Definindo a Misandria

O que é misandria? A definição do dicionário é simples: ódio contra os homens. Outra definição oferecida é similarmente direta: uma repugnância contra os homens, frequentemente baseada em experiências infelizes ou aprendizado. O que eu quero propor é uma definição da mais difundida da palavra, mais baseada na realidade.

Misandria: desumanização do sexo masculino. A visão dos homens como não humanos, como desprovidos de valor intrínseco.

Os homens em nossa sociedade são valorados predominantemente pela sua utilidade para outros.

Isso é verdade hoje, como foi há 5.000 anos. É verdade na sociedade em geral (empregador a empregado) assim como nas relações pessoais (mulheres adoram um “bom provedor”). Os homens são os protetores, os produtores, os criadores da sociedade – precisamente porque sem produção, proteção ou criação esses mesmos homens seriam considerados um entrave na sociedade; um custo, não um benefício.

E a sociedade não gosta de dar apoio aos homens. Pergunte aos sem-teto sobre que qual programa de renda mínima e moradia os beneficia. Tudo para as “famílias jovens” (leia-se: mães solteiras). Pergunte nos abrigos de violência doméstica (se eles admitirem que vítimas masculinas existam) sobre os serviços disponíveis para homens. Pergunte à sua Universidade local sobre o apoio oferecido a jovens do sexo masculino desejam uma vida melhor através da educação.

A resposta em toda a sociedade aos homens em situação de risco é sempre a mesma, de Kay Hymowitz a Rush Limbaugh:

“Honre as calças, vagabundo”.

Mais misandria.

O mundo em que vivemos realmente não perdoa o homem que “se dá mal”. Não interessam as vítimas de golpe da pensão alimentícia e os homens que perderam tudo no divórcio. Existe uma vastidão de homens com quem isto nunca aconteceu e eles ainda lutam de contracheque em contracheque por décadas a fio. Eles sabem que não há “mãozinha” disponível.

Eles ainda descobrem que os impostos que eles têm que pagar ainda vão para cada vez mais programas assistenciais para mulheres. Não, apague isso… Eu quis dizer “famílias jovens” (leia-se: mães solteiras). É como se o Governo não soubesse de todos os homens enfrentando dificuldades. Claro, nós sabemos que não é assim, mas quando você vê os homens como buchas de canhão não humanas, a forma Darwiniana como o governo trata os homens em dificuldades torna-se bem mais compreensível.

Os meios de comunicação são grandes culpados por essa mentalidade, reduzindo homens a meras estatísticas ou nomes de profissões. Quando um bando de mineradores fica preso em um desmoronamento, é sempre “os trabalhadores estão presos” ou “24 mineiros morreram hoje”. Eles nunca dizem “os 24 homens estiveram embaixo da terra por 3 dias antes de serem resgatados”. – o sexo deles é cuidadosamente omitido em todas as reportagens. Mas se uma chacina acontece em alguma cidadezinha, é “52 pessoas mortas até agora, incluindo mulheres e crianças”.

Entende? Nós deveríamos realmente nos importar, pois não são apenas homens mortos. Mulheres e crianças também. Homens não têm valor exceto como filtro. É com as mulheres e crianças que você deve se importar.

A misandria se mostra no dia-a-dia muito mais do que defendemos direitos dos homens admitimos.

Sempre que alguém trata um homem diferentemente de uma mulher, isso é Misandria. Recusar-se a ouvir queixas porque “triste” um homem reclamar também é Misandria (“homem de verdade não reclama” é uma definição muito concisa da Misandria). Acreditar que não importa quais forças estejam contra um homem, seu sucesso (ou a falta dele) é inteiramente sua “culpa” também é misandria.

Essencialmente, recusar-se a acreditar que há forças sociais dispostas contra o sucesso do homem médio é uma manifestação de Misandria, visto que isso é uma expressão do “homem de verdade se vira”, da linha “se você não consegue superar isso, você não é um Homem de Verdade, portanto não vale o incômodo.”

Então como exatamente alguém pode saber quando está na presença de alguém que odeia homens?

Simplesmente pergunte a essa pessoa suas opiniões sobre coisas como ações sociais para os homens (certifique-se de deixar dizer que isso irá reduzir os fundos destinados a mulheres). Se ele/ela for incapaz de ver vantagem em reduzir os serviços assistenciais para mulheres em troca de fornecer QUALQUER serviço aos homens… bem, você tem alguém que odeia homens diante de você. De fato, você tem um feminista do tipo “isso é importante desde que todo o resto já tenha sido resolvido”.

Alternativamente, você pode apenas ouvir o que eles têm a dizer. A maioria dos odiadores de homens deixarão suas opiniões serem conhecidas com razoável facilidade, em alguns casos até mesmo sendo orgulhosos do seu ódio. Qualquer mulher que exige que um homem a “trate como uma mulher deve ser tratada” está exigindo servidão e status de burro de carga dos homens. Isso é Misândrico. Igualmente são os cidadãos que exigem que o homem “aguente e cale a boca”. Na linguagem popular, “Seja homem.”

Quem pensa que todas as questões enfrentadas pelos homens não podem estar afetando os homens como um todo, os tais do “não se incomode com isso e endureça”, são Misândricos, no que se recusam a reconhecer a humanidade dos homens, preferindo vê-los como máquinas capazes de qualquer coisa, não importando as circunstâncias.

Exigir que os homens arquem com padrões de exigência impossíveis é Misandria. Recusar-se a ver homens em dificuldade como homens é Misandria. Ver homens como bestas de carga, como meios de produção, em vez de seres humanos com sentimentos e esperanças, é Misandria. Ver os homens como uma Classe, em vez de pessoas, é Misandria.

É necessário mais discussão sobre este assunto, mas eu creio que está na hora de nós, como movimento, começarmos a definir alguns termos nós próprios. Então, novamente, esta é a minha definição:

Misandria: desumanização do sexo masculino. A visão dos homens como não humanos, sem valor intrínseco.

 

Tradução: Aldir Gracindo

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