Estuprando Números

QUANTO MAIS FEMINISMO, MAIS ESTUPROS?

Denominei com o nome de ‘ESTUPRISMO’ a doutrina feminista de que em nossa sociedade predomina uma Cultura de Estupro, isto é, uma série de valores morais patriarcais que relevam, legitimam, incentivam e mesmo ensinam desde cedo homens a estuprar mulheres, como forma de exercer poder e oprimir todo o gênero feminino a se conformar a seus papéis tradicionais.

Já tendo explicado antes de que o Estuprismo está mais para um Estupro da Cultura, e já tendo apontado inúmeros fatos, dados e números que o desmentem, pretendo demonstrar aqui que sempre que essa ideologia predomina num contexto social qualquer o resultado invariável é aumentar espantosamente os índices de estupros, quer seja um aumento real ou meramente estatístico.

As próprias feministas são as primeiras a admiti-lo, uma vez que entusiasticamente denunciam esses aumentos ao mesmo tempo que insistem nas mesmas abordagens ideológicas que os precederam. Não é apenas no país mais feminista do mundo, a Suécia, onde as estatísticas de estupros superam a de zonas de guerra africanas. Se cruzarmos uma lista entre os países com maiores índices de estupro notaremos uma bizarra convergência com os países considerados mais feministas do mundo, a exemplo dos Top 10 Feminist Countries que lista, pela ordem: ISLÂNDIA, FINLÂNDIA, SUÉCIA, NORUEGA, NOVA ZELÂNDIA, INGLATERRA, CANADÁ, EUA, HOLANDA e AUSTRÁLIA. Países que aparecem em praticamente quaisquer outras listas similares.

Agora vejamos estatísticas de estupro obtidas na Wikipédia e ordenemos pelos anos de 2008 e 2009, únicos que possuem dados com todos os países desta lista.

Rape_by_Country

De 123 países somente o Canadá não aparece entre os 30 primeiros, ficando respectivamente em 72o e 77o, e seria defensável incluir na lista de países mais feministas a França, ou a Bélgica, na qual Bruxelas é a capital da União Européia e criminalizou as “cantadas de rua”. Ou mesmo Israel, cuja igualdade de gêneros atingiu tal ponto que mulheres também estão obrigadas ao serviço militar, e possui o maior contingente militar feminino do mundo.

É evidente que assim como em muitos dos países menos desenvolvidos o estupro é sub reportado e considerado de forma limitada, também esses países onde há mais feminismo e mais denúncias inflam suas estatísticas devido a alargarem demais o conceito de estupro, o que termina por impossibilitar saber se tais montantes são mesmo reais ou em grande parte fictícios.

Mesmo assim, é surpreendente que as taxas de estupros sejam tão altas em países tão desenvolvidos cuja criminalidade em geral é ínfima comparada com vizinhos da lista. Como mostra Steven Pinker em sua colossal obra Os Bons Anjos de Nossa Natureza (Cia das Letras, 2013), os crimes mais graves e universais sempre variam em conjunto, não existindo locais onde existam muitos assassinatos mas poucos roubos. Na realidade os crimes mais graves acompanham mais ou menos a variação das taxas de homicídio, o mais objetivo de todos os crimes e menos sujeito a variações conceituais tempo locais.

Com uma visão bastante benevolente do Feminismo, e inclusive o considerando co-responsável pela queda no índice de estupros, ele mostra que nos EUA a sua taxa de ocorrência caiu em conjunto com a de homicídio nos últimos 40 anos. Adaptei o gráfico da página 547.

Estupro_x_Homicidio

Na página seguinte ele diz que tal queda, especialmente notável por ter sido maior que a de homicídios: “Entretanto, passou virtualmente despercebida. Em vez de celebrar o êxito, as organizações antiestupro transmitem a impressão de que as mulheres correm mais perigo do que nunca.”

Como qualquer pessoa sensata Pinker evidentemente recorre a fontes sérias, ignorando insanidades estupristas.

“Estatísticas pouco sérias de grupos de defesa da causa são espalhadas e tornam-se de domínio público, tal como o incrível factóide de que uma a cada quatro estudantes universitárias já foi estuprada. (A assertiva baseava-se em uma cômoda definição de estupro que as próprias alegadas vítimas nunca aceitaram; incluía, por exemplo, qualquer episódio em que uma mulher consentisse em fazer sexo após ter bebido demais e mais tarde se arrependesse.)” (Idem, páginas 545/546)

Isso não impede, porém, que essa flagrante desonestidade, que inclusive considerou estupro até mesmo sexo consensual Não Etílico que posteriormente a mulher se arrependeu por considerar de má qualidade, tenha se transformado numa certeza repetida a exaustão por organizações femininas, inclusa a própria ONU, de que isso se aplica a 1/4, no mínimo, de TODAS as mulheres no mundo.

