Pensando o impensável e impensando o pensável

Nota: É um prazer ter finalmente ter Fidelbogen no AVfM Brasil. O que vem abaixo não é um artigo, é uma palestra escrita. O formato, portanto, pode causar a alguns tanto estranhamento quanto o pensamento agudo e destruidor de paradigmas atuais. Esta palestra está em áudio no youtube aqui:

Espero que seja prazeroso para vocês ter lê-lo como é para mim. E  que se beneficiem das contribuições dele sobre pensamento e retórica.
Abraço forte, Aldir.

Olá. Fidelbogen falando. Aos meus co-laboradores no vinhedo, em todo o mundo, saudações!

Minha fala de hoje é chamada: “Pensando o impensável e impensando o pensável”.

Meus amigos, nós vivemos em uma hierarquia sócio-política que sistematicamente despreza a vida masculina nivelando-a ao valor do lixo. Por que você pensa que nós chamamos isso de “descartabilidade masculina”?

Recursos descartáveis… Você pode jogar fora.

Mas a vida masculina nem sempre valeu tão pouco. Valeu relativamente pouco, eu lhe garanto. Mas não  tão pouco quanto agora.

A transformação surgiu devido a uma evolucionária mudança no pensamento. Os homens sempre carregaram os fardos maiores na sociedade e enfrentaram as piores tempestades e suportaram o sacrifício de suas próprias vidas quando foi necessário. Então, de certa forma a vida masculina sempre foi menos “valorizada”, mas apenas no sentido de ser mais dispensável. No passado, no entanto, os homens gozavam de certos emolumentos por conta de tudo isso – e um certo respeito, mesmo reverência, às vezes eram concedidos a eles.

Mas a inovação feminista introduziu uma série de mutações, principalmente para o status dos homens dentro da ordem social. A mudança evolutiva no pensamento seguiu na esteira da política de supremacia feminina, que procurou justificar sua ganância de poder geral para as mulheres (o chamado “empoderamento” das mulheres) via degradação do valor dos homens como um todo, a fim de preparar o caminho para tais maquinações. Era necessário introduzir ideias que seriam consideradas “impensáveis” se tivessem sido muito abruptamente ou muito abertamente declaradas. Assim, a tarefa era transformar o impensável em pensável, mas de uma forma passasse despercebida devido à astúcia, gradualidade e discrição de sua execução.

Então, como transformamos o impensável em pensável? Simples: promovemos o impensável à categoria do pensável.

E como realizamos isso?

Simples novamente: nós corroemos, pouco a pouco, toda a fundação do pensamento que constitui a impensabilidade do impensável, para começar.

E em seguida… Nós deflagramos processo idêntico através de ciclos repetidos para o próximo nível, e para próximo e o próximo. E em cada elevação nesta espiral iterativa, não só o anteriormente impensável se torna pensável, como o que antes era pensável se torna impensável porque… . .

Porque você literalmente já não pode mais pensar isso! Você já não tem o equipamento intelectual para fazê-lo! Você não tem o instrumental necessário para pensar isso.

Pense

Sobre

Isso.

O que eu acabo de descrever se aplica a muitas coisas, não somente o tópico da presente discussão. Então armazene isso em sua mente – vai ser útil para você!

Continuando agora, vamos considerar, como no caso em apreço, o exemplo da falsa acusação de estupro ou simplesmente da histeria feminista em geral.

Aqui temos visto um movimento progressivo em direção à incorporação cultural da convicção do “impensável” de que a vida masculina vale consideravelmente menos do que a vida feminina. Isto foi tornado mais e mais pensável. . . Devido a uma campanha constante, orquestrada, de assassinato de reputação, ao longo de muitos anos, dirigida contra a população masculina como um todo.

Em outras palavras, agora é “pensável” que os homens não merecem proteção igual perante a lei em (por exemplo) assuntos como presunção de inocência a ser contradita mediante prova consistente, sendo a razão pela qual isso é agora “pensável” é que “todo mundo sabe” que “os homens são violentos”, ou que o estupro é uma expressão de “violência machista” e assim por diante. Resumidamente então, é um argumentum ad populum.

E como é que “todo mundo” supostamente “sabe disso”?

Porque os argumentos de acusação anti-homem da visão de mundo feminista têm, devido a uma garoa ambiente interminável de reiteração e bombardeio-tapete da mente coletiva instalaram-se ao ponto de permanência e intocabilidade – ponto em que todos os caminhos das chamadas descobertas ou “pesquisas” tornam-se um exercício de viés de confirmação.

