o ódio das pessoas para catalisar um engajamento irracional, mas que parece ser do bem.

São também chamados ironicamente de Social Justice Warriors, os guerreiros da justiça social. São linchadores chorões que incorporam um pouco do pior fanatismo religioso. Vivem tentando lutar por mais totalitarismo para combater “ódio” que eles são indoutrinados para ver pelo mundo. São incrivelmente, pateticamente, duplipensadores. As pessoas que dizem que eles são “muito chatos” talvez não vejam como eles, na verdade, são perigosos.

Neste momento, com essa “new left”, a esquerda está devorando a si própria, porque ninguém sobrevive moralmente às “olimpíadas da opressão”, nem os maiores campeões olímpicos “oprimidos”.

Eu não tenho pena da esquerda, nem compactuo com certas reações tão doentes quanto, mas no sentido contrário (praticamente a Lei de Newton), da direita. Algumas pessoas pensam que eu sou de direita ou esquerda, mas é engano. Eu sou politicamente um humanista.

17-EXISTEM MULHERES QUE APOIAM O “A VOICE OF MEN”? CITE AS MAIS FAMOSAS.

As mais famosas, que eu me lembro agora, são a Andrea Hardie, que bloga como de Janet Bloomfield ou Judgy Bitch; a Genderratic, que é a Alisson Tieman; e a Girlwriteswhat, que é a Karen Straughan.

18-VOCÊS FAZEM MUITAS POLÊMICAS NAS REDES SOCIAS COM SUAS PÁGINAS E ARTIGOS.CITE ALGUMAS POLÊMICAS.

São muitas, realmente. A maior delas, eu achei, foi quando o Paul Elam comprou o domínio na internet de uma organização feminista internacional de combate à violência doméstica, a “Laço Branco” (“White Ribbon”), que faz uma campanha em que os homens fazem um juramento de nunca agredir uma mulher.

Outra, quando realizamos uma Conferência Internacional em Detroit. Feministas e justiceiros sociais, para infelicidade deles, resolveram protestar contra nós. Acabamos com uma ameaça terrorista, uma ameaça de bomba contra nós.

Outra, quando apoiamos a Canadian Association For Equality (CAFE) em eventos no Canadá, o que também levou feministas e os neoesquerdistas a mostrar sua verdadeira face em protestos.

Outra, quando eu publiquei o artigo sobre a misoginia, ativismo pedófilo e colaboração com o Nazismo da Simone de Beauvoir.

Outro foi o artigo da Janet, “13 mulheres que mentiram sobre estupro e por que”.

Outro foi quando eu me associei com o pessoal a página “Moça, não sou obrigado a ser feminista” e dei voz ao desabafo da Thais Azevedo, que falou em nome dela e da página. Eles estavam sendo processados por uma feminista por repostarem uma declaração de ódio da feminista na página.

19-VOCÊ ACHA QUE ALGUM DIA, HOMENS E MULHERES CONSEGUIRÃO ALCANÇAR A TÃO SONHADA IGUALDADE?

Não sei se sonham realmente com isso. As mulheres podem pensar que sim, mas mulheres, como observou a profa. Janice Fiamengo, costumam pensar em igualdade no topo, no melhor da igualdade. Elas não iriam querer descer a vala junto com os homens e talvez não suportem, mesmo. “Cuidado com o que você deseja, porque você pode conseguir”, certo? Mas eu sou inteiramente a favor de igualdade e equidade. Nossa cultura é igualista, falamos muito em igualdade, então vamos ver o que isso realmente significa!

20-MUITO OBRIGADO PELA ENTREVISTA.MANDE UMA MENSAGEM AOS LEITORES.

Acho que mandei todas as mensagens acima, praticamente.

Agradeço também e tenho uma outra para mandar, chamada realmente de “Uma mensagem aos homens”, que eu vou publicar no site. Aos que se interessaram com essa entrevista, espero que prestigiem o meu trabalho e da equipe que escreve, edita e traduz lá no site br.avoiceformen.com.

Obrigado e um forte abraço!

 

A primeira parte da entrevista pode ser lida aqui no AVFM e foi postada pelo blogueiro Robson aqui.

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