Agogra vamos conferir uma Lista de países por taxa de homicídio e
notaremos que em mais de 200, esses mesmos da lista dos mais feministas aparecem nos últimos lugares.

Estatisticas_Mundiais_de_Homicidio
No topo temos os mesmos África do Sul, Lesoto ou Bahamas, com cerca de 30 assassinatos por 100 mil habitantes, que também estão no topo da lista de estupros, como seria de se esperar, mas Islândia, Noruega ou Nova Zelândia tem taxas de homicídio inferiores a 1! Há notável consistência entre uma baixa taxa de assassinatos e expectativa e qualidade de vida, saúde pública, educação, desenvolvimento etc, com basicamente os mesmos países no topo.

Para uma visão mais ampla, detalhada e atualizada, podemos recorrer a Crime Index for Country 2014 Mid Year, que faz um levantamento de criminalidade em geral e da percepção popular sobre a mesma com dados do ano atual, EXCETUANDO estupros e assassinatos, onde, mais uma vez, os países mais desenvolvidos (o que permite o feminismo) do mundo estão bem abaixo na escala, sendo muitíssimo mais seguros de se viver.

Pode se ver, inclusive, detalhes de cada país AQUI, onde podemos conferir que os índices dos países “mais feministas” são muitíssimo melhores que o de seus vizinhos de lista de estupros, a exemplo de El Salvador, Nível de Crime geral de 78.57, afora a segunda maior taxa de homicídios do mundo (69.2), o que não impede que em taxa de estupros em 2009 esteja ABAIXO da Finlândia, que tem Nível de Crime 22.13, e uma das menores taxas de homicídio do mundo (2.2)!

Escolhi esses exemplos por serem adjacentes entre si na lista de índices mundiais de estupro apesar da minúscula amostragem, mas pesquise outros países com amostragens maiores, como Suécia e África do Sul, a mesma coisa se verifica.

Como é possível que países de realidades tão diferentes e com índices sociais tão distintos, tenham como ÚNICA exceção taxas de estupros equivalentes? O que subverte por completo a tendência normal? Como explicar isso?

Simples. Exatamente pelo fato destes serem os países mais feministas do mundo! E consequentemente, Estupristas. E o objetivo do Estuprismo é nos convencer que o estupro é não somente um crime, mas um instrumento onipresente do Patriarcado para oprimir as mulheres que se manifesta independente de qualquer outra coisa, sem relação alguma com o impulso sexual e sim somente como meio de controle CONSCIENTE da sociedade sobre os corpos femininos.

É completamente óbvio para qualquer mente sã que as tais estatísticas de estupros dos países mais desenvolvidos São Uma FARSA, demonstrando o poder ideológico do Estuprismo em corromper por completo não apenas o senso comum, mas a academia, a ONU e os governos.

É também evidente que esses países não atingiram altos índices sociais por serem feministas, e sim o reverso, pois o feminismo só pode se desenvolver em países já altamente avançados socialmente, e em evidente declínio populacional, onde a sociedade já se organizou num nível elevado minimizando os perigos e aumentando o grau de segurança para todos, em especial mulheres, para que então feministas fiquem livres para praticar vitimismo hipócrita e se sentirem oprimidas.

Elevar a qualidade de vida e minimizar o crime e a violência, para a mente estuprista, não faz diferença alguma para os índices de estupro, que ou permanecem os mesmos ou até aumentam “provando” que todos os homens são estupradores por natureza e que o estupro é estrutural na sociedade, tanto por permanecerem altos ou maiores na sociedades mais civilizadas, tanto por serem incomensuravelmente maiores do que já são nas menos civilizadas.

E o caso Julian Assange deveria deixar todos bastante preocupados com os rumos que o estuprismo pretende dar a sua paranóia, até que seja possível inventar qualquer insanidade SEM SEQUER UMA ÚNICA EVIDÊNCIA e condenar sem direito algum a defesa um desafeto político.

Para isso, tudo o que precisam é convencer a população que o estupro é epidêmico e vem aumentando, para isso adaptam o velho ditado: “O números não mentem, mas devidamente estuprados, confessam qualquer coisa.”