Assim, “todo mundo sabe” que as mulheres são pessoas melhores do que os homens e que os homens são o problema e, portanto, de que a vida masculina tem menos valor do que a vida feminina e que os homens não merecem a proteção igual perante a lei, porque “todo mundo sabe” que os homens são opressores e mais propensos a mentir do que as mulheres. Porque é claro que “todo mundo sabe” que os homens são o problema!

E as mulheres, como “todo mundo sabe”, nunca mentem sobre estupro! E como sabemos disso? Simples: porque Susan Brownmiller disse isso e centenas de outras pessoas incorporaram sugestão, vinda da “Suzi dois por cento” e repetiu em seus vários livros listas de “fatos” sem fundamento de que apenas 2% das acusações de estupro são falsas, o que claramente “prova” que quando uma mulher diz “ele me estuprou”, é 98% certeza que ela está dizendo a verdade e que ele está mentindo – porque, é claro, “todo mundo sabe” que os homens são violentos, e que os homens são o problema e, além disso. . . Por que ela mentiria sobre algo como estupro? Então, quem se preocupa com alguma coisa boba e antiquada como “evidência”, afinal?

Para resumir: É agora “pensável” (ou pelo menos não é impensável) que um cidadão do sexo masculino deve ser condenado por estupro e enviado para a prisão mediante um padrão de evidências que anteriormente fora considerado risível – e ainda é, para muitos outros crimes.

Este estado de coisas foi tornado aceitável para nossas consciências porque os homens tiveram sua imagem metodicamente manchada e denegrida através de propaganda deliberadamente orquestrada que tem objetivo (conscientemente ou não) para diminuir o valor da vida masculina ao de lixo, de modo que a proteção igual sob a lei pode ser retirada dos homens sem sentirmos que coisa alguma de errada foi feita a eles.

Não achamos que nada de errado foi feito a eles!

Tal coisa é agora pensável e de fato, muitas pessoas não enxergam nada demais nisso.

Muito bem, eu ofereço, como meio de conforto a todos os meus amigos na comunidade pró-homem politicamente ativa um plano simples para frustrar tal impudência no parte do inimigo:

Basta dizer não. . . E sair andando!

Basta dizer “discordo.” O que eles podem fazer, matá-lo? Jogá-lo na cadeia? Tudo o que você deve fazer é deixar claro que você não compartilha a visão de mundo feminista. Declare isso ousadamente. Isso tem o efeito poderoso de “compilar” todas as suas objeções ou críticas em separado em um reformato global. Você não está mais malhando em ferro frio no modo de “intérprete”, de fazer fisking linha por linha ou discutindo cada detalhe. Ah, certamente, se esse tipo de coisa faz parte do seu show, então, sinta-se à vontade para fazer o que você faz de melhor! Mas da forma como eu vejo, é como cortar a grama com tesoura quando acabo de lhe oferecer cortador de grama novinho em folha!

Pense nisso. O maior erro que os partidários neofeministas cometem é argumentar a partir de dentro da visão de mundo feminista! Eles fazem isso o tempo todo, mesmo sem conhecê-lo, e eu gostaria que eles parassem com isso! Isso os coloca perpetuamente na defensiva e desperdiça sua energia em uma tarefa não muito diferente de empurrar lama morro acima com pá! Mas se eles se categoricamente e sem claramente proclamam a autonomia de seu paradigma como um preâmbulo a qualquer forma de partida, isso reverte toda a balança de poder e vira a mesa sobre o inimigo! Deixaria as feministas com apenas duas opções: ou se envolver com homens e mulheres neofeministas dentro do paradigma neofeminista. . . Ou encontrá-los em algum tipo de espaço-limbo entre os paradigmas opostos e “negociar a partir do zero.” Mas nenhuma das posições serviria ao feminismo com vantagem.

Isso as forçaria a pensar sobre o que pensam, e pesar a própria pensabilidade de como pensam, afinal.

E essa, meus co-laboradores no vinhedo, é exatamente a ideia.

Fidelbogen desliga.

fidel bogen CFFidelbogen é blogueiro,  vlogueiro, escritor, pensador, contra-feminista, nerd barbudo traça de livro e uma das conversas mais prazerosas que eu tenho às vezes pela internet. Ele pode ser encontrado no seu blog e no seu canal de youtube, entre outras paragens. – Aldir.

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