Marcus Valerio XR
xr.pro.br

Estatistica_Estuprada

26 thoughts on “Estuprando Números”

  1. Para entendermos o que o feminismo faz com termos como estupro, tomo emprestado de Eric Voegelin o termo “hieróglifo”. No primeiro volume de História das Idéias Políticas, Voegelin deixa claro:

    “Com a transposição de uma teoria de seu ambiente de inteligência criativa primária para o ambiente do senso comum secundário, os significados do termo mudam mais ou menos radicalmente porque o denominador comum, na transferência, faz surgir as semelhanças dos fatos, enquanto os problemas essenciais podem ser perfeitamente diferentes. A essa técnica de citação e de aplicação, transpondo uma idéia de seu ambiente primário para o do autor secundário, chamaremos, no contexto do estudo de Políbio, de uso “hieroglífico” das idéias. Quando se utiliza uma idéia antiga hieroglificamente, o autor não tenta fazer coincidir com o significado original da linguagem usada; não retorna à origem para depois percorrer todos os passos que levaram à formulação de uma idéia, mas toma posse dela com base em associações superficiais, usando-a como decoração, tomando de empréstimo para sua própria obra um pouco do prestígio e da glória de um grande autor”

    Até um tempo atrás o termo estupro significava agressão sexual, porém, com o feminismo, o termo passou a significar qualquer coisa: passada de mão, cantada e, para algumas malucas, até mesmo uma olhada… Para muitas, tudo isso é estupro. O termo pode ter mudado, mas o peso do termo continua o mesmo de antes. Mesmo que toda sociedade passe a entender o termo da forma que feministas querem que seja entendido (significando qualquer coisa, até mesmo uma cantada), o peso antigo continuará, facilitando para o feminismo a imposição de um pesadelo na cabeça de muitos ingênuos, que passarão a acreditar que há um estuprador em cada esquina, debaixo da cama, dentro dos armários etc. Com isso, todo homem passa a ser, realmente, um estuprador em potencial e, é claro, a falácia da cultura de estupro se torna uma verdade. Aí, só restará uma salvação: o feminismo. O jogo é baixo, mas funciona: o feminismo joga a mulher num pesadelo que ele mesmo cria para surgir depois como uma salvação, tornando-as suas dependentes.

    1. Nesse ritmo feminista estuprista futuramente fazer poemas, músicas e outras artes exaltando o desejo e amor por uma mulher poderá ser considerado estupro, mas isso somente se feito por um homem heterossexual, já os LGBTs do gayzismo e ideologia de gênero podem abusar à vontade das mulheres sem que isso faça as agressoras responderem pelos seus crimes, então as estatísticas vão alterar ou ocultar o sexo da agressora para fazer o estuprismo prevalecer.

  2. Marcus Valerio XR

    Ocorre, porém, que: nem todos esses países tidos como mais feministas estão sob o mesmo grau de imigração islâmica; a imigração islâmica tem sido tão ou mais forte em outros países que não tem apresentado tais taxas de estupro; e que tais taxas são muito maiores até mesmo que os de países predominantemente islâmicos. Assim, embora seguramente isso possa ter alguma influência, não dá pra explicar essa explosão estatísticas apenas pela imigração islâmica.

    Ou seja, há problemas nas estatísticas em si, e não apenas de subdimensionamento nos países menos desenvolvidos, mas principalmente hiperdimensionamento nos países mais feministas.

    Vale lembrar que o Brasil vai pelo mesmo caminho. Nossos índices de estupro tem aumentado, como era de se esperar, acima dos índices de homicídios, que estão aumentando também. A tendência inevitável, quanto mais feminismo estuprista se desenvolver no Brasil, é esses índices dispararem muito além dos de homicídios.

  3. Li feministas dizendo que beijo forçado é estupro, isso é absurdo demais e é subjetivo demais para ser considerado violêcia sexual. Tentar mudar os padrões de estupro abre possibilidades maiores para feministas e modernetes abusarem de homens fazendo falsas acusações que aumentam as fraudes das estatísticas.

      1. Aldir Gracindo

        Beijo forçado não é estupro, exceto para feministas. Se feministas dizem que é estupro, não é apenas subjetividade delxs (ou de vocês), mas uma tentativa doentia de criminalizar o que não deve ser crime, à revelia da ciência penal que analisa todos os detalhes envolvidos, incluindo intenção, contexto, todos os elementos aferíveis, em vez de, como vocês, só pegar um fato isolado e inserir no modelo do “Machismo maligno” que existe na cabeça torta de vocês.

        Você evidentemente levou mudou de assunto, já que ele foi claro e específico: beijo forçado, para certas feministas é ESTUPRO. E mesmo assim, com preconceito até o fim. Beijo forçado pode significar muitas coisas, sim. No meio de uma discussão sem solução entre cônjuges, já vi isso acontecer como um pedido de terminar a discussão inútil. Pode ser uma agressão moral, não sexual. Pode ser uma ofensa sexual. Pode ser uma piada leve, se for entre pessoas que têm já um padrão de comportamento um com o outro em que há um consentimento tácito, entre eles(as) que não há para qualquer outra pessoa fora daquela relação. Claro que pra você, isso pode ser “mansplaining”, só uma defesa machista da óbvia e horrível “cultura do estupro” evidenciada pelos vídeos abaixo, por exemplo:

        https://www.youtube.com/watch?v=silJoHrXsIc
        https://www.youtube.com/results?search_query=baby+doesnt+want+kiss
        https://www.youtube.com/watch?v=iQ4uRE_SXGI

    1. Aldir Gracindo

      É um artigo de opinião. Nas suas refutações nos comentários abaixo, você faz afirmações sem referenciar. Mas este comentário serve como uma boa sugestão.

    2. Marcus Valerio XR

      Já dei os dados estatísticos com as devidas referências e citei links corroboratórios, incluindo o caso Julian Assange onde as acusações de “estupro” tem pressupostos sem paralelo em qualquer outro lugar do mundo, embora alguns dos países mais feministas estejam tentando alcançá-los.

      De resto, faço apenas deduções, levanto hipóteses e proponho explicações.

      Se você só “achou achismo” em meio a tantas informações devidamente linkadas, então o problema não é meu, mas da internet inteira.

      1. Antonella Franzon

        Eu também acho que os números de paises desenvolvidos são menores. Mas podem existir vários motivos para isso. Usar isso para atacar o feminismo me soa desonesto.

        1. Marcus Valerio XR

          Mais desonesto do que inventar números que você mesmo acha que de fato são menores? E que por sinal, é justamente essa desonestidade de distorcer números que estou apontando?

  4. Antonella Franzon

    A Suécia sempre teve um indice alto. Mas ele aumentou muito mesmo depois das guerras no Iraque e Siria fazendo do pais destino de refugiados.

  5. Recentemente estou vendo muitos religiosos usando como argumento o fato de ateísmo esta relacionado ao numero de estupros e a Suíça é usado neste índice, e pelo pouco que analisei não vi nenhuma correlação.
    Não seria interessante fazer uma analise mais criteriosa sobre estes 2 aspeitos?
    Tem muita olavete gritando aos ventos que o ateísmo promove o estupro.

      1. desculpe a demora, depois de tanto tempo não achei mas os argumentos dos usados por eles, eu vejo isso em comentários do face e do youtube lembro de um vídeo do pirula que tem uma encucharrada de comentários deste tipo.

        So não lembro em quais videos, mas e o seguinte.

        O ateísmo te da tanta liberdade que estuprar não causa remorso ou algo do gênero.

        Tem um sujeito que se intitula “Maro Filósofo” do youtube, mas ja adianto nem vale a pena perder tempo olhando os videos dele eu fui la e não encontrei, não lembro em qual video ele usa este argumento.

  6. “Como é possível que países de realidades tão diferentes e com índices sociais tão distintos, tenham como ÚNICA exceção taxas de estupros equivalentes? O que subverte por completo a tendência normal? Como explicar isso?

    Simples. Exatamente pelo fato destes serem os países mais feministas do mundo!”

    Feministas concordam contigo nisso, Marcus. A diferença é que dirão que justamente por serem países em que o feminismo é mais forte, mulheres têm maior liberdade e se sentem mais encorajadas em denunciar estupro. E parte disso é denunciar aquilo que em outros países nem é considerado estupro. O que, objetivamente, não é diferente do que vc está dizendo.

    Feministas não negam que em países menos desenvolvidos, em que a taxa de criminalidade é muito mais alta, a taxa de estupro é muito maior que em países como a Suécia. Não tem nenhuma feminista dizendo que a Suécia é mais misógina que a Arábia Saudita. O furo é mais embaixo então, Marcus; é de fato o que deve ser considerado estupro.

    Há poucas semanas atrás um norueguês foi condenado por estupro na Irlanda por se masturbar na cama à noite ao lado da sua namorada irlandesa, enquanto ela dormia. A mulher não sabia como se livrar do cara, e partiu pra essa. Afinal, era contato libidinoso não consentido, não era? Felizmente o juíz cancelou a sentença, mas o prelo do lobby feminista fez questão de distorcer a história e torná-la um caso de “machismo institucional”.

    Versão da BBC

    ‘Meu namorado me estuprou por um ano enquanto eu dormia’
    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151209_relato_vitima_estupro_namorado_sono_lgb

    Versão dita por ela mesma em entrevista ao vivo

    Flagrado pela namorada se masturbando ao seu lado na cama, noruguês é condenado por estupro na Irlanda
    http://andre.levy.x10.bz/misandria/flagrado-pela-namorada-se-masturbando-ao-seu-lado-na-cama-norugues-e-condenado-por-estupro/

    1. Marcus Valerio XR

      Sim, a melhor resposta feminista a essa discrepância seria exatamente essa, que os números reais nos países desenvolvidos são muito maiores. De qualquer modo, meu ponto não era exatamente esse, e sim a tese, adiantada no segundo parágrafo: [ “…pretendo demonstrar aqui que sempre que essa ideologia predomina num contexto social qualquer o resultado invariável é aumentar espantosamente os índices de estupros, quer seja um aumento real ou meramente estatístico.” ]

      Assim, essa boa resposta só corrobora a demonstração, também sintetizada no sexto parágrafo: [ “É evidente que assim como em muitos dos países menos desenvolvidos o estupro é sub reportado e considerado de forma limitada, também esses países onde há mais feminismo e mais denúncias inflam suas estatísticas devido a alargarem demais o conceito de estupro, o que termina por impossibilitar saber se tais montantes são mesmo reais ou em grande parte fictícios.” ]

      O que termina por ir no sentido daquilo que já expliquei em “A Cultura do Estupro” ( http://br.avoiceformen.com/recomendados/recomendados/ ) , que o objetivo feminista é alargar mais e mais o conceito de estupro até atingir o objetivo original das que pregaram abertamente a separação dos sexos e a condenação de toda heterossexualiade. Lá eu disse: [ “…essas estimativas já foram infladas muito mais, mas para não perdermos mais tempo, façamos como Andrea Dworkin,Catharine MacKinnon e Robin Morgan e coloquemos logo TODAS as relações heterossexuais como sendo estupro para encerrar o assunto!” ] E sim, estou ciente que há polêmica na citação de Catherine MacKinnon, como se vê em http://franklyno.tumblr.com/post/66730593551/unchecked-feminist-quotes-a-list-for-mras

      No fundo, tudo não passa de mais um demonstração de que a única diferença entre o dito Feminismo Radical (criticado até mesmo por feministas) e o Feminismo Dominante é que o primeiro é sincero.

      Mas por fim, há também um tema paralelo a respeito do qual ainda pretendo escrever, que é a espetacular leniência feminista com as culturas não ocidentais. Sinceramente eu não me lembro de já ter visto feminista alguma reconhecendo que de fato as taxas de estupros nos países desenvolvidos sejam realmente menores, o que seria derivação direta da “boa resposta” em questão. Até pelo contrário. Já vi defesas espantosas da cultura islâmica que minimizam radicalmente a relevância dos estupros em questão, como por exemplo a que cito aqui https://www.facebook.com/MarcusValerioXR/posts/10202034905897196 , ou a estranhíssima tolerância que feministas tem com a explícita estética de estupro no Japão.

      E se você adotar outra leitura, a de que o Feminismo é necessariamente voltado para a destruição parasitária de sua própria civilização, isso também é perfeitamente compreensível, afinal, o problema é o “Homem Branco Cristão Ocidental”.

      1. Tem vários pontos aí que concordo:

        1. O fortalecimento do feminismo aumenta os índices de estupro.

        2. Feministas objetivam alargar a definição de estupro.

        3. Feministas culturais e radicais não são muito diferentes.

        4. Feministas radicais são sinceras.

        Porém feminista alguma discorda deles tampouco 😀

        O furo é mais embaixo. A palavra-chave aí em “alargarem demais o conceito de estupro” é “demais”. E essa questão – a do que é realmente violência, e em especial nesse campo nebuloso da sexualisade – é ética, não estatística. O máximo que vc pode fazer com estatística aí é apontar inconsistências nas métricas de violência sexual, que é o que vc fez.

  7. Fernando Mendes

    Duvido que, em todos esses números apresentados pelo feminismo como “mulheres vitima de homens”, não hajam uma boa porcentagem de vitimas que, na verdade forma homens e até de agressores que, na verdade, foram mulheres.